terça-feira, setembro 01, 2009

Uma questão de confiança

Para se poder votar em alguém para Presidente da República, Primeiro-Ministro ou Presidente de Câmara Municipal, tem que se confiar na pessoa em quem se vai votar.
As tamanhas responsabilidades que confiamos a estas entidades necessitam, antes de tudo mais, que o sentimento que temos nas pessoas que vão ter tamanha responsabilidade política seja de puta admiração pela sua conduta ética, pela sua rectidão e por haver sobre si qualquer forma de suspeição, nomeadamente ao nível do cáracter.
Não basta prometermos mundos e fundos para obtermos vitórias eleitorais. Um candidato a cargos políticos de alta responsabilidade tem que se apresentar a priori como um exemplo para a sociedade.
Ora, do meu ponto de vista, esse é o principal problema de José Sócrates.


Sobre o actual Primeiro-Ministro recaem muitas dúvidas sobre a sua conduta política e pessoal.

É certo que nada foi (ainda) provado contra este. Mas para uma pessoa só, ocorreram já imensos episódios que nos fazem duvidar de quem realmente será José Sócrates.

Tem este homem sobre si suspeitas sobre o modo como obteve a licenciatura (célebre é a famosa frase "Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos [o de 1995 fundamentalmente] responsáveis pelo meu actual desconsolo") ou o facto de ter terminado o curso num Domingo;

Tem este homem sobre si suspeitas de ter assinado projectos de edifícios na Guarda na década de 80, cuja autoria os donos das obras garantem não ser dele;

Tem este homem sobre si suspeitas no modo como foi aprovado o licenciamento do empreendimento Freeport;

Tem este sobre si suspeitas de, através de interposta pessoa, ter pressionado Magistrados do Ministério Público.

São muitos casos, muito barulhinho ensurdecedor que afecta a imagem pública deste homem que se candidata ao importante cargo de Primeiro-Ministro.

As pessoas olham para José Sócrates e não confiam nele. E não é apenas por ter prometido mundos e fundos aos portugueses em 2005, e depois não ter cumprido as mais importantes promessas.

As pessoas não confiam em José Sócrates porque têm dúvidas acerca do seu carácter, e quando assim é, não se lhe pode confiar a governação de Portugal.

2 comentários:

Henrique disse...

estão em destaque na edição impressa desta semana no jornal O Diabo.

cumprimentos

http://jornalodiabo.blogs.sapo.pt/

Pedro Sá disse...

Não me vou dar ao trabalho de comentar a segunda parte do post.

Mas a primeira é manifestamente exagerada. Essa agora da "admiração pela conduta ética" é ir longe demais, não me parece que alguém peça uma coisa dessas.

E igualmente a do "exemplo para a sociedade".

Os políticos não têm que ser o exemplo e tal. Têm que cumprir o seu papel, como aliás qualquer pessoa no exercício de uma actividade.