sexta-feira, agosto 31, 2007

"Isso daqui 'tá virando zona!"

"Um número recorde de britânicos está a trocar o seu país por destinos mais seguros, mais quentes e com menores níveis de imigração, de acordo com a mais recente estatística realizada pelo Governo. No total, entre Julho de 2005 e Julho de 2006, foram 196 mil os que decidiram partir, uma cifra sem precedentes e que contrasta com os 574 mil imigrantes que entraram no país durante o mesmo período. (...)

Entre os britânicos que partiram, os destinos mais populares foram Austrália, Espanha, Estados Unidos, Nova Zelândia e França. Mas o movimento de britânicos não é apenas de dentro para fora. Dentro de Inglaterra, por exemplo, cidadãos de nacionalidade britânica começam a escolher regiões com menores níveis de imigração.

Durante o período em causa, o Sul de Inglaterra - que alberga grande parte dos imigrantes no país - assistiu a um êxodo fora do comum, particularmente por parte da classe média inglesa. O fenómeno levou ainda à saída de 240 mil britânicos da capital para outras zonas rurais dentro do Reino Unido.

Peritos defendem que os elevados níveis de emigração e migração revelam que os britânicos se começam a cansar da vida no seu próprio país e procuram uma vida melhor noutros locais. As altas taxas de criminalidade, o clima e a imigração são as principais causas apontadas.

"As pessoas não acreditam que o sistema tem capacidade para receber o elevado número de pessoas que estão a entrar no Reino Unido", defende Liam Clifford, consultor para a empresa Global Visas."

Fonte: Jornal de Notícias

Não é só no Reino Unido que este fenómeno se verifica. Em França, Espanha, Itália e Portugal, também. Identidade nacional é coisa que cada vez existe menos e tende a diminuir mais ainda. Nada contra os estrangeiros, pelos quais tenho muito respeito. Mas há que manter regras e critérios de entradas de estrangeiros no nosso país. Portugal, com as recentes alterações legislativas, caminha para um albergue, para um género de Santa Casa da Misericórdia, exigindo pouco ou nada aos estrangeiros, e dando-lhes tudo. Ponham os olhos nas recentes políticas da França, do Luxemburgo, e dos países escandinavos.
Portugal ou altera a sua forma de ver as coisas e desenvolve políticas de controlo de imigração, ou terá mais problemas a nível económico e securitário do que aqueles que já tem. Integrar e receber, sim, mas com condições. Na casa dos que nos representam na Assembleia da República, Governo, etc, não é qualquer um que entra. Assim sendo, porque motivo no nosso País, a casa de todos nós, entra quem quer e como quer, mesmo que não tenhamos condições para tal? Não existem países com capacidade economico-social para acolher essas pessoas? Como diria o Pepe, em "bom português": "Isso daqui 'tá virando zona!"

quinta-feira, agosto 30, 2007

Pepe: "Já sei cantar o hino português"

Noticia-nos o Record que Pepe já sabe cantar o hino português. Ora aqui está o hino do Pepe:

Heróis du má, nóbri pôvu,
Náçaum válentji imôrrtáu,
Lêvantái hoji dji nôvu,
O isplendô dji Pôrrtugáu!

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas,
De um povo heróico o brado retumbante... ops...

Entri ais brumais dá mêmóriá,
Ó Pátriá sentji-si à vóis
Duis teus egrégius ávóis,
Qui hão-dji guiar-tji à vitóriá!

Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil... ai ai Pôrrtugáu...
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!... oxe! É Pôrrtugáu! Pôrrtugáu!

Pepe na Selecção: uma vergonha!

A mudança já está feita

Caros leitores, deixei, oficialmente, de ser português em termos desportivos. Doravante, só "Squadra Azzurra"! Estrangeiros por estrangeiros, mais vale torcer por aqueles que são campeões do mundo, têm classe e não jogam para o empate contra o Kuwait, Finlândia e Arménia.
Não há identidade nacional e é com tristeza que vejo que Portugal é representado por brasileiros. Nada contra os brasileiros. Podiam ser italianos, alemães, chineses, ou cabo-verdianos. O que está em causa é que o Pepe e o Deco não têm nada de portugueses! E quem diz estes, diz o Liedson, o Derlei, o David Luiz, o Nelson, enfim... Não se pode comparar alguém que está cá desde pequenino, com alguém que chegou cá e de repente é considerado português, graças à nossa Lei (?) da Nacionalidade.
É triste e deplorável. Agora temos samba na selecção, e nas conferências de imprensa da selecção portuguesa, temos o sotaque e o vocabulário brasileiro. Imagino um jogo entre o Brasil e a nova selecção do Brasil B. A diferença é apenas nos equipamentos.
Aprendi em pequeno que o importante não é ganhar, mas sim competir. Onde está isso no desporto? Ainda que o importante seja ganhar, não temos jogadores portugueses suficientes? Porquê chamar estes estrangeiros à selecção?!
Da minha parte, enquanto não mudarem esta "filosofia" e tirarem este treinador, acabou. Venha de lá a Itália, enquanto ainda só tem um italo-argentino. E não venham com a teoria do "foi a Itália, adorou e agora diz que lá é melhor do que cá". Quem me conhece há muito tempo, sabe que a paixão pela Itália existe desde pequeno. Sempre me habituei aos símbolos e à cultura italiana. Começando na gastronomia, passando pela história, a Itália, em especial Roma, sempre fizeram parte do meu "sonho de consumo". A nível desportivo, desde cedo me habituei a acompanhar o Calcio. Grandes formações como o Milan de Costacurta, Ancelotti, Maldini, Van Basten, Baresi, Gullit, etc, à Juventus de Baggio, Köller, Peruzzi, Del Piero, Ferrara, Vialli, Conte, à Lazio de Signori, Pagliuca, Gascoigne e Casiraghi, ao Nápoles de Careca, Ferrara e Maradona, ao Inter de Schillaci, Zenga, Berti, Brehme, Matthäus, Bergomi, Ferri, Klinsmann e Bergkamp, ao Parma de Zola, Asprilla, Buci, Benarrivo e Sensini, passando por muitos outros clubes de classe mundial, mas terminando naquela que é a minha equipa há cerca de 15 anos: a AS ROMA, por onde passaram jogadores como Völler, Caniggia, Manfredonia, Berthold, Aldair, Rizzitelli, Thern, Hassler, Balbo, Batistuta, Totti, e o sempre eterno Giuseppe Giannini.
Desde pequeno que sempre me habituei a idolatrar Itália e o futebol italiano e são diversos os factores que sempre me ligaram à Itália e considero que até tenho mais motivos para me sentir italiano do que Pepe português. E quem não me conhece ao ponto de poder emitir opinião, mantenha-se calado em vez de prestar a sua opinião sem elementos que a fundamentem.
Por tudo isto, para mim, Portugal morreu no aspecto futebolístico. Mas quem sabe um dia lá volte. Até lá...

Una Città, Una Squadra: ROMA O MORTE!
FORZA ITALIA!

Incoerências

O jornalismo desportivo de 2ª feira passada, no rescaldo do F.C.Porto, foi praticamente unânime em afirmar que o lance que dá o golo ao Porto é extremamente duvidoso e os especialistas da matéria de arbitragem afirmam mesmo que não existe falta do guarda-redes do Sporting, já que Polga não efectua um atraso, mas corta a bola a Helder Postiga. É unânime também em afirmar que Quaresma, Pedro Emanuel e Bosingwa deveriam ter sido expulsos por agressões a Miguel Veloso, Derlei e João Moutinho, respectivamente.
No entanto, para estes fazedores de opinião que se dizem muito isentos, o importante é que o resultado foi justo, já que o Porto foi a melhor equipa em campo e quem dominou mais tempo o jogo. Segundo a teoria destes jornalistas, até foi bom Pedro Proença ter cometido estes erros graves, já que eles permitiram que houvesse justiça no jogo.
Olhando no entanto para a imprensa desportiva de hoje, eis que todas as teorias anteriomente explanadas são postas no caixote do lixo. O Benfica, apesar de ter levado um banho de bola, de ter efectuado 2 remates durante todo o jogo de ontem, de ter levado 2 bolas no poste e do árbitro não ter assinalado um penalty que Miguel Vítor cometeu na 1ª parte, afirmam os jornalistas que o resultado é justo já que o Benfica foi uma equipa heróica e que defendeu muito bem, apesar de ter sido dominada o jogo todo.
Esquecem portanto tudo o que escreveram na passada 2ª Feira. Incrível! A suposta justiça do jogo, que até tolera que hajam erros grosseiros dos árbitros, foi esquecida em 3 dias.
Assim se vê o que é o jornalismo desportivo (e não só) português.

Diferenças?

Dou 10 euros a quem conseguir fazer a distinção entre "Verde Eufémia", "ILGA", "SOS Racismo" e "Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol". Excluem-se as áreas de actuação.

A casa da Joana (II)

O Governo decidiu conceder "borlas" no respeitante à legalização de imigrantes ilegais. Via aberta para que qualquer um se possa legalizar. O resultado acabou por ser o excesso de adesão à "campanha", por parte dos imigrantes. Chegou ao cúmulo de só a linha do SEF ter recebido mais de 900 mil chamadas em cinco dias!! Pessoas haviam que só após vários dias de tentativas conseguíam ser atendidas.
O que isto tudo revela é que o Governo decidiu legalizar por legalizar, sem estabelecer critérios, daí que qualquer um queira a respectiva legalização. Não fosse a suspensão da eficácia da Lei 23/2007, e Portugal seria uma espécie de "Casa da Joana", tendo chegado ao absurdo de terem chegado ao nosso país imigrantes em Itália e em Espanha, só para obterem a legalização e poderem circular na Europa!
Basicamente, assim como Portugal serve de portal de entrada da droga, também serve agora para portal de entrada de imigrantes sem quaisquer condições de entrada na Europa! Tudo por culpa do partido que está no poder actualmente: o PS!
Bem que eu tinha avisado para os perigos de não termos uma política rígida de controlo da imigração, e os mais recentes acontecimentos têm provado que tinha, e tenho, razão. O objectivo dos imigrantes ilegais é só um e todos já sabemos: a obtenção de nacionalidade! Entram em Portugal como querem, têm os documentos que quiserem só para depois poderem circular na Europa e fazerem o que bem quiserem! Acham mesmo que os imigrantes querem Portugal para alguma coisa? Portugal, enquanto Estado, tem o mesmo valor que os clubes de futebol nacionais para os estrangeiros: servem de trampolim para voos mais altos, um dia mais tarde. É para isto que serve o nosso país! Pergunta: deverá esta gente ter documentação suficiente para estar legalizada em Portugal? Para que queremos nós legalizar mais serventes, mais gente da limpeza, mais empregados de balcão, entre tantos outros, se cá já temos com fartura? Não venham com a desculpa de "os portugueses não quererem fazer esses serviços e mas querem fazer lá fora", porque se pagassem em Portugal metade do que pagam lá fora, até eu me metia numa dessas profissões "que qualquer um tem capacidade de fazer". Este caos lançado pelo Governo só prejudica a nossa economia e ajuda a disparar o número de desempregados portugueses. Não há como competir com esta mão-de-obra quase gratuita.
Portugal tem que ter regras bem mais rígidas no tocante à entrada, saída e obtenção de documentos por parte de estrangeiros, rever a lei a nacionalidade urgentemente, e aplicar esses critérios já revistos. Esta notícia só prova que a solução do "deixa-os entrar" é errada e prejudicial aos interesses nacionais! Mais uma vez, já que ninguém faz nada, peço ao Presidente da República que faça! Portugal não pode ser um instrumento nas mãos de qualquer um que dele se queira servir. É imperativo que se faça alguma coisa nesta matéria!

quarta-feira, agosto 29, 2007

Cavaco Silva: implicante ou competente?

Depois dos recentes acontecimentos, o PS deve olhar para Cavaco Silva com desconfiança. Afinal, quer o partido levar os seus caprichos avante e, subitamente, começou a esbarrar num Presidente da República, até então adormecido. Cavaco Silva começa a pôr um travão nos objectivos traçados pelo PS.
A pergunta que se faz é se estará Cavaco Silva a implicar com José Sócrates, ou se estará a agir de forma diligente. Creio que a segunda é a correcta. Podemos ver isso nas motivações de Cavaco Silva para a aplicação dos vetos aos diplomas que foram alvo deste instituto constitucionalmente consagrado. Nota-se que não usa o veto enquanto boicote, mas enquanto necessidade. Alguém tem que colocar um travão no Governo, e se não for Cavaco Silva a fazê-lo, ninguém será. No entanto, repito, colocar um travão não deve ser visto como uma forma de boicotar e sabotar os objectivos traçados pelo Governo. Pelo menos no que respeita a todos aqueles que beneficiem directamente Portugal. Antes de qualquer partido, está o Estado e os portugueses.

A história inverte-se

Fui ontem almoçar a um restaurante brasileiro. A comida era boa, mas fico chocado ao pagar 3 euros por um simples pudim (!!!), e duas amigas minhas pagarem 3 euros por um simples copo de sumo de laranja.
Há 500 anos invadimos o Brasil, pilhámos os índios brasileiros, trocando o nosso pechisbeque pelo valioso ouro deles, e obrigando-os a converterem-se ao evangelho. Hoje, chegou a vez deles nos invadirem, venderem-nos música de qualidade equivalente ao pechisbeque, darem-nos seitas religiosas, e ainda nos cobrarem por uma simples sobremesa o equivalente a dois quilos de ouro.
A vingança é um prato que se serve frio, e a que eu conheci ontem ainda veio acompanhada de caramelo.

Dois blogues a visitar

É com prazer que saúdo o regresso ao activo do blogue Um quarto com vista para o mundo. Depois de mais de um ano parado, agora o Caixeiro Viajante volta à escrita, e com regularidade. Quem tem a ganhar com este regresso, somos nós e a blogosesfera. De conteúdo vasto e nada fútil, a escrita rica, é um lugar que aconselho vivamente a visitar. Volta aos favoritos do Bar Velho Online, certamente!

O outro blogue, é um blogue de viagens. O viaggio mondo foi lançado por uma amante das viagens. As fotos, até agora, foram todas tiradas pela autora e faz sempre acompanhar cada lugar visado, por um texto. É outro sítio que aconselho a visitar, com a promessa de lá voltarem novamente. Ganha entrada directa nos favoritos do Bar Velho Online.

terça-feira, agosto 28, 2007

Uma empresa com influência portuguesa, com certeza

No passado dia 23 de Agosto desloquei-me à Loja Vodafone do Almada Fórum, para adquirir um telemóvel Nokia 5300, por 129 euros, através da entrega de um telemóvel antigo, que já não se usasse. Tinha aqui um velhinho 3310 cujo visor já não mostrava os caracteres, antes só acendia as luzes e aproveitei para o incluir no pacote. Vi na mesma publicidade que por mais 9,90 euros teria direito a um cartão de memória de 1GB.
Ao ser atendido, atende-me uma jovem ainda em formação, cujo nome é Lara Severino, e pergunto-lhe como funciona a promoção do cartão de memória de 1GB, pois podia ter data limite. A mesma, por estar em formação, dirige-se à colega Andreia Duarte e volta com a informação que o cartão já vem incluído no preço do equipamento e que não há nada a pagar. E eu pergunto porque é que está ainda o preço de 9,90 euros e a mesma diz-me para não fazer caso.
Ali ao lado, a Phone House fazia a mesma promoção, mas com a agravante de ter que pagar o cartão. Preferi optar pela da Vodafone e dirigi-me ao final do dia para celebrar o negócio. Fui atendido pela funcionária Sandra Teixeira e, apesar de ter tido um tratamento exemplar e correcto, a coisa começa a correr mal quando me dizem que só têm telemóveis cor-de-rosa e um vermelho, quando eu preferia o cinzento. No entanto, uma faixa vermelha não me desagradava de todo e acabei por aceitar. Quando chegamos à parte do cartão de 1GB, foi-me dito que os mesmos estavam esgotados. Reclamei pelo facto de outros clientes terem direito a cartões e eu não. Foi-me dito que poderiam fazer a reserva de um cartão e depois me contactavam, mas estaria dependente de ainda haver em stock. Aceitei a condição e aguardei.
Hoje, recebi um telefonema em como poderia deslocar-me à loja e proceder ao levantamento do cartão. Tudo bem, vamos lá levantar o cartão. Ao chegar lá, fui novamente atendido por Sandra Teixeira e a Vodafone decide cobrar-me 9,90 euros pelo cartão. Insurjo-me e recordo a informação que me foi dada em como nada teria a pagar e recordo que a propriedade do cartão se transferiu para a minha esfera, por mero efeito do contrato, mais concretamente com a verificação da condição de existirem cartões disponíveis.
Como é natural, a Vodafone não quis entregar um cartão que já era meu, antes quis que pagasse sem que tivessem legitimidade para tal. Após a minha revolta, Sandra Teixeira contacta o Gerente de Loja, que lhe diz algo tão simples como: "pede desculpas ao cliente pelo engano, mas ele tem que pagar se quiser". Ao ouvir uma coisa destas, perco o juízo. Pergunto à funcionária se quer que eu lhe mostre na lei o artigo que obriga a loja a dar-me o cartão pelo preço (ou falta dele) acordado. A funcionária começa a ficar baralhada e confusa até que decido ser prático: o cartão já é meu, e a loja decidiu apossar-se do mesmo ilegitimamente, recusando-se a entregar-mo, e ainda exigindo que eu entregue uma quantia por ele. Ora, se não existe rapto do cartão, pelo facto do rapto só se aplicar a pessoas, e existe furto, dado ter sido praticado sem violência, ou abuso de confiança, então o melhor é chamar a polícia e participar um crime!
A funcionária entra em pânico e contacta novamente o gerente, que facilmente se descartou da responsabilidade e deixou as funcionárias à mercê da situação. Podia brincar com esta situação e lançar a polémica sobre se aqui há crime de exposição ou de abandono por parte do gerente face às funcionárias, mas entendo que não o devo fazer.
As custas, tendo eu testemunhas de tudo isto que aconteceu, certamente correrão por conta da Vodafone, além da entrega do cartão que ainda é meu. Vi-me forçado a chamar a polícia e a participar um crime, que mais tarde será julgado pelo juiz. Do livro de reclamações também não se livrou esta loja.
Ainda que isto não dê em nada, do susto esta loja não se livra, e garanto que da Vodafone de Almada nunca mais sairá um cliente com uma informação mal dada, ou vítima da ciganice de um gerente que certamente está habituado a tapar os buracos das suas funcionárias (salvo seja) com um "pede desculpas e ele que pague". As pessoas, e as entidades que prestam serviços, devem ser responsáveis pelos "enganos", ou "erros", que cometam. Acresce a tudo o que já foi aqui dito, que a lei é para cumprir e não é justo que um cliente seja responsabilizado pelo erro de um funcionário!
A justiça conhece duas formas de aplicação: a forma convencional e a forma legal.

segunda-feira, agosto 27, 2007

F.C. Porto - Sporting: o Sistema a funcionar na sua plenitude

Pois é, 2ª jornada da I Liga e já a vítima do costume (Sporting) a ser alvo dos senhores que corrompem o futebol desde 1980. Tenta-se escamutear o roubo de igreja que ontem se registou no estádio do Dragão (ou do Ladrão?) afirmando-se que o Guarda-redes do Sporting errou ao ter agarrado a bola. Pois bem, a realidade dos factos é outra. Vejamos o que diz Jorge Coroado (o único ex-árbitro isento deste futebol de mentira):
52' Na grande-área leonina, Stojkovic agarrou uma bola desviada por Anderson Polga. O árbitro fez bem em apontar o livre-indirecto (na origem do golo portista)?

- O jogador do Sporting que pontapeou a bola, fê-lo em recurso, disputando-a e retirando-a da frente de um adversário, e não efectuou um passe deliberado, como previsto na decisão 3 da Lei XII. Nessas circunstâncias, o guarda-redes podia segurar a bola com a mão. A intranquilidade e insegurança do árbitro determinou pontapé livre indirecto indevido.

33' Quaresma viu um cartão amarelo por uma falta sobre Miguel Veloso. A cartolina deveria ter sido de outra cor?

33' - Quaresma chegou atrasado ao lance e, verificando isso, adoptou o critério de "passa a bola, não o homem", apresentando deliberadamente a sola em conduta violenta e atingindo Miguel Veloso na curva do pé. O cartão que se impunha não era o amarelo, antes sim, o vermelho.
38' Bosingwa entra de perna levantada sobre João Moutinho. Deveria ter visto um cartão amarelo?
38' - A entrada de Bosingwa sobre Moutinho foi temerária e imprudente, colocando em perigo a integridade do adversário. Porém, não violenta. Assim, impunha-se a exibição do cartão amarelo. Se bem que o árbitro, porque numa falta mais grave exibiu um cartão daquela cor, não podia em rigor fazê-lo nesta infracção.
42' Ao bater com o braço na cabeça de Derlei, numa disputa de bola pelo ar, Pedro Emanuel devia ter sido admoestado com um cartão amarelo?
- Pedro Emanuel saltou, lateralizando o movimento e, com o braço direito, procurou o adversário. Não foi um movimento de impulsão ou de ocupação de espaço, antes mesmo deliberado ao adversário. Noutras "guerras", com generais cumpridores e não diplomatas, o cartão vermelho teria sido exibido.
A ingenuidade do GR do Sporting fez com que o Sistema aproveitasse a deixa para prejudicar os Leões, já que depois da vitória na Supertaça e da goleada à Académica, muitos temiam que se registasse uma arrancada imparável do Sporting rumo ao títuylo. Assim senso, havia que refrear a melhor equipa de Portugal, que não está referenciada nem em apitos dourados nem encarnados.
A vergonha continua. E não há meio de a parar.

domingo, agosto 26, 2007

Novos tempos, novas ambições...

O Benfica continua a prosseguir os seus objectivos. Depois de Fernando Santos se sentir "o novo Mourinho" por não perder no campeonato português há 22 jogos, eis que nós, benfiquistas, temos mais um motivo de orgulho: encontramo-nos com os mesmos pontos dos primeiro e segundo classificados da época passada. Primeiro e segundo classificados da segunda divisão, é certo, mas sempre foram primeiro e segundo classificados de alguma coisa! Conquistaram mais do que nós no ano passado.

P.S.: De referir que Fernando Santos vai manter a sua invencibilidade durante mais algumas semanas. O desemprego não traz só desgraças.

Quando há fartura, é assim

Ainda há um ano não tínhamos mais que meia dúzia de bombeiros com três mangueiras para apagar incêndios e discutíamos o facto de não termos um avião que fosse para ser usado nesse mesmo combate.
Este ano, depois de nos termos endividado para comprar aviões pouco recentes, e de um já se ter despenhado, ainda usamos os que sobram para apagar incêndios dos outros. Não me oponho à medida, pelo contrário, e concordo que temos que ajudar os nossos parceiros. O problema é saber quem vai pagar o combustível, os meios humanos e outros custos provenientes desta operação.

Nomes

Parece que os pais portugueses andam a dar aos filhos nomes como Adamastor, Adónis, Ariel, Briolanjo, Deusdedito, Diva, Fânia, Fernão de Magalhães, Homero, Lua, Marlon, Nânci, Querubim, Quévin, Ringo e Zara.
Pergunto se tal não será motivo suficiente para a propositura de uma acção judicial pela vítima de tal atentado, entre outros, à personalidade e desenvolvimento da criança. O nome diz muito de alguém, e estes "nomes" parecem autênticos atentados contra alguém.

sábado, agosto 25, 2007

Mais um blogue

Desde há alguns dias que iniciei um novo blogue, no qual insiro um videoclip por dia. Videoclips de músicas que gosto. Se quiserem dar sugestões de músicas/videos interessantes, contactem-me que tenho todo o prazer em ouvir/ver.

O novo blogue chama-se Música, Mentiras e Vídeo.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Não me aquece, nem me arrefece

Assisto constantemente à indignação de muita gente relativamente a notícias como as das penas de prisão de Paris Hilton, Nicole Ritchie e Lindsay Lohan. Chegam a revoltar-se que a justiça é uma palhaçada.
Tenho dito que com os males dos outros, posso eu bem, especialmente nos EUA. O dia em que tivermos presos que cumpram penas de prisão de uma hora, ou de alguns dias com direito a mordomias, aí sim, revolto-me. Até lá, intriga-me e causa-me uma certa curiosidade científica, mais a nível da psicologia, saber porque é que em Portugal tipos que matam indivíduos em gasolineiras e em estradas, saem com pena suspensa ou absolvidos. Outro mistério da natureza é saber quando é que o Luisão, central do Benfica, cumpre as quarenta horas de trabalho comunitário.
A curiosidade relativamente ao assunto é mesmo científica. Gostava de saber o que raio passa na cabeça de um juiz para ditar este tipo de sentenças. Serão os futuros exames psicológicos e psicotécnicos de admissão ao CEJ viáveis, enquanto forma de impedir que surjam este tipo de juízes com este tipo de sentenças?

Prioridades (II)

A Espanha autorizou a comercialização da vacina contra o vírus do Papiloma Humano, responsável pelo cancro do colo do útero, e vai avançar para a sua inclusão no Programa Nacional de Vacinação. Esta vacina tem provocado enorme discussão um pouco por todos os países desenvolvidos que avançaram com a mesma medida que a Espanha. O principal ponto de discussão prende-se com o facto de alguns pais não pretenderem explicar aos filhos porque têm que tomar aquela vacina, julgando que despertam os filhos para a actividade sexual demasiado, mais não seja através da curiosidade.
A nível científico, não há dúvidas em países como os EUA, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, França e Bélgica, mas Portugal, para não variar, levanta estas dúvidas e o Parlamento chumbou a proposta desta vacina ser incluída no nosso Programa Nacional de Vacinação. Se há 100% de certeza que com a aplicação desta vacina, não há risco do cancro se desenvolver, não se compreende que dúvidas "científicas" tem a Assembleia da República. Se há dúvidas científicas dos juristas, engenheiros e economistas que são deputados, porque não chamarem peritos? Porque é que se deve obrigar os portugueses a pagarem mais de 400 euros pelas três vacinas que completam o tratamento preventivo? Porque é que os países desenvolvidos não têm dúvidas, e os portugueses têm? Nos bons exemplos, simplesmente recusamo-nos a aplicar em Portugal as mesmas medidas que os restantes Estados-Membros aplicam.
Relativamente à celeuma provocada no estrangeiro, os argumentos parecem-me absurdos. Como é possível que os pais prefiram expor os filhos a um cancro que podendo não ser letal, pode arruinar a vida familiar e sexual dos mesmos, porque entendem que ficam obrigados a falar sobre relações sexuais com eles para lhes explicar a vacina? Há uns dias assisti a uma dessas discussões e achei triste esta argumentação. Ainda por cima, em pleno século XXI, as crianças ouvem falar de sexo logo desde tenra idade. Além de tudo isto, onde está a educação sexual ministrada pelos pais? Querem manter os filhos na ilusão que vieram da cegonha? É por causa da lenda da cegonha que muitos com 13, 14 anos acabam por ser pais, dado que "os bebés vêm da cegonha, não faz mal se fizermos isto".
Há que educar e explicar às crianças. No limite, ministrem a vacina, ponto final. Fui educado assim. Não tem que saber o porquê se não tem capacidade de entender. Quando tiver idade, explica-se. O problema não está na tenra idade das crianças, mas na falta de inteligência dos pais. Onde é que já se viu expor os filhos a um cancro, porque não lhes querem falar de sexo?!

Depois dos créditos... os seguros!

Segundo consta, as seguradoras lançaram-se no negócio do ensino mal souberam dos créditos bancários. Depois de Soraia Chaves segurar as pernas, da Floribella segurar os implantes mamários, e de Mariza segurar a voz, surgiu a vez dos marrões: segurar o cérebro não lhes vai custar muito. No entanto, devo acrescentar que não se incluem neste seguro as pestanas que venham a ser queimadas durante o estudo.

Notícia: dirigentes associativos já nem se dão ao trabalho de fingir que representam os alunos!

Fico estupefacto quando vejo a Associação Académica de Lisboa declarar que vê com bons olhos a criação de escalões consoante a média dos alunos. Coitadinhos dos alunos da Faculdade de Direito de Lisboa. Com as notas que se dão por lá, bem podem pedir crédito à Cofidis, que lhes fica mais em conta.
Como é natural, não estou a incluir nestas contas os familiares dos docentes da casa, porque esses não precisam de crédito. Com as notas que os compadres lhes dão, ainda acabam por ser eles que cobram "spread" aos bancos.

Enforca-te mais um pouco...

O Governo decidiu lançar mais lenha para a fogueira na qual a esmagadora maioria dos portugueses se gosta de queimar: o crédito. Parece que o telemóvel, a casa, o carro, a roupa, a mercearia da D. Umbelina, os bares de alterne, as viagens, as mensalidades dos clubes de futebol, etc, não são suficientes. Este crédito tem tudo o que os portugueses gostam: a ilusão da gratuitidade do produto (curso) durante muito tempo, o pagamento em "suaves prestações", a taxa de juro, a taxa de juro baixa. Venha de lá essa dívida, até porque esta é "fresquinha": começam a pagá-la um ano depois de sair da Faculdade.
E como o "tuga" adora créditos, até estou a ver muita gente regressar aos estudos, de propósito, só pelo simples prazer de testar a sua capacidade de enforcamento. Ainda por cima com o "Novas Oportunidades" aqui tão perto e com o acesso à Faculdade com o 9.º ano, digam lá que não é tentador. Aqui está uma verdadeira "Nova Oportunidade"... para o português se entalar.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Allez Sarko!

Sarkozy é o homem do momento. Aliás, tem sido o homem do momento desde que foi eleito. Corrijo, tem sido o homem do momento desde que anunciou ser candidato à Presidência de França. É um homem de palavra que continua a cumprir as suas promessas eleitorais, ao contrário de muitos que se encontram por aí. A sua mais recente promessa eleitoral cumprida prende-se com a construção de um hospital-prisão para pedófilos e outros condenados por crimes sexuais, que começará a funcionar já em 2009, em Lyon.
Não se contentando com isso, pondera a aplicação de castração química para quem pratique crimes sexuais contra menores. Finalmente, alguém com coragem para assumir uma medida que poderá ter mais resultados do que a simples "prisão". É que deixar um pedófilo ou um violador voltar às ruas com o órgão em funcionamento, é o mesmo que quando um ladrão é solto, lhe darem uma arma à saída. Se não lhe derem a arma, é possível que volte a cometer o crime, mas as chances são diminutas e implicarão que o bandido tenha que ter mais trabalho, mais não seja para obter outra arma. Castrando o pedófilo e o violador, ou ele ataca com outros objectos, ou não ataca. Podem não lhe tirar o desejo, ou curar a doença, mas podem tirar-lhe os instrumentos. E a isso também se chama prevenção.
Sou a favor da castração química para pedófilos e violadores, independentemente do que se possa dizer sobre esta medida. Essa coisa dos direitos humanos é muito bonita até ao momento em que temos crianças inocentes, homens e mulheres a serem violados. O que deverá pesar mais: o direito aos violadores a terem os órgãos sexuais activos, ou o direito à liberdade sexual? Que bem jurídico está aqui em causa? Deixar tipos doentes, ficarem revoltados porque não podem usar o que têm, ou deixar pessoas inocentes marcadas para toda a vida? É preferível prescindir dos caprichos do pedófilo e do violador que sempre tem liberdade de escolha.
Ainda assim, pior do que qualquer castração química, é a castração mental que a nossa sociedade enfrenta ao dar-se ao trabalho de ainda pensar em direitos humanos, quando tem centenas de crimes deste género a acontecer um pouco por todo o Mundo. Uma coisa é certa: matar o mal pela raíz, continua a ser a solução para todos os males.

Assim não vai lá

Nunca me tinha dado ao trabalho de consultar o weblogue de LFM. Nunca tive interesse em fazê-lo, não fosse ter um colapso, como os que tive das duas vezes que fui ao blogue de José Maria Martins, esse homem que um dia pensou que podia dar mais nas vistas sendo candidato à Presidência da República.
Fui hoje visitar o "sítio de LFM" para confirmar a notícia que o Público noticia: o plágio descarado feito pelo candidato à liderança no PSD, de textos publicados por terceiros na internet.
Bem se diz que o sonho comanda a vida, mas um tipo que não consegue escrever textos sobre efemérides sozinho, que até deixa passar erros ortográficos de palavras simples, e não consegue formular opiniões sobre os assuntos do dia-a-dia, não me parece que consiga ter ideias e soluções para um partido em queda livre, quanto mais para Portugal, se algum dia chegasse a Primeiro-Ministro.
Começo a assustar-me com Vila Nova de Gaia, por ter um Presidente sem capacidade intelectual. Possivelmente terá um executivo que funciona bem, limitando-se LFM a assinar papeis e a despachar expediente.
Para quem quer um dia liderar Portugal, este é um mau começo. Tinha dito aqui que LFM ia ganhar a MM, ainda que não contasse com o meu apoio. Porém, a dar tiros nos pés desta maneira, caminha para um resultado histórico: ser capaz de perder com MM (novamente), quando os níveis de popularidade deste são inexistentes.
Além desta grave incapacidade intelectual, tem também demonstrado ser um candidato pouco atractivo. Mas este mal não é só dele. MM tem as mesmas infelicidades. Não consigo compreender que um candidato que queira atrair votos, continue a seguir a teoria do "eu sou o menos mau, ele é o pior". Falar mal do opositor, atacá-lo constantemente, e até ofendê-lo, promove a tal ideia do "eu posso não ser bom, mas ele consegue ser pior". Se em vez disso, fossem apresentadas ideias, projectos e soluções e se ignorasse por completo o adversário, não só o nível de confiança e esperança que se passa aos eleitores (neste caso militantes) é maior, como se arranja uma forma de fazer com que os adversários tenham que comentar, debater e criar alternativas às ideias apresentadas pelo candidato. Basicamente, acaba por se centrar a campanha em algo positivo que tenha sido lançado pelo mesmo. Não será isto a verdadeira política, a verdadeira estratégia? Ou será que atacar e passar a batata quente ao outro é a solução? Opto pela primeira.
Ou LFM muda a sua estratégia, ou nem à liderança da JSD-Beja chega. LFM parece não ter rumo, mesmo sabendo que sem rumo não há estratégia. Ataca e dispara em todas as direcções e se acertar em alguma coisa, melhor para ele. Não é assim. Assim não vai lá.

terça-feira, agosto 21, 2007

A ambição de Fernando Santos

Um treinador que se gaba de ter ficado em terceiro lugar com o Benfica, de ter vencido o torneio do Guadiana, como se tivesse ganho a Liga dos Campeões, e não ganha jogos, mas também não os perde, jamais poderá treinar um grande clube, seja ele português, grego, italiano, ou cipriota.
É arrepiante a forma como os olhos de Fernando Santos brilham de cada vez que refere "o torneio do Guadiana que eu venci com o Benfica".

Coisas que me fazem bolsar

- negros que querem ser como os caucasianos;
- caucasianos que querem ser como os negros;
- homens que querem ser como as mulheres;
- mulheres que querem ser como os homens.

Já diz a expressão: cada macaco em seu galho, cada rei no seu baralho. Mas há quem tenha dificuldades em entender isto e tente contrariar a regra.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Ao ponto a que isto chegou!

"Um cibernauta anónimo usou um computador do Governo para retirar da página da Wikipédia dedicada ao primeiro-ministro todas as referências ao caso da licenciatura na Universidade Independente (UnI). A descoberta foi feita com uma ferramenta criada recentemente por um doutorando americano e foi publicada no blogue colectivo de esquerda Zero de Conduta.
A 2 de Abril, duas semanas depois de o PÚBLICO publicar uma investigação sobre a licenciatura de Sócrates, um utilizador apagou a totalidade do parágrafo alusivo ao caso da UnI e eliminou ainda a menção ao facto de esta ser uma instituição privada. A Wikipédia, contudo, guarda as inúmeras alterações feitas a cada uma das suas páginas (de forma a que versões anteriores de uma entrada possam ser recuperadas) e referências ao caso Independente acabaram por voltar a ser introduzidas Uma semana mais tarde, porém, o mesmo computador foi usado para retirar novamente todas as alusões à polémica (incluindo os links para as notícias da comunicação social).
As alterações (que decorreram sempre entre o meio-dia e as 14h30) foram feitas na versão inglesa da enciclopédia on-line, numa altura em que também a página portuguesa era alvo de constantes mudanças.
Através do endereço de IP (um número que é registado pela Wikipédia e que identifica todos os dispositivos numa rede informática) do computador usado, é possível determinar que se trata de uma máquina sob a alçada do Centro de Gestão da Rede Informática do Governo. Depois de um contacto inicial do PÚBLICO, Rui Silva, um representante do centro, acabou por afi rmar ter instruções da direcção para não comentar.
As regras da Wikipédia pedem uma edição neutral dos artigos, sem intervenção de partes interessadas, e classificam como vandalismo a eliminação não justificada de informação. Actualmente, existe na página de Sócrates uma secção dedicada ao caso Independente."

Fonte: Público

Estes tipos contratados como assessores, "administrativos", etc, são pagos a peso de ouro. Pergunto se é para fazerem estas tarefas de "meninos da censura" que são contratados. Têm a certeza que os nossos impostos devem ter como fim o financiamento destas vergonhas?
Consultem aqui a referência feita pela wikipédia ao facto de elementos do Governo pretenderem apagar a informação. É triste ver o ponto a que isto já chegou!

O melhor Marketing dos últimos tempos

O aproveitamento feito pela família McCann, é vergonhoso

É com espanto que lido com o facto de existir um Fundo Madeleine McCann. Se as deslocações dos pais são pagas por terceiros, a estadia também, e têm alojamento gratuito, interrogo-me para que raio criaram um fundo que, até agora, já juntou 946.843,92 libras! O que vão fazer a este dinheiro? Porque é que existem idiotas que contribuem para ele? Onde estão os mais de 5.000.000 de euros provenientes de milionários e empresários que foram doados à família? Querem mais dinheiro para quê?! Isso vai ajudar a encontrar a criança de que forma? Como?
Não obstante tudo isto, esta família, e este site, conseguem ir mais longe na forma como se aproveitam da sua filha para fazerem dinheiro, colocando pulseiras, como as que Lance Armstrong lançou para apoiar a luta contra o câncro. Confirmem aqui! Pergunto: em que é que isto vai ajudar a encontrar a criança? Querem encontrá-la, ou querem ganhar dinheiro com ela? É por estas e por outras que cada vez acredito mais que os pais estiveram directamente envolvidos no desaparecimento da criança. E, claro, nós portugueses a pagarmos as investigações que, só no primeiro mês, custaram mais de 100.000 euros!

sábado, agosto 18, 2007

Clã - Tira a Teima



Nos primeiros dias de Agosto foi lançado o novo single dos Clã, "Tira a Teima", no seu site oficial. O novo disco sai em finais de Setembro, ou inícios de Outubro, e entretanto aproveitei e adquiri o mp3 no sítio de venda de músicas. Com este mp3 juntei algumas fotografias e daqui resultou este videoclip não-oficial como forma de promoção à banda e até porque não existia ainda nenhum no Youtube.
Espero que gostem, sobretudo da música.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Vamos celebrar o Elvis!

Segundo parece, hoje celebra-se o 30.º aniversário da morte de Elvis Presley. Não consigo perceber como é que a morte de um ídolo pode ser vista como algo a festejar pelos seus admiradores. Aliás, não consigo perceber como é que as desgraças continuam a ser celebradas. Supostamente devia ser um dia triste, a não recordar, e a celebração implica um festejo, ou uma homenagem. Para homenagear alguém, e festejar com pompa e circunstância, já têm a data do nascimento do respectivo ídolo. Isso sim, merece celebração e festejo, pois foi o dia em que alguém que admiramos, nasceu e começou um trajecto que lhe permitiu fazer algum(ns) feito(s), acabando por influenciar a nossa forma de viver! Agora a morte...

Silly season, silly subjects

Estas aberrações que vêem na imagem, chamam-se "Crocs". Eu ainda identifico o problema, como se ninguém soubesse o que são. Digo problema, porque começa mesmo a tornar-se um grave problema na nossa sociedade, já fazendo enorme concorrência ao sapato de vela e se as coisas continuam assim, promete mesmo destroná-lo da liderança.
A primeira vez que tinha visto e ouvido falar nestas coisas, foi há quase um ano, num programa da Oprah. Já na altura isto era moda nos EUA e eu só pensei "que nunca tragam isto para Portugal, por favor". Os meses foram passando, e o meu desejo ia ganhando forma. Até que, subitamente, esta trampa (para não dizer outra coisa) invade a moda (?) portuguesa! Vejo toda a gente com estas coisas! É impressionante! Será que as pessoas não têm um mínimo de sentido estético? A justificação para o sucesso destes chinelos/socas/tamancos prende-se com o facto de serem confortáveis. Perante isto, eu pergunto, se é confortável, também não será confortável andarem nus na rua, ou então, em pleno inverno, de pijama, robe, meias de lã pelo joelho, com chinelos? Parece que as pessoas trocam a elegância pelo relaxamento. Mas isto parece ser apenas um princípio a ser seguido por países que já primam, por natureza, pelo relaxamento no estilo de vida, no qual se inclui o vestuário e o calçado. Portugal, Alemanha, Holanda e Estados Unidos, são países onde podem ver esta moda (?), já porque são países onde as pessoas não se preocupam muito com o vestuário e calçado. Qualquer coisa lhes serve, e quem não gostar que ponha de lado. Mas pergunto: custa alguma coisa, já que não se quer primar pela elegância, não enveredar pela deselegância, pelo mau gosto e pela falta de senso? Tudo isto ganha proporções ainda maiores e mais preocupantes, quando vemos que homens também usam isto!!! Fiquei chocado da primeira vez que vi e mais chocado ainda quando vi que se começa a tornar regra!
Tudo bem que estamos na "silly season", mas os portugueses podiam não optar por "silly fashion". Podem-me dizer, e com razão, que os gostos não se discutem. É verdade. Os gostos não se discutem, mas lamentam-se. Um pouco de classe não fica mal a ninguém e é sabido que para se ter classe não é preciso vestir roupa e calçado de marcas dispendiosas. Ponham os olhos nos italianos e vejam o que é classe, presença e elegância. E os italianos usam vestuário e calçado simples e barato. Não é qualquer italiano/a que entra em extravagâncias no que diz respeito à forma de vestir e calçar. Os espanhóis também são um bom exemplo. Especialmente os das grandes cidades, como Madrid e Barcelona, são bem menos clássicos que os italianos, mas preocupam-se com a sua imagem e fazem de tudo para estarem sempre arranjados, recusando o relaxamento. Também não é por acaso que nestes países a moda das Crocs não pegou. Qualquer pessoa que goste minimamente de si própria, gosta de se ver bem arranjada, e de se sentir minimamente elegante. Qual é a pessoa que tem amor próprio e que não lhe importa a sua imagem? Ninguém. Uma mulher de saltos altos, mesmo em pleno verão, é do mais feminino que se pode ver. Ou com umas sandálias de verão elegantes (e há muitas baratas). Uma mulher que se cuida, é do mais belo que se pode ver. Não é um peito grande, ou umas pernas bem delineadas, que a tornam mulher e a tornam apetecível aos homens. Pelo menos falo por mim. Uma mulher feminina e que goste de se sentir feminina, é das coisas mais atraentes que eu, enquanto homem, posso ver. E aqui também não vence a desculpa "devias ser tu a andar com saltos altos, de mini-saia, etc". Se as italianas conseguem e gostam, porque é que as portuguesas não conseguem? E no que toca a calçado peço que vejam as brasileiras e as africanas. Adoram um bom salto, pois expõem mais o seu lado feminino.
Tudo isto para se dizer que até em coisas simples, como o calçado, é possível ver a diferença entre o Portugal dos relaxados e a Europa de classe.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Marilyn Manson em Portugal

Para quem ainda não sabe, se é que tal seja possível, no dia 19 de Novembro, Marilyn Manson actuará no Pavilhão Atlântico! Os bilhetes custam entre os 25 e os 30 euros e eu, quase de certeza, vou lá estar!
Não percam um verdadeiro artista, um verdadeiro espectáculo, como é Marilyn Manson.

Prioridades

Antes de se preocuparem em salvar o Planeta...

... preocupem-se em salvar Portugal!


Com o estado em que as coisas estão, e com o rumo que estão a tomar, o fim parece mesmo estar próximo...

terça-feira, agosto 14, 2007

Rica mãe!

Madeleine McCann tem uma mãe que muitos devem desejar não ter. Depois de a ter deixado ao abandono, permitindo que tudo isto tivesse acontecido, agora diz que prefere saber que a filha está morta, a viver na incerteza.
Mãe que é mãe, não deseja a morte de um filho, seja em que circunstância for, nem que para isso tenha que ser a própria mãe a sofrer com a incerteza. Mãe que é mãe, lida com a incerteza e com o sofrimento, se isso implicar o bem-estar da filha. Mãe que é mãe, em vez de prestar declarações infelizes como esta, diria algo como "esteja onde estiver, só espero que esteja bem".

segunda-feira, agosto 13, 2007

Uma empresa portuguesa, com certeza

Decido contactar a TMN para saber porque motivo carrego o telemóvel com 7,50 euros e me aparecem apenas 4,07 euros. Devo dizer que ainda tinha saldo suficiente para realizar chamadas. Ligo para o 1696 e logo aparece a máquina com as suas mil opções. Ao pressionar uma, logo surgem mais mil sub-opções. Acabo por desistir, por saber que não era uma máquina que me poderia ajudar nesta questão e desligo. Volto a ligar e espero que a máquina diga as opções iniciais, para que eu pressione a mais conveniente: aquela que me ligará directamente a um operador.
Aguardo dez minutos para que me atendam e quando o fazem, insistem em saber o meu nome, mesmo antes de saberem o que se passa. Digo que me chamo Alexandre e tratam-me por José. Pedem-me o número de telefone e a referência multibanco, mesmo sem saber se eu só estou ali para perguntar como se vê o saldo, ou onde fica a loja TMN mais próxima.
Quando me dão finalmente a possibilidade de expor o problema, desligam-me a chamada, mas fixei o nome da operadora: Cláudia Silva. Volto a contactar o serviço 1696 e volto a aguardar mais dez minutos. Outra vez a mesma história, mas desta vez já me chamam Alexandre. Pergunto como é possível só me desligarem o telefone quando vêem que o problema pode ser complicado e a operadora, Raquel Mendes, diz-me que a chamada deve ter caído. Exponho o problema todo outra vez e quando acabo de o fazer, voltam a desligar-me a chamada.
Volto a ligar 1696, porque sou teimoso e não deixo que me vençam pelo cansaço. Desta vez aguardo pouco mais de sete minutos e sinto que já ganhei alguma coisa com esta chamada. Atende-me um Nuno Vaz. Passo pelo mesmo que passei com as outras duas operadoras, mas desta vez peço para expor a triste situação a um supervisor. Nuno Vaz diz-me que as chamadas devem ter caído. Alerto-o para o facto de ser uma constante as chamadas irem abaixo. Se é coincidência, não sei, mas as únicas chamadas que me caem são as que realizo para a TMN, e mais coincidente ainda será o facto de só caírem quando exponho as situações e as mesmas se revelam aparentemente complicadas.
Pedem-me para aguardar e eu acedo ao pedido. Ao regressar, o operador diz-me que o supervisor vai ficar com o meu contacto e me contactará assim que lhe for possível para resolver todos os problemas que eu tivesse por resolver. Poucos minutos passavam do meio-dia quando isto se sucedeu. São 18h21 neste preciso momento e ainda aguardo que o supervisor tenha 5 minutos livres para que me seja feita a chamada.
Eram 15h02 quando entrei na Loja TMN de Entrecampos, a principal a nível nacional. Tirei a senha e faltavam 14 números para chegar a minha vez. Estavam mais de vinte pessoas à espera. Não, não fiz mal as contas, pois haviam casais, crianças, enfim, um pouco de tudo. Procuro um lugar para me sentar e vejo que a loja principal da maior operadora de telefones móveis, em plena capital, não tem um único banco para os clientes se sentarem enquanto esperam. Vejo idosos sentados em cima dos expositores de produtos e crianças sentadas no chão. Não, não estamos no Sudão, no Congo, ou no Iraque. Estamos em Lisboa e na loja principal da maior operadora de telemóveis em Portugal. Vejo também um deficiente sentado num expositor. Para quem duvida das minhas declarações, basta que se desloque ao referido local e confirme com os seus próprios olhos.
Sou chamado às 15h41, e eu e certamente já a loja tinha mais de trinta pessoas em pé. Ao ser chamado, exponho a situação toda, mais uma vez, e aquilo que oiço é "tem que aguardar um contacto nosso, porque vemos que realmente se passa aqui algo de errado". Pergunto até quando é que tenho que aguardar, dado que sempre que durante estes sete anos enquanto cliente TMN expus um problema, nunca obtive resposta, quer fosse ela favorável, quer desfavorável. É-me dito que não há previsões e não me dão datas limite para dar a resposta. Pergunto se de hoje a um ano tenho que voltar à loja para perguntar "olhe, lembra-se que há um ano carreguei o telemóvel com 7,50 euros? Já têm resposta? Não? Ok, volto cá para o ano e desculpem a maçada". A funcionária Carla Pinheiro diz-me que jamais tal coisa ocorrerá. Peço que a mesma fale com um superior e resolva a situação, porque "não sou a Santa Casa da Misericórdia para distribuir dinheiro por quem quer que seja".
Depois de muitas insistências e de vinte minutos a bater o pé, lá consigo que alguém assuma responsabilidades e me dê o prazo de quinze dias para aguardar a solução do problema. Não me despeço sem pedir o livro de reclamações e expor a vergonha a que tive que assistir naquele local, ao continuar a ver crianças sentadas no chão, e mais idosos sentados nos expositor e outros em pé.
É uma empresa portuguesa, com certeza!

Estado Laico?

A Lei da Liberdade Religiosa é inexistente em Portugal, ou encontra-se revogada tacitamente por falta de aplicação. Só assim se explica que, além dos feriados religiosos que se celebram em Portugal, mesmo pelos crentes de outras denominações, ateus, ou agnósticos, tenhamos elementos do Governo a benzerem-se em cerimónias públicas, elementos da Igreja Católica com presença obrigatória nas mesmas, e... elementos do clero a auferirem entre 3.800 e 4.000 euros para apreciarem os pedidos de prestação de assistência religiosa de confissões não católicas e a estabelecer as condições para o seu exercício ao serviço das Forças Armadas e de Segurança.
Ignora-se por completo uma Lei que consagra o direito à assistência religiosa em termos de igualdade para todas as confissões, pagando aos ministros católicos para terem acesso directo aos serviços do Estado atrás referidos. Mais absurda a coisa se torna quando estes mesmos senhores vão decidir se as pessoas de outros credos e denominações podem ter a assistência religiosa que pretendem.
Como se não bastasse, Portugal ainda tem 41 capelães no quadro permanente das Forças Armadas. Além, do Bispo das Forças Armadas e de Segurança, equiparado ao posto de major-general, existem cinco capelães coronéis, oito tenentes-generais, 16 majores, cinco capitães e seis tenentes. Escusado será dizer o valor que auferem.
Aqui está um caso descarado de uma lei só estar presente no papel para calar alguns contestatários. Realmente, só foi pedida a criação da Lei, não foi pedida a sua aplicação...

Merece a licença?

É caso para perguntar porque é que existem quatro canais generalistas em Portugal. O que fizeram para o merecer? Há casos que revelam que quem está à frente da programação não percebe patavina do que está a fazer, colocando toda a trampa que até hoje passou pela TVI em vários pedaços de papel, e acabando por sortear a programação do dia. Só assim se explica o facto de às 00h25, de uma segunda-feira, estar a passar o musical dos Morangos com Açúcar.
Isto nem sequer chega a ser "estratégia-pouco-acertada-para-o-canal". Isto é falta de competência pura e dura e falta de consciência da realidade. Quem organiza a grelha está noutro mundo.
Gostava de poder sustentar a tese da incompetência, dando como exemplos as inúmeras novelas, a Júlia Pinheiro, o Goucha e a colega que grita, o José Castelo-Branco, os telejornais, os filmes dos fins-de-semana, o "Quem quer ganha", as transmissões dos jogos de futebol, e o Fiel ou Infiel. Mas para isso era preciso que o povo ajudasse...

domingo, agosto 12, 2007

Cultura?

Que a 24 de Maio de 2081 o Governo da altura não queira celebrar o centenário do meu nascimento, ou sequer fazer-se representar em qualquer possível mini-festa privada organizada pelos meus familiares, eu compreendo. Afinal, sou um simples português, que escreve num blogue.
O que não compreendo é como é possível que o Governo ignore por completo o centenário do aniversário de Miguel Torga, uma das maiores referências da língua portuguesa! Para o Ministério da Cultura, a diferença entre Miguel Torga e um qualquer blogger é que no tempo daquele não havia internet e pouco apanhou da era informática, vendo-se forçado a escrever com papel e caneta. Caso contrário, seria "mais um", dado o conteúdo banal e vulgar proveniente de Torga.
Fica a sensação que Isabel Pires de Lima, e os seus, só conhecem um nome português ligado à cultura: Joe Berardo. Ainda por cima é um nome que não é totalmente português e nem sequer é conhecido por ser artista. Para tal, também ajuda o facto de termos uma Ministra da Cultura que não aconselha como locais a visitar, com ligação à cultura, um português que seja.

Afinal...

Ficámos ontem a saber que, afinal, ele não lava os dentes...

sábado, agosto 11, 2007

Mais de Roma: especial Coliseu

Reparem bem nesta maravilha! Sim, faz jus a ser uma das sete maravilhas do Mundo. O nome mais correcto é Anfiteatro Flávio. A sua construção teve início no ano de 70 d.C., tendo como seu criador o Imperador Vespasiano, mas só foi inaugurado por volta do ano 80, no período de Tito. As cerimónias e espectáculos de inauguração duraram cem dias e durante este escasso tempo foram mortas mais de 5.000 feras.
O Coliseu tem a altura equivalente a um grande estádio de futebol, possivelmente a mesma que o Estádio da Luz, e tinha capacidade para 70.000 espectadores, dos quais 55.000 sentados. Foi com o Coliseu como modelo que se construíram os estádios de futebol dos dias de hoje. O Coliseu possui oitenta arcos, todos equivalem a entradas, todos numerados com a numeração romana, e a estes números correspondiam os que constavam nos bilhetes dos espectadores, ainda que a entrada fosse gratuita. A organização do Coliseu era tal que, dado o seu número de entradas e fáceis acessibilidades, era possível permitir a entrada organizar devidamente os 70.000 espectadores que lotavam o recinto.
Na época havia um toldo de tela enorme que cobria a parte superior do Coliseu, protegendo os espectadores do sol. Dada a proximidade do público com a arena, havia uma rede metálica em volta da mesma, aos quais eram colocados mais alguns materiais especiais para proteger o público e evitar que as feras saltassem para o lado de fora da arena. Não obstante tudo isto, ainda existiam arqueiros em redor da arena, prontos a disparar qualquer animal que conseguissem saltar para a parte destinada ao público.
A parte que hoje vemos que falta no Coliseu, não se deve a nenhum incêndio, ou acidente provocado pela natureza. Aquelas pedras todas foram retiradas, de propósito, para serem aplicadas na construção de palácios e outro tipo de construções da Roma Antiga.

Aqui está a entrada dos dias de hoje. Haviam várias divisões no Coliseu: desde o camarote do Imperador e a entrada própria para o mesmo, até ao camarote do Cônsul, ao vomitório, os assentos para o povo, a entrada dos gladiadores, as jaulas para as feras e para os gladiadores. Os espectadores eram divididos conforme as classes sociais.

Aqui está uma das jaulas onde se colocavam tanto feras, como gladiadores. Ainda hoje é possível ver alguns dos nomes que aqui passaram na época, gravados nas paredes, bem como marcas feitas pelos mesmos. As feras eram deixadas à fome durante vários dias, para que entrassem furiosas na arena e com vontade de devorar quem lhe aparecesse à frente. Como se não bastasse, no caminho que faziam para a arena, eram atiçadas através de espadas que lhes eram espetadas ou através do contacto com tochas. Valia tudo para aumentar a ira das feras. Os gladiadores tinham que travar lutas com leões, tigres, elefantes, ursos, entre outros.
Era aqui que muitos cristãos morriam, mas ao contrário do que se diz, nunca se fizeram crucificações no Coliseu. Apenas se lançavam os cristãos para a arena, para tentarem sobreviver às feras. Os espectáculos eram sempre muito procurados pelos romanos e geralmente começavam com actividades circenses envolvendo animais. Seguidamente seguiam-se as demonstrações entre soldados romanos, e os combates com os gladiadores que combatiam até à morte. O facto de se ganhar aquele combate, não era sinónimo de futura liberdade. Ainda tinham que passar pelo julgamento do povo. O Imperador pedia ao povo que se manifestasse se tal gladiador merecia a vitória. Se o povo gritasse "deixa-o viver", o Imperador fazia a vontade, mas se o povo se manifestasse com a mão fechada e o polegar para baixo, então enfrentaria as feras.
Normalmente, faziam parte do núcleo dos "gladiadores", todos aqueles que se recusavam fazer parte do exército romano, escravos, criminosos e cristãos. Se algum dos que se recusou fazer parte do exército romano, ou algum cristão, recuasse na sua opção, poderia ter a hipótese de lhe ser concedida uma oportunidade para viver. Era ainda possível comprar a sua liberdade. Na altura, os títulos adquiriam-se. Bastava ter dinheiro...

Aqui podemos ver o nível subterrâneo pelo qual passavam as feras e os gladiadores, até chegarem à arena.

Outrora, este foi o local que servia de arena. Tinha um piso feito em madeira, totalmente coberto por areia. Hoje podemos ver os níveis subterrâneos.
A última vez que houve um espectáculo no Coliseu, foi no ano de 523, mas já só tinha como base a caça de animais selvagens, dado os combates entre gladiadores terem sido abolidos em 438.

O Coliseu visto à noite, com toda a sua iluminação. É lindíssimo. Desculpem a qualidade da fotografia, mas quando falta tripé é difícil tirar uma foto decente à noite.

Porque não celebrar o casamento no Coliseu?

Ou dar um passeio numa charrete?

Fermata: Piazza del Colosseo. Uscita: lato sinistro o destro.

As imagens exibidas têm direitos de autor e qualquer intenção de reprodução das mesmas deverá ser antecedida de pedido junto do seu autor.

Um género de SPAM

Os "Luizes" do PSD, Marques Mendes (MM) e Filipe Menezes (FM), começaram mal a sua campanha para as eleições de Setembro. Parece que agora pegou moda o envio massivo de SMS para os telemóveis dos militantes. Só FM enviou no dia de ontem três sms, todas elas com o mesmo conteúdo. Quanto a MM, para quem chora na própria SMS que não tem verbas e que vai apostar numa campanha à base da contenção de custos, se tivesse poupado este discurso totalmente desnecessário teria gasto metade do valor que gastou com a SMS, dado o número de caracteres total da mensagem terem equivalido a duas mensagens.
Esta é só mais uma guerra em que quem perde são os inocentes. Neste caso, os líderes usam tudo à sua volta, e os militantes são constantemente importunados por mensagens escritas. Começa a transformar-se num género de SPAM. Depois dos e-mails, chegou a vez de sermos invadidos através do telemóvel. E se hoje já é possível bloquear remetentes de e-mails cujo conteúdo não nos agrade, nos telemóveis tal ainda não é possível fazer.
Uma coisa é certa: os autores destes SMS deviam perceber que não é com vinagre que se apanham as moscas. É muito gira a ideia de se aproveitarem as tecnologias, mas quando o recurso às mesmas começa a ser usado de forma abusiva e massificada, acabou-se a piada.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Época de férias... altura de publicar as fotografias das minhas...

Em todas as ruas podemos contar com 2 ou 3 "mini-mercados" ambulantes que funcionam 24 horas por dia e onde podemos adquirir de tudo. No entanto, ao contrário de muitas outras coisas, sai caro adquirir o que quer que seja nestas roulotes. Não é só na parte da frente que tem produtos, mas a toda a volta.

O Forum Romano. Isto é só um pedacinho dele. Como tirei pouco mais de 1000 fotografias, brevemente publicarei mais desta maravilha romana. É um espaço enorme onde constam, por exemplo, o Tabularium, Templo da Concórdia, Templo de Saturno, Templo dos Cástores, Fórum de Cèsar, Fórum de Vénus Genitora. É simplesmente fantástico e todo ele envolto de mística que nos leva até à época em que começou a ser construído, o século VI a.C.

Outrora, este era o terreno onde se situava o famoso Circo Massimo, que é bem possível que tenha sido o maior local de espectáculos, e sobretudo de desporto, de todos os tempos, tendo cerca de 600 metros de comprimento, 200 de largura e com capacidade para 300.000 espectadores.

A Praça do Capitólio, que contou com a participação de Miguel Ângelo a projectar o pavimento geométrico e as fachadas dos edifícios. Ao centro podemos ver uma cópia da estátua do imperador Marco Aurélio, estando a original no interior do Palazzo Nuovo.

As imagens exibidas têm direitos de autor e qualquer intenção de reprodução das mesmas deverá ser antecedida de pedido junto do seu autor.

Setembro promete...

Dias 17 e 27 de Setembro os vícios voltam! Na falta de um verão como deve ser em Portugal, nada como o regresso das minhas séries favoritas para aquecerem a temporada.
Quanto a outros, a parte final da temporada desiludiu-me bastante e já não sinto a mesma emoção e vício que com os outros dois.

quinta-feira, agosto 09, 2007

As lições que a natureza dá



Este video é simplesmente fantástico. Uma cria de búfalo é apanhada por um grupo de leões. Depois de ser disputado entre os leões e um crocodilo que o apanha na margem, o pequeno búfalo mantém-se vivo. O que os leões não esperavam era que surgisse repentinamente um enorme grupo de búfalos que vierem em socorro do pequeno. Começaram por encurralar os leões, e acabaram por expulsá-los, chegando um a ser levantado no ar pelos chifres do ruminante antílope.
Este video devia servir de exemplo para muitos que cobardemente deixam os amigos e os mais fracos em apuros, preocupando-se apenas com o seu "couro".
É um video fantástico, e não é por acaso que o número de "views" já é superior a 9,5 milhões.

Excelente campanha de Marketing

Não sou do Sporting, pelo contrário. Mas a campanha que o clube está a fazer para vender as gamebox, está simplesmente genial. Vão ao site da Gamebox e insiram os vossos dados. Depois vejam o melhor da criatividade a funcionar. Até agora só dá com telefones Optimus e Vodafone. Mas tentem com números TMN e quem sabe às tantas começa a dar.
É como digo, não sou do Sporting, mas tenho que tirar o chapéu a esta campanha simples e genial.

Problemas na gestão camarária

Não consigo perceber como é que um português que tem trabalho, só pode comprar uma casa a um preço minimamente interessante na periferia de Lisboa, e se constroem bairros sociais no centro da cidade, com rendas dignas de um país africano.
Hoje temos a questão da Zona J, em Chelas, onde estão a expulsar (e bem!) residentes em edifícios pré-fabricados, dado estarem ilegais nos mesmos. Vejo indignação entre esses moradores, alegando alguns que "o marido ganha 400€ e que não dá para arrendar uma casa", ou exigindo "uma das casas que a Câmara construiu" no centro da cidade. De facto, com 400 euros é impossível arrendar uma casa no centro da cidade. Mas nas periferias já é possível.
As perguntas a fazer são: se muitas destas famílias são numerosas, porque é que não trabalham todos os que estão aptos para isso? Porquê a ambição de uma casa no centro da cidade, sem meios para isso? Porque é que a Câmara Municipal de Lisboa tem que "dar" casas no centro da cidade e não os pode encaminhar para os subúrbios ou realizar acordos com outras câmaras? Porque é que tem que ser a Câmara a tratar destas situações e não os próprios que não mexem uma palha para as resolver?
Os municípios portugueses, em particular os grandes, como é o caso de Lisboa e Porto, têm um grave problema de gestão a propósito do qual dei um lamiré no primeiro parágrafo: ora, porque não encaminhar as famílias que trabalham, e têm condições, para o centro da cidade, e encaminhar os bairros sociais para as periferias? É inacreditável que um casal tenha que adquirir cubículos a partir de 150.000 euros, e tenham que fugir da cidade, onde muitas vezes a rede de transportes é deficiente, mas os mais pobres, os menos produtivos da sociedade tenham direito a rendas de 15 euros e ao fim de alguns anos possam adquirir as casas por 5.000 euros, e ainda beneficiem de uma rede de transportes completa como é o metro, o autocarro, o comboio, e tenha tudo a nível comercial e desportivo ao seu dispor.
É neste tipo de coisas que vemos que uma sociedade não funciona: ela é simplesmente injusta e não compensa para quem realmente produz e se dedica. Já para não falar na armadilha da pobreza. Coitados, moram no centro da cidade, ganham rendimentos e subsídios e ainda se queixam...

terça-feira, agosto 07, 2007

Cheaters

Para mim está a tornar-se um verdadeiro vício. O Cheaters é um simples "reality show" que passa no Zone Reality channel. Ao contrário dos outros, este programa deixa-me colado à televisão, tal é o nível de realismo que o mesmo tem e a área com que mexe. Faz-me lembrar o primeiro Big Brother no que toca à inocência dos participantes: aqui não há lugar a estratégias, planos, ou conspirações. Participam uma vez, são surpreendidos, são apanhados uma vez e acabou a participação.
Este programa já dura há alguns anos nos EUA, mas só recentemente chegou até nós. Aqui está um óptimo conceito de "reality show" a realizar em Portugal. Ainda por cima em Portugal que é verdadeiramente pequeno. Para quem não conhece, este programa é composto por uma equipa de detectives que vai investigar se alguém trai o/a seu/sua companheiro/a, após solicitação do desconfiado. Tendo provas da traição, o companheiro desconfiado é levado ao local onde os pode apanhar em flagrante, assistindo antes às imagens todas que puderam ser captadas, podendo confrontar o parceiro com a situação.
Vê-se um pouco de tudo: desde uns que se escondem por vergonha, a outros com um descaramento tal que os leva a praticar actos de afecto com o/a amante em frente ao/à companheiro/a, dando-se ao luxo de dizer coisas como "o que é que estavas à espera?", "tu é que pediste". Há também situações em que ambas/os desconheciam a presença de uma terceira pessoa, julgando-se serem exclusivas na relação.
Mais do que as situações a que é possível assistir em cada programa, fico a pensar no que vai na cabeça das pessoas para traírem alguém. Demonstra uma falta de carácter grande e falta de mais qualquer coisa, a começar pela maturidade. Honrar compromissos é uma das melhores formas de se saber como é uma pessoa. A honestidade começa aqui. Há gente capaz de enganar alguém sem se sentir minimamente culpado por isso, querendo ainda colocar as culpas em quem foi enganado. O que custa falar, conversar, abordar e discutir os problemas? Se algo vai mal, para quê continuar a empurrar com a barriga, correndo o risco de se ferir a outra pessoa? São capazes de me dizer que muitas dessas situações se podem justificar com questões financeiras. Mas... como consegue alguém viver numa situação de mentira, de engano, só porque pode ter uma situação financeira estável, ou porque quer evitar enfrentar partilhas, etc? Não existe felicidade verdadeira sem estarmos bem connosco e se alguém consegue estar bem consigo, enganando alguém, então tal é revelador de graves problemas de carácter e personalidade.
Honrem compromissos e assumam os problemas. Se não gostam de alguém ou querem estar com terceiros, assumam-no perante o vosso parceiro e, se necessário, acabem tudo. Mas façam alguma coisa! Sejam honestos! Por mais que lhe venha a custar, não há pior forma de desfazer e debochar de alguém do que apunhalando-a pelas costas, traindo-a e ainda querer justificar tal situação. Não há nada que me envergonhe mais numa pessoa do que saber que desrespeita a pessoa com quem está. A honestidade e a sinceridade são as bases de qualquer relação, até mesmo em sociedade.
Vejam o programa, porque vale bem a pena.

Sobre o "super-vereador"

Já apelidam Marcos Perestrello de "super-vereador" dado o número de pelouros que tem a seu cargo. Este Deputado à Assembleia da República, foi eleito pelo círculo de Beja, o que me leva a pensar se chegou à vice-presidência da Câmara de Lisboa da mesma forma que os restantes populares deste país fora que foram festejar a vitória de António Costa: num autocarro da Barraqueiro, com a bandeira do PS e com um sandocha e um compal para a viagem.

Serviço de informações na Faculdade de Direito de Lisboa

Ao ver os cursos de Mestrado disponíveis, em Setembro de 2006, decido pedir mais informações no serviço de Mestrados e Pós-graduações da FDL. Encontro por lá uma senhora, a Dr.ª Maria José Abreu, cujas únicas informações que me dá são "vá ao site da internet que está lá tudo escrito" ou "se procurar vai ver que encontra". Ao perguntar como funcionam em questão de horários, entre outras coisas "vá lá procurar, porque como eu disse, na internet está tudo o que precisa". Peço um formulário de preenchimento "imprima a partir da internet que não tenho aqui nenhum". Quando pergunto o que é que falta preencher "Sr. Dr. leia isso com atenção, e confirme, porque isso não é difícil". Ao ver que tinha dúvidas no preenchimento de um campo, perguntei-lhe o que pôr lá e a mesma funcionária diz-me "então você não leu essa parte?".
Foi uma luta tremenda aquela que travei com este serviço. Depois de três viagens a este gabinete, este ano voltei lá, há cerca de 15 dias, para ver quais seriam os novos Mestrados. Acabei por ter o mesmo tipo de atendimento, mas desta vez com uma especificidade: a senhora atende das 9h às 12h e das 14h às 18h (fora o tempo em que se passeia pela Faculdade), e às 12h03m já não me podia receber, mesmo estando presente no gabinete à conversa com uma amiga. A sua indisponibilidade foi tal que, ao perguntar-lhe a que horas aquilo fechava, dado não ser habitual um serviço encerrar às 12h, a mesma nem se dá ao luxo de responder e teve que ser a sua amiga a dizer a hora. Pergunto a que horas reabre, e após três insistências, voltou a ser a amiga a responder "14h", porque a tal senhora se revelava indisponível para responder a perguntas. Ao ver que a amiga me responde, vira-se para mim e diz "está aí escrito na porta se quiser ver". Devo dizer que no meio de tanta papelada no placard ao lado da porta, torna-se difícil ver o que quer que seja.
Não obstante ser zelosa no cumprimento do horário de saída, abstraindo-se da sua realidade profissional às 12h em ponto, às 14h estava lá eu, pretendendo seguir o mesmo zelo. Teve a infelicidade de só abrir a porta às 14h15m/20m e de eu lá estar. Passou-se o mesmo filme de 2006. As mesmas perguntas sobre os Mestrados e as mesmas recomendações para ir à internet. Pergunto-lhe para que serve aquele gabinete, se tudo o que sabem dizer é para ir à internet. E pergunto se só servirá para o pagamento dos cursos, dado no ano passado ter-me atrasado um dia no pagamento e terem chovido logo 3 telefonemas na mesma manhã por parte da mesma senhora, a insistir que devia pagar. A mesma responde-me que naquele gabinete nem sequer pagamentos se fazem. Ao que a volto a questionar, para que serve aquele gabinete e me é respondido "para prestar apoio e informações". Insisto "então dê-me informações e o apoio que preciso a propósito dos cursos de Mestrado". Resposta: "vá à internet".
Como devem calcular, tudo isto terminou no livro de reclamações, onde tive que expor a falta de educação e arrogância demonstradas pela senhora, e o restante conteúdo que aqui exponho neste momento. No entanto, sabendo como funciona a Faculdade, acho incrível como é que sou eu que vou estrear o livro de reclamações da mesma. Todos aqueles que choram pelo atendimento e serviço da Faculdade, devem engolir as suas próprias lágrimas. Afinal, têm os meios para reagirem contra as deficiências dos serviços e nada fazem. E, segundo soube, existem mais insatisfeitos com o serviço e atendimento prestados por esta senhora (já para não falar nos restantes serviços).
A propósito dos cursos de Mestrado e Pós-Graduações, é com alguma ironia que vejo no site da Faculdade, em particular nessa secção, o texto "informações: Dr.ª Maria José Abreu". Desafio qualquer um a informar-se...

segunda-feira, agosto 06, 2007

Ditaduras: um mal necessário?

Sky may not be the limit...

Existem países civilizados, desenvolvidos, cujos cidadãos não precisam ser comandados a pulso. Os próprios sabem o que significa viver em sociedade, sabem que são sujeitos de direitos e deveres e comportam-se em conformidade com isso. Chamo a esses países, países desenvolvidos. Mais do que qualquer riqueza económica, existe um nível de desenvolvimento moral dentro da respectiva sociedade, que os permitirá funcionar como tal. Em grande parte dos casos, esse desenvolvimento moral vai corresponder a um desenvolvimento económico.
Os países da América Latina, estão longe de se enquadrar neste conceito de desenvolvimento. Sem excepção. Nestes países as coisas só funcionam com disciplina forte e árdua, com pulso de um comandante, enfim, com uma ditadura. Só assim as coisas podem avançar. Já censurei Chávez e Castro, mas vendo bem as coisas, é a única forma de certas pessoas corresponderem às expectativas mínimas de uma vivência em sociedade. Não podemos ver as ditaduras sul e centro americanas, com população europeia. É uma visão errada. Temos que conhecer os latino-americanos e saber até onde se deverá ir.
Do meu ponto de vista, o limite são os direitos fundamentais mínimos para a sobrevivência de um ser humano. Algo estará mal nestas ditaduras quando os governantes vivem como reis, e existem súbditos que nem um pão têm para comer. É o caso do Zimbábue. Mas disso já falarei.
Voltando aos latino-americanos, quem já tenha convivido com esta comunidade, ou assista à vida dos mesmos no seu dia-a-dia, sabe que se lhes derem a hipótese de "fazer" ou "não fazer", será quase unânime a escolha do "não fazer", ou do "fazer o que me apetece, quando me apetece". Raras excepções sabem comportar-se condignamente. Sendo assim, faz falta alguém que aperte com o povo, alguém que discipline, alguém que os pressione, pois estas pessoas só agem quando pressionadas ou encostadas à parede. Em suma, quando são obrigadas a fazer. Tais povos, funcionam como as crianças: resmungam, alegam que lhes estão a tirar todo o tipo de direitos, todas as ordens e instruções que lhes dão são vistas como abusos e como injustiças, e recusam-se a cumprir deveres. Para eles, muitos deveres já eles cumprem. Não querem dar ouvidos a quem está no comando, a quem segura as rédeas. Comparei esta gente às crianças, porque as crianças comportam-se de igual modo com os pais, alegando que estes são injustos e nunca têm razão. Quando são grandes, têm o resultado da disciplina exercida por quem realmente sabia o que fazia.
Ninguém gosta de ser comandado. Quem não adora uma bela anarquia, quando ela funciona a nosso favor? Já Álvaro de Campos falava no quão bom era não ter deveres para cumprir e com razão. Admito que seja assim. Eu próprio não gosto de os ter, mas tem que ser! Eles existem, e se existir alguém que me diga o que tenho que corrigir para melhorar a minha vivência em sociedade, que assim seja. Naturalmente que tudo isto cai por terra, quando a chuva só cai para alguns e não para todos.
Por tudo isto, sou favorável às ditaduras nos países latino-americanos, fazendo falta mais algumas em alguns outros países, cujos líderes são demasiado passivos. Desculpem a frontalidade, mas sem a disciplina rígida de um ditador, este povo não vai lá. Chávez pode ser um ditador, mas só assim a Venezuela pode tomar o rumo certo. O mesmo se poderá dizer da Bolívia de Evo Morales que caminhará para o mesmo regime de Chávez. Só com mão de ferro se chega lá e Chávez aponta-nos o caminho, o caminho sobre como fazer e fazer bem! Chávez tem ainda outra virtude: não faz favores a ninguém. O que tem que ser, tem que ser, e assume as suas opções e convicções perante quem quer que seja. É isto que faz um líder. As restantes virtudes vêem-se pelos seus actos. Se tiver que tirar liberdades fundamentais porque muitos abusam das mesmas, fazendo com que sejam "libertinagens fundamentais", assim seja! Importante é o povo não morrer de fome e não existir uma diferença abissal entre classe alta e classe baixa, deixando a curta classe média bastante isolada entre os extremos, como existe em alguns países.
Falem o que falarem de Hugo Chávez, apoio as suas medidas. São necessárias e os venezuelanos deviam abrir os olhos e ver que só têm a ganhar com elas.
Sobre as ditaduras em estados africanos, tal não funciona: os seus populares não têm consciência do que é uma ditadura ou uma democracia. O comportamento é sempre o mesmo. E as ditaduras só não funcionam porque se forem locais a chegarem ao poder, vão enriquecer e deixar milhões na miséria. Com a democracia o esquema mantém-se semelhante, com a atenuante de haver uma ligeira diminuição da violação de direitos, liberdades e garantias. África vive dos interesses. Todos tentam usar e abusar do seu Estado em seu próprio benefício, não se importando com quem está à sua volta. Os interesses são sobretudo económicos. Os estados do continente africano funcionam como galinhas dos ovos de ouro, onde quem chega ao poder tem acesso à mesma e poderá enriquecer, ter milhões de populares à sua mercê e explorar as vantagens que cada Estado lhe pode dar.
A solução para os estados africanos passa pela administração dos mesmos por parte de países europeus, começando tudo das bases, iniciando a partir daí uma nova era, não sendo necessário com este povo a mesma disciplina que tem que ser usada com os latino-americanos, dado que aos cidadãos africanos basta verem uma luz de esperança no seu futuro e no do seu Estado, para cumprirem os deveres a que ficam vinculados e aos benefícios que possam adquirir com os mesmos. Basta uma luz ao fundo do túnel e os africanos empenham-se. São o povo ideal para se trabalhar.
Sobre os estados asiáticos, vou dar o exemplo do Iraque. O principal pecado de Saddam Hussein foi conferir vantagens ilimitadas aos sunitas, e de massacres a xiitas. Saddam não fez do Iraque um Estado para os iraquianos, mas sim um Estado para os sunitas. E a partir do momento em que existem actos que atentam contra a vida, ou integridade física, de alguém, qualquer regime, seja ele qual for, perde a sua legitimidade e deve ser eliminado. Tirando os direitos humanos que eram constantemente violados, o Iraque funcionava em pleno e havia segurança. Veja-se como está hoje e compare-se.
A ditadura pode ser um "mal" necessário, se é que lhe queiram chamar mal, quando está em causa um povo que busca a anarquia, fazendo da libertinagem, e do desprezo pelos que o rodeiam, uma camisola que vestem com muito orgulho, acabando por prejudicar o desenvolvimento social e económico do grupo.