domingo, fevereiro 08, 2009

Manuel Alegre e o BE: zero vezes zero

Muito se fala de uma eventual aproximação de Manuel Alegre ao Bloco de Esquerda, sobretudo quando nos aproximamos das eleições. Na minha modesta opinião, Manuel Alegre é zero. Manuel Alegre é uma fraude política a quem não conhecemos obras a não ser aquelas que publica. Manuel Alegre tem mais personalidade na escrita do que na política. Na política, o poeta teve sorte, muita sorte, quando nas semanas que antecederam as Presidenciais de 2006, o PS apresentou como candidato o MP3 (Mário Presidente 3), abdicando de Manuel Alegre que passou a sofrer da "síndrome do Calimero". Os portugueses, conhecidos pela emotividade e compaixão que têm para com os "coitadinhos" (quem não se lembra do clássico Zé Maria, por exemplo?) logo se colaram ao poeta-deputado e este acabou por ser o segundo mais votado nas eleições. Da sua boca nunca saiu uma ideia, uma sugestão para dar um rumo ao país. A única coisa que me lembro é de Manuel Alegre alertar para os perigos do "presidencialismo" em que cairíamos caso Cavaco Silva fosse eleito. Cavaco foi eleito e hoje temos o melhor Presidente da República dos últimos 25 anos, apesar das controvérsias e de por vezes eu próprio me indignar com a sua passividade.
Alegre limita-se a desfrutar de toda a onda criada à sua volta e que lhe atribuem protagonismo... por rigorosamente nada, ou apenas porque o poeta decide falar mal de mais alguém que alegadamente o terá destradado. Não compreendo a euforia em torno do ex-candidato presidencial que é socialista, é bloquista, é independente e outras coisas mais que lhe dêem jeito, porém aceito-a: os portugueses gostam destes "coitadinhos" da mesma forma que gostam de novelas, do Goucha, da Merche e do Malato. Alegre não é decisivo, Alegre não é inteligente (é esperto), Alegre não pensa Portugal, Alegre... Alegre é zero, é uma fraude política. Manuel Alegre para o Bloco só representa uma coisa: votos. Manuel Alegre é o cacique que pode atrair eleitores. Apenas e tão-só.

P.S.: O que é feito daquele "grande" e "dinâmico" Movimento de Intervenção e Cidadania que, supostamente, viria revolucionar Portugal e seria uma pedra no charco da actual apatia política e social portuguesas? Este Movimento, tal como Alegre, é zero... zero vezes zero.

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