terça-feira, agosto 28, 2007

Uma empresa com influência portuguesa, com certeza

No passado dia 23 de Agosto desloquei-me à Loja Vodafone do Almada Fórum, para adquirir um telemóvel Nokia 5300, por 129 euros, através da entrega de um telemóvel antigo, que já não se usasse. Tinha aqui um velhinho 3310 cujo visor já não mostrava os caracteres, antes só acendia as luzes e aproveitei para o incluir no pacote. Vi na mesma publicidade que por mais 9,90 euros teria direito a um cartão de memória de 1GB.
Ao ser atendido, atende-me uma jovem ainda em formação, cujo nome é Lara Severino, e pergunto-lhe como funciona a promoção do cartão de memória de 1GB, pois podia ter data limite. A mesma, por estar em formação, dirige-se à colega Andreia Duarte e volta com a informação que o cartão já vem incluído no preço do equipamento e que não há nada a pagar. E eu pergunto porque é que está ainda o preço de 9,90 euros e a mesma diz-me para não fazer caso.
Ali ao lado, a Phone House fazia a mesma promoção, mas com a agravante de ter que pagar o cartão. Preferi optar pela da Vodafone e dirigi-me ao final do dia para celebrar o negócio. Fui atendido pela funcionária Sandra Teixeira e, apesar de ter tido um tratamento exemplar e correcto, a coisa começa a correr mal quando me dizem que só têm telemóveis cor-de-rosa e um vermelho, quando eu preferia o cinzento. No entanto, uma faixa vermelha não me desagradava de todo e acabei por aceitar. Quando chegamos à parte do cartão de 1GB, foi-me dito que os mesmos estavam esgotados. Reclamei pelo facto de outros clientes terem direito a cartões e eu não. Foi-me dito que poderiam fazer a reserva de um cartão e depois me contactavam, mas estaria dependente de ainda haver em stock. Aceitei a condição e aguardei.
Hoje, recebi um telefonema em como poderia deslocar-me à loja e proceder ao levantamento do cartão. Tudo bem, vamos lá levantar o cartão. Ao chegar lá, fui novamente atendido por Sandra Teixeira e a Vodafone decide cobrar-me 9,90 euros pelo cartão. Insurjo-me e recordo a informação que me foi dada em como nada teria a pagar e recordo que a propriedade do cartão se transferiu para a minha esfera, por mero efeito do contrato, mais concretamente com a verificação da condição de existirem cartões disponíveis.
Como é natural, a Vodafone não quis entregar um cartão que já era meu, antes quis que pagasse sem que tivessem legitimidade para tal. Após a minha revolta, Sandra Teixeira contacta o Gerente de Loja, que lhe diz algo tão simples como: "pede desculpas ao cliente pelo engano, mas ele tem que pagar se quiser". Ao ouvir uma coisa destas, perco o juízo. Pergunto à funcionária se quer que eu lhe mostre na lei o artigo que obriga a loja a dar-me o cartão pelo preço (ou falta dele) acordado. A funcionária começa a ficar baralhada e confusa até que decido ser prático: o cartão já é meu, e a loja decidiu apossar-se do mesmo ilegitimamente, recusando-se a entregar-mo, e ainda exigindo que eu entregue uma quantia por ele. Ora, se não existe rapto do cartão, pelo facto do rapto só se aplicar a pessoas, e existe furto, dado ter sido praticado sem violência, ou abuso de confiança, então o melhor é chamar a polícia e participar um crime!
A funcionária entra em pânico e contacta novamente o gerente, que facilmente se descartou da responsabilidade e deixou as funcionárias à mercê da situação. Podia brincar com esta situação e lançar a polémica sobre se aqui há crime de exposição ou de abandono por parte do gerente face às funcionárias, mas entendo que não o devo fazer.
As custas, tendo eu testemunhas de tudo isto que aconteceu, certamente correrão por conta da Vodafone, além da entrega do cartão que ainda é meu. Vi-me forçado a chamar a polícia e a participar um crime, que mais tarde será julgado pelo juiz. Do livro de reclamações também não se livrou esta loja.
Ainda que isto não dê em nada, do susto esta loja não se livra, e garanto que da Vodafone de Almada nunca mais sairá um cliente com uma informação mal dada, ou vítima da ciganice de um gerente que certamente está habituado a tapar os buracos das suas funcionárias (salvo seja) com um "pede desculpas e ele que pague". As pessoas, e as entidades que prestam serviços, devem ser responsáveis pelos "enganos", ou "erros", que cometam. Acresce a tudo o que já foi aqui dito, que a lei é para cumprir e não é justo que um cliente seja responsabilizado pelo erro de um funcionário!
A justiça conhece duas formas de aplicação: a forma convencional e a forma legal.

19 comentários:

Luís Rocha disse...

Vc pretende apresentar uma queixa crime contra uma pessoa colectiva, ou pretende apresentar uma queixa crime contra uma funcionária em formação, que cometeu um erro?

DJ disse...

A funcionária que cometeu o erro, não praticou nenhum crime. Há lugar a responsabilidade civil, mas não a responsabilidade criminal por um erro ou falha de um funcionário.

Eu apenas fui vítima de um crime numa loja da vodafone, através de um funcionário que se "limitou a cumprir ordens superiores". O responsável já não me cabe a mim decidir.

DJ disse...

Aproveitei e perguntei à funcionária "se o seu gerente lhe dissesse para matar alguém, fá-lo-ia? Não me parece".

Luís Rocha disse...

Repito a pergunta, visto que não obtive resposta.

Luís Rocha disse...

Ah espere!

Vc chamou a Policia e participou de um crime??

Que crime participou vc?

Quem é que vc indicou como autor do crime?

anitah disse...

ok se acha que foi lesado fez bem em reclamar. as pessoas at� t�m uma certa falta de h�bito no que toca a reclama�es (justas!), mas talvez pudesses evitar a refer�ncia ao nome das funcion�rias!!

DJ disse...

Luís Rocha,

sim, foi participado um crime e indiquei como praticante a funcionária que me atendeu, tendo-o praticado em nome da Vodafone e sob as ordens do gerente.

Anitah,

entendi fazer referências aos nomes, para que todos saibam quem são as pessoas em causa. Se alguma delas for reincidente com algum dos que lerem este post, já sabem a "jurisprudência" que devem recordar junto delas e junto dos seus superiores e respectivo livro de reclamações. No entanto, admito a possibilidade de a referência a nomes poder sensibilizar alguns, ou ser considerado uma exposição.

Luís Rocha disse...

DJ para Luis Rocha:

Dado o pricipio da tipicidade, e o facto de vc ser Advogado, e logo mais conhecedor que o leigo,qual foi o crime de que participou ao policia?

DJ para Anitah:

Dado que vc, no seu post, defende que existiu uma derrogação de um contrato de adesão, por forma verbal e através de um lapso de uma funcionária estagiária, sendo que a segunda funcionária agiu de acordo com o produto anunciado, como lhe confirmou o gerente, que jurisprudência é essa?

Luís Rocha disse...

E que tal responder a estas duas perguntas, em vez de fazer posts inuteis sobre futebol?

Sou obrigado a revelar a minha convicção de que não foi apresentada qualquer queixa-crime, para obter uma resposta?

Um colorido, digamos...

DJ disse...

Caro Luís Rocha,

quem é você, ou qualquer outra pessoa, para considerar os posts sobre futebol, ou qualquer outra coisa, inúteis?

Pois só por causa disso, e pela tentativa de pressão, vai ficar com a sua convicção, sem ter qualquer resposta sobre o assunto.

DJ disse...

Já agora, veja o nome dos autores dos posts...

Luís Rocha disse...

O Autor do post que compara a verde eufémia ao sindicato de jogadores profissionais de futebol é o mesmo: DJ.

E não se preocupe que eu já sabia que v não me ia responder porque, das duas uma:

não apresentou queixa nenhuma e quis dar um colorido especial à sua história; ou

porque apresentou queixa e ganhou a noção que vai arcar com as custas e com outra de volta, por denúncia caluniosa, com o patrocínio do Departamento Juridico da Vodafone.

Tentativa de pressão...LOL eu já estava era a ver que vc, como sempre, se furta a responder quando a coisa fica cabeluda, limitando-se a empurrar o assunto para baixo, com novos posts. Longe da vista, longe do coração.

DJ disse...

Num post com 4 entidades, só uma é de futebol e você classifica o post como sendo de futebol?

Quanto ao que aconteceu e ainda possa vir a acontecer: não tenho nada a acrescentar ao que já lhe disse. Dê asas à sua imaginação, mas da minha parte não vai saber o que se passou e ainda vai passar. Se vê como colorido, também não é um problema meu.

Luís Rocha disse...

Engana-se.

Vc não me disse nada.

Papagueou no seu blog, para todos ouvirem, que apresentou queixa à policia à conta da participação.

E pela conjugação do post com os comentários já entrou em violação do segredo de justiça, na pessoa da participada.

Eu não vejo como colorido, vejo sim como tentativas desesperadas de chamar à atenção. Mas isso é com o seu íntimo, não com o meu.

Luís Rocha disse...

Leia-se que "apresentou queixa à policia à conta do ocorrido".

Pinokio disse...

Luis Rocha tenha lá calma senão daqui a bocado começam as censuras habituais quando faltam argumentos...

Luís Rocha disse...

Já aconteceu Pinokio, já aconteceu.

Como dizia o meu defunto Avô, "pior que um homem com poder, é um homem com a ilusão do poder".

...é claro que eu não considero o caso aplicável aqui. Falta um elemento chave.

DJ disse...

Luís,

lamento que falte o elemento "avô". Também já perdi um dos meus e sei o que custa.

Luís Rocha disse...

Fraco, fraquiiiiinho.