sábado, março 31, 2007

UnI

Já muito disse e se noticiou sobre a Universidade Independente. Tudo o que envolve esta Universidade não constitui grande surpresa para mim. Aliás, da maneira como o nosso País funciona, acho engraçado falar-se em "surpresa" e "escândalo". Em Portugal toda a gente sabe como é que as coisas funcionam e o negócio chamado "privadas" só não sabe quem não quer saber. O único serviço público que a maioria delas faz é satisfazer os caprichos financeiros de uns quantos investidores. Os alunos ganham um canudo, e têm como contrapartida terem que o pagar. Diria que a esmagadora maioria das privadas funciona como uma financeira tipo Cetelém, Cofidis, etc: dão um diploma em troco de "suaves prestações" que bem poderiam servir para pagar um carro ou dar uma bela entrada para uma casa. Quem frequenta essa tal esmagadora maioria (sim, há excepções) das universidades, prefere investir no diploma em vez de investir na formação. Muitos preferem ter um título, do que ter conhecimentos. Não os censuro: afinal o "factor C" ainda abre muitas portas a muita gente, bastando que se preencham as formalidades de ter um curso superior em muitos casos e um diploma universitário, ainda que não acompanhado da formação respectiva, também abre muitas portas.
Este é o grande problema das privadas: distribuem diplomas a quem pagar as prestações mensais do crédito, e não dão o conhecimento respectivo porque isso não é preciso para se ter um bom trabalho (ou emprego) na vida. Do outro lado, há quem lucre com isto e chame a isso serviço público. O conceito de serviço público é cada vez mais subjectivo. Mas não é isso que me seduz no caso Independente! O que realmente "mexe" comigo, é o facto de existir uma Universidade (sim, Universidade) que elimina os registos dos alunos a cada 5 anos. Acho fantástico. A pergunta que eu faço, já todos devem ter feito: se, ao fim de 5 anos, quiser pedir um certificado de habilitações, como é que eles resolvem o problema? Possivelmente tenho que tirar o curso novamente. Sem título, não há direito. Onde é que está a prova em como me licenciei ou mestrei na Independente? No entanto, há outra hipótese: a de chegarmos lá e nos perguntarem "Lamentamos, mas não temos registos. Ainda se lembra com que média é que acabou o curso?" ao que quem está do lado de cá diz "Sim, terminei com 18". Tal facto leva-me a consultar o site da Universidade Independente e a escolher qual o curso que mais me agrada ter, depois do de Direito na Clássica. Dois cursos ficam bem melhor que um. As Relações Internacionais agradam-me. É "in" dizermos "sou licenciado em Relações Internacionais. Não faço nada com o curso, mas...". Também pensei em Arquitectura. Já alguém ouviu falar num Arquitecto Dr., ou num Dr. Arquitecto?
No final disto tudo começo a chegar à conclusão que fui injusto com a UnI a propósito do serviço público. A UnI presta serviço público, senão vejamos: qualquer português pode ir à secretaria pedir um certificado de habilitações com base em qualquer uma das licenciaturas que a Universidade tem, quer o tenha tirado quer não. Se isto não é serviço público, não sei o que será.

sexta-feira, março 30, 2007

Uma forma de deitar abaixo e construir

Foi publicado no dia 12 de Março, o diploma que permite construir em áreas florestais atingidas por incêndios, sem ter que esperar os "aborrecidos" 10 anos que se tinha que esperar. Para que tal seja possível, basta que os projectos de construção tenham "interesse público", ou sejam edificações "com relevante interesse geral".
Um dos pontos curiosos neste diploma e que dá para ver a intenção com que foi feito, ainda por cima a escassas semanas antes de começar a tortura nacional de verão, que são os incêndios, é o facto de além do requerimento a apresentar no Ministério do Ambiente, seja necessário que a "GNR" emita um documento que comprove que os interessados em nada estão associados ao incêndio. É de referir que a competência para analisar e investigar as situações de fogo posto, é da PJ e não da GNR. Como tal, esta não tem competência técnica nem meios para avaliar quem é que originou o incêndio e tudo o que circunde esta situação.
Resumindo: um diploma gravíssimo, que prejudica o direito fundamental, de todos os portugueses, ao ambiente, e que coloca mais ainda em perigo a nossa área florestal. Tudo em troca de alguns prédios. Atribuem-se competências a um órgão sem competência para estas situações, como é a GNR, e basta alegar interesse público (a habitação não é interesse público?), ou relevante interesse geral (não tem relevante interesse geral edificar uns bons prédios para habitar certas zonas florestais onde ninguém habita, para desenvolver a zona?) para que se possa construir por cima de zona ardida. Isto, para mim, é uma forma muito descarada de deitar abaixo a floresta e o mato nacional, para construir. Uma forma muito descarada e triste de desmatar o pouco que já temos. Naturalmente que os incêndios vão aumentar, a não ser que o Governo volte a controlar a RTP como fez e oculte toda a informação que a estação pública ia apresentar, e novamente nos apareçam com mais números que não são mais do que atirar areia para os olhos.
Mas eu compreendo o Ministro: afinal, se eu tivesse interesse em construir na zona ardida do Guincho, por exemplo, ou ao largo da costa que liga Cascais a Sintra, também quereria construir o mais rapidamente possível sem ter que esperar 10 anos! Se os meus amigos construtores me prometessem quantias avultadas de dinheiro para poderem construir em zonas proibidas e de custo futuro bastante elevado, sentir-me-ia tentado a aproveitar a oportunidade antes que esta passasse.

quinta-feira, março 29, 2007

Relembrando textos antigos

Um assunto que merecia ser tratado já há muito tempo mas que, inxeplicavelmente muita gente, e principalmente os políticos e os jornalistas em geral têm vergonha de se pronunciarem sobre ele, é a questão retaltiva ao crescente racismo que os filhos dos imigrantes africanos das ex-colónias têm para com os portugueses de raça branca.
Não sejamos hipócritas: quem vive perto dos bairros problemáticos do nosso país ou quem já viveu a realidade de conviver diariamente com esses jovens sabe muito bem do que estou a falar. Quase que me atreveria a afirmar que estes jovens têm um ódio mortal para com os brancos, embora não se perceba muito bem porquê. Será por os seus antepassados terem sido escravos de Portugal? Será por os portugueses terem explorado as suas terras para proveito próprio e não as terem desenvolvido para benefício da comunidade? Será porque os seus pais na sua maioria terem empregos inferiores aos dos brancos?Sinceramente não consigo perceber. O que sei, e nisso tenho que dar razão ao meu amigo DJ, é que estão muito menos integrados na sociedade portuguesa esses jovens do que os seus pais, que vieram de outros países e trabalham honestamente para sustentarem as suas famílias e que, lamentavelmente, passam a vida a praticar delitos, comos são o de assaltarem, ofenderem e agredirem pessoas, muitas das vezes gratuitamente e até a pessoas de idade.. É esta a realidade, nua e crua.
Tudo o que afirmei não é por ouvir dizer ou fazer apenas uma suposição. Vivi numa terra que tinha um bairro em que na sua maioria apenas viviam esses tipo de jovens e sofri na pele as agressões, verbais e físicas, e sei que é este de facto o modo de pensar desses jovens. E não tenho pudor nenhum em afirmar que se toda a gente censura os skins por estes praticarem agressões contra negros, também estes jovens negros ao praticarem agressões contra brancos, praticam racismo.
Mas nessas alturas não vejo o SOS Racismo a intervir e a censurar esses actos. Nem o Bloco de Esquerda.

quarta-feira, março 28, 2007

Engenharia ilícita

"A atribuição do título, o seu uso e o exercício da profissão de engenheiro dependem de inscrição como membro efectivo da Ordem." - Artigo 3.º do Estatuto da Ordem dos Engenheiros.

"Na prossecução das suas atribuições, cabe à Ordem: Proteger o título e a profissão de engenheiro, promovendo o procedimento judicial contra quem o use ou a exerça ilegalmente;" - Artigo 2.º, número 2, alínea g) do Estatuto da Ordem dos Engenheiros.


É preciso dizer mais alguma coisa? Fica uma pergunta: onde está o processo judicial contra o Licenciado José Sócrates, que durante anos usou e abusou do título de engenheiro? Desconhecimento? A Ordem ia desconhecer que este conhecidíssimo político não estava lá inscrito? Vou fingir que acredito.

terça-feira, março 27, 2007

Incrível, triste e vergonhoso

A autora das declarações vergonhosas

A senhora da fotografia chama-se Matilde Ribeiro e diz que considera natural a discriminação dos negros contra os brancos! As declarações tristes, incríveis e vergonhosas foram emitidas diante da BBC Brasil, na qual teve oportunidade de dizer "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. A reacção de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural. Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou". Estas declarações tiveram o relevo social que tiveram pelo facto de Matilde Ribeiro (não a posso tratar por "senhora") ser Ministra! Mais grave ainda é a pasta de Matilde Ribeiro ser a da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial!
Uma das várias perguntas que tive oportunidade de ler aqui, foi: "E no Brasil tem racismo também de negro contra branco, como nos Estados Unidos?", ao que responde "Eu acho natural que tenha. Mas não é na mesma dimensão que nos Estados Unidos. Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco. Racismo é quando uma maioria econômica, política ou numérica coíbe ou veta direitos de outros. A reação de um negro de não querer conviver com um branco, ou não gostar de um branco, eu acho uma reação natural, embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa. Mas é natural que aconteça, porque quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou."
Impressionante, no mínimo! Gostava de ouvir o SOS Racismo pronunciar-se sobre isto. Claro que para isto terão uma explicação a dar e compreenderão as declarações. Se fosse ao contrário, já todos sabiamos que já estavam a preparar processos crime contra quem proferisse tais declarações!
Fico ainda curioso, e temo bastante, pela próxima "normalidade" no ponto de vista brasileiro. Não querendo agoirar, uma Ministra que diz que é normal um preto discriminar um branco, cedo acabará por manifestar o seu sentimento de "normalidade" relativamente a um brasileiro discriminar um português. Se lerem bem a entrevista, poderão ver que fala nos colonizadores e em quem açoitou os pretos antigamente. Certamente sabem quem colonizou o Brasil. Será difícil saber quem será o próximo alvo de "normalidade"? Queremos nós ter pactos com um país cujos representantes declaram estas... nem tenho palavras para classificar as palavras da Matilde!

domingo, março 25, 2007

Digam-me coisas novas...

Na passada 5.ª feira, Jorge Sampaio apresentou a conclusão decorrente de um longo e cansativo estudo que possivelmente deve ter encomendado durante os 10 anos que foi Presidente da República. Segundo o próprio, "há portugueses que não fazem certas tarefas em Portugal para fazê-las no estrangeiro". Quando disse isto, possivelmente deve ter pensado que estas declarações iriam abrir os noticiários, como se da descoberta da pólvora se tratasse.
Que os portugueses não fazem certas tarefas em Portugal, para as fazerem no estrangeiro já eu sei há muito tempo. Farto-me de falar disso no dia-a-dia e até indico o porquê. Não é que seja novidade para quem quer que seja, mas a culpa disso não é os portugueses não quererem fazer essas tarefas em Portugal por preguiça, ou por falta de vontade. É mesmo porque se podem fazer o mesmo noutro lugar e ganhar cinco ou seis vezes mais, para quê fazê-lo aqui? Aqui é maior o esforço do que a recompensa. No estrangeiro estes dois factores andam equilibrados. A culpa dos salários serem tão discrepantes deve-se ao facto do nosso salário mínimo e médio serem diferentes dos dos restantes países desenvolvidos e do facto dos patrões preferirem mão-de-obra mais barata, de forma a poderem poupar nos custos. Quem é a mão-de-obra barata em Portugal? Os imigrantes que fazem tudo e dão tudo por duas migalhas no fim do mês. De quem é a culpa do excesso de imigrantes em Portugal? É do Estado que permite tal situação. Eu se fosse empregador, naturalmente que procuraria a situação mais barata e fácil, para obter mais lucro. Eu se fosse imigrante, naturalmente aproveitaria os buracos na lei e a permissividade, para cá entrar. Mas o Estado aqui não tem o "eu se fosse", e tem muita responsabilidade sobre o que se passa no País.
Achei curiosa a forma como Sampaio imputou responsabilidades nos patrões e nos portugueses, alegando que já não é negligência do Estado o desemprego de hoje em dia. Ora, pela forma efusiva como Sampaio concluiu que os portugueses recusam fazer certas tarefas em Portugal para fazê-las no estrangeiro, ao fim destes anos todos, e pela forma como abordou a causa disso mesmo, estou em crêr que vai demorar mais 10 ou 20 anos para descobrir a razão de ser do acontecimento desse fenómeno.

Um por todos e todos por um

Convivo com vários tipos de classes sociais no dia-a-dia. Há duas que destaco: juízes e polícias. Os primeiros sobretudo. É notável a forma como se protegem uns aos outros no exterior. A imagem que passa dos juízes é mesmo essa "eles protegem-se uns aos outros". O que muitos não calculam é que os problemas em que se protegem externamente, são resolvidos posteriormente, internamente. Mas ninguém precisa de saber disso. Interessa é os assuntos ficarem resolvidos, dar-se novas oportunidades às pessoas e aos profissionais, e cá fora ficar a imagem de que está tudo bem entre aqueles que são próximos ou têm algo em comum.
É com bastante tristeza que vejo precisamente o oposto um pouco por todo o lado. Desde profissionais de outros ramos que expõem e envergonham colegas publicamente, porque vêem neles um alvo a abater, concorrência, ou outra coisa qualquer, até chegar mesmo aos grupos de "amigos" que temos. Sou forçado a colocar aspas porque por mais que se jure fidelidade eterna a alguém, essa mesma pessoa tem a coragem de tentar entalar ou expôr o amigo (aqui sem aspas, porque este sim, é amigo) e ainda ter a coragem de dizer que o faz para o seu bem, e por uma questão de honestidade. Sinceramente, existem lugares e ambientes próprios para se ser honesto com o amigo, para o repreender, para o ajudar a crescer. Lugares esses que não passam pela exposição pública, por passar a terceiros o que é que ele fez ou deixou de fazer. Não é possível ver como amigo, gente que tem telhados de vidro (como todos os seres humanos têm) e se faz passar por moralista, expondo e envergonhando o amigo, e conseguir dormir com isso, achando que fez "o correcto". Mais grave ainda, é cometer um erro para com esse amigo e depois, quando tem oportunidade de o remediar, ou de diminuir os efeitos negativos que o seu erro produziu na esfera do amigo, recusar-se a fazê-lo, alegando ter que ser sério, etc.
Acho que se todos vissemos os amigos e os colegas de profissão da mesma forma que os juízes se vêem e tratam no exterior, e redimirmos os conflitos resultantes dessas relações, internamente, as amizades e os companheirismos podem durar muito mais, e as relações profissionais poderão ser melhores. Não há pior hipocrisia, cinismo e falsidade do que aquele que resulta de um "Exmo. M.I. colega Dr. X" e logo de seguida o colega é exposto e envergonhado em praça pública por essa mesma pessoa. Não existe pior hipocrisia, cinismo e falsidade do aquele que resulta de alguém se sentar à mesa connosco, partilhar os nossos segredos, as nossas vivências, e seguidamente, para dar uma imagem de moralista e de politicamente correcto, expõe os amigos perante terceiros, contando-lhes coisas que não deveriam sair do grupo de amigos, devendo até ajudá-los a resolver essas situações mas internamente, com a desculpa "fiz isso porque tenho que ser honesto e não posso proteger um erro". Isto, para mim, é tudo menos amizade, ou solidariedade profissional. Não nego que as pessoas errem, porque erram, e devem ser repreendidas e aprender com isso. Mas, a partir do momento em que sai daquele círculo muito restrito, passa a errar mais quem é responsável pela exposição, pela declaração, etc.
Anda por aí muito cinismo e muita filha da pu**ce! E o pior é que muitos tendem a chamá-la de amizade! Eu recuso chamar a uma coisa, algo que não é. Quem quiser confundir as coisas, ou fingir que confunde, que o faça.

sábado, março 24, 2007

"Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."


Álvaro de Campos, Tabacaria

sexta-feira, março 23, 2007

Toda a verdade: os Estrumpfs

Toda a gente os conhece e muitos gostam deles. Eu recordo-me deles na minha infância e gostava deles também. Ninguém resistia a um boneco Estrumpf. Mas será que todos sabem o que está por trás destes bonecos? Se não sabem, passo a explicar:
- sempre houve muita gente que os associou aos valores morais que tentavam passar nos desenhos como a entre-ajuda, o sentido de grupo, a bondade, etc. É um facto. Eles realmente queriam passar isso.
- o seu criador (Peyo), falecido em 1992, era Nazi e defensor dos ideais propagados pelo Ku Klux Klan.
- o tipo que faz de "mau", Gargamel, tem um nome judeu. Se repararem no que o mau da fita faz, pode-se observar que se tenta passar para o exterior aquilo porque os judeus são conhecidos, além do trabalho: a ganância. Gargamel dá uma moeda a um Estrumpf, com a esperança de ele se vir a tornar ganancioso. As suas intenções produzem efeitos, o que acaba por abanar um pouco a Vila dos Estrumpfs. No final do episódio, quando tudo se resolve, o Estrumpf divide a sua riqueza com os restantes Estrumpfs. Para o Estrumpf que recebeu a moeda e se tornou rico, apesar de não ser censurável porque tal fora-lhe dado e era seu, era errado do ponto de vista moral, que ele tivesse mais que os restantes. O ideal do Nacional Socialismo também era assim...
- Outro factor que prova as ligações do autor dos Estrumpfs ao KKK, é o facto de todos usarem um barrete, branco, tal como na dita organização se usava.
- O líder da Vila dos Estrumpfs, o velhadas, usava um barrete vermelho, diferente de todos os outros, tal como o líder do KKK, que também usava um barrete e vestimentas vermelhas.
- Sempre que um Estrumpf ficava de cor preta, era sinónimo de ficar mau. Aqui se via o impacto que teria nas crianças, tal como outros desenhos animados: tudo o que é preto, é sinónimo de ser mau. Gargamel, o tal mau da fita, tem um nome descendente de Judeus alemães, bem como o gato que ele tem com o nome de Azrael. Na mitoligia judaica, Azrael é o anjo que separa a alma do corpo, no momento da morte. Tem um nariz grosso, um livro de feitiços hebraico, e a tal obsessão com o dinheiro.
- Em alguns episódios, os Estrumps dançavam à volta da fogueira, o que em muito se assemelha aos rituais do KKK.
- A única mulher dos Estrumps, Estrumpfina, representa o ideal ariano que Hitler tanto progagava como o Ariano Ideal: longos cabelos loiros, bem loiros e olhos azuis.
- Os Estrumpfs eram sinónimo de solidariedade, trabalho e igualdade, tal como os ideais dos Nazis.
- Os Estrumpfs passam, ainda, o ideal de não se misturarem raças: todos os Estrumpfs são iguais, azuis, com barrete branco, enquanto o "judeu",Gargamel, lança feitiços e só procura fazer o mal a todos os puros e inocentes Estrumpfs.

Personagens (como já não me lembro dos nomes deles em português, excepto o da Estrumpfina, vou colocar alguns em inglês):
Papa Estrumpf - é o líder da Vila dos Estrumpfs, e representa a sabedoria. Sempre pronto a ajudar qualquer Strumpf que esteja a precisar de ajuda. Também é um bom alquimista.
Estrumpfina - é a única mulher da Vila. Foi criada por Gargamel como sendo um Estrumpf lilás, com cabelo negro para criar confusão no meio dos outros Estrumpfs. No entanto, as suas qualidades de Estrumpf destacaram-se e foi aceite pelos restantes. É bastante inteligente e aproveita-se do facto de ser mulher para seu proveito.
Estrumpf Inteligente - sempre do lado do Papa Estrumpf, e é um moralista que acredita que tudo o que este diz, é sagrado. É o único Estrumpf que leva tudo a sério. É o tipo que está sempre por perto a tratar da situação, quando é preciso. Faz uso da sua inteligência e astúcia para escapar às armadilhas de Gargamel.
Estrumpf Vaidoso - gosta de sentir que está bem apresentável, sobretudo diante da Estrumpfina. Gosta de andar sempre com uma flor cor-de-rosa no barrete porque se sente bem com isso e a flor dá-lhe charme. Acha-se o Estrumpf perfeito. Está sempre pronto a ajudar mas faz sempre questão de estar no seu melhor quando o faz.

Existem muitos outros Estrumpfs, tendo eu apenas retratado os principais. Cada um tem uma característica típica da sociedade em que vivemos. Acabam por representar o todos diferentes, todos iguais, mas... apenas entre Estrumpfs! Estas são as ideias que foram retiradas de vários websites e de alguns livros. Quanto à caracterização dos personagens destaco o link www.stellapower.net/smurfs/smurfychars.html .

quarta-feira, março 21, 2007

OTA - Outro Terrível Atentado

Sou 100% contra o aeroporto da OTA. Não só da OTA, como de um outro aeroporto. Acho um erro de gestão gravíssimo, sobretudo num Estado que não nada em dinheiro. Passo a indicar as minhas razões:
- As acessibilidades: não tem sentido nenhum promover-se a chegada da linha do Metro à Portela em 2010, quando 7 anos depois aquela linha deixará de fazer sentido, se se tiver em atenção o objectivo que se pretende dar à mesma. Uma palavra a dizer para todos os passageiros que queiram chegar da OTA a Lisboa, e aos trabalhadores do aeroporto e das companhias aéreas.
- Um aeroporto a 45km de Lisboa, completamente isolado e deslocalizado, não é de todo o empreendimento mais desejado por todos. Além do Governo e dos seus eternos seguidores e apoiantes, alguém conhece alguém que seja favorável a este projecto ou o veja como viável e interessante? Nem eu. Nem sequer os peritos vêem este projecto como solução. Ninguém vê, a não ser o Governo.
- Danos ambientais: o futuro aeroporto será construído sobre uma zona húmida classificada pelo PROT-AML como "Área Nuclear para a Conservação da Natureza" e "Corredor Ecológico" ou seja, estes serão destruídos.
- O fim das pistas será a 2000 metros e em linha com o Carregado, uma zona urbana e de serviços, desordenada e em enorme crescimento e onde já são ultrapassados os níveis legais de ruído e qualidade do ar, fazendo com que se ultrapasse, mais ainda, estes mesmos níveis.
- O espaço aéreo do aeroporto da OTA será compartilhado com aviões F-16, dada a proximidade da Base militar de Monte Real, o que vai condicionar a total disponibilidade do espaço aéreo do novo aeroporto.
- Ainda ninguém justificou o porquê de um novo aeroporto, quando se pode expandir o actual, não há projecto de acessibilidades, não há estudo da operacionalidade aérea e não há Estudo de Impacte Ambiental.
- A infra-estrutura da OTA estará saturada em 13 anos!
- O maior Município português, Lisboa, poderá perder importantes receitas com a OTA, em consequência da quebra populacional e da relocalização de empresas para outros conselhos que facilitem o acesso ao aeroporto.
- O argumento de existir um aumento da empregabilidade, não vence. Na região, o desemprego é escasso, logo, com a OTA, não existirá uma diminuição significativa de uma taxa de desemprego que, por si, já não é significativa. Uma questão é o aumento da empregabilidade, e outra a diminuição da taxa de desemprego. Creio que o importante é combater a 2.ª através da primeira, e não inventar em criar mais empregos, quando a questão da desempregabilidade em Lisboa será mais importante e mais significativa.
- As condições climatéricas e geográficas da Portela permitem a Lisboa ter o 5.º melhor aeroporto da Europa no que toca a cumprimento de horários. As duas pistas em X e a localização geográfica tornam o aeroporto da Portela um aeroporto de eleição. Com as pistas em X, existe uma maior fiabilidade ao aeroporto, por ser raro encerrar. Com a OTA, tendo duas pistas paralelas, numa só direcção, existirá uma maior possibilidade de encerramento, sobretudo nos meses de Inverno. As condições meteorológicas da Portela não têm praticamente influência nenhuma nos atrasos dos vôos. Os ventos da OTA são altamente desfavoráveis.
- Relatórios da British Air Authority e do Manchester Airport (recordar que o aeroporto de Heathrow, em Londres, é o que apresenta mais tráfego aéreo do mundo e um movimento de passageiros anual na ordem dos 67 milhões) aconselhavam a desenvolver as instalações da Portela até ao limite da sua capacidade, o que significaria que até 2020 a Portela teria um movimento de passageiros na ordem dos 21 milhões e indicavam que as soluções da OTA e do Rio Frio eram desnecessárias, e mais caras que as obras de ampliação da Portela.
- Em 1998, foi nomeada pelo Governo de António Guterres (em especial João Cravinho e Elisa Ferreira) uma Comissão de Avaliação do Estudo de Impacte Ambiental que chumbou o projecto da OTA. Apesar de não ser vinculativo, nem oficial, era suposto o parecer servir de apoio ao projecto do Governo. Como a decisão foi em sentido contrário, omitiram-se as conclusões do referido parecer, e alegou-se que não seria vinculativo por não serem suficientes ou válidas.
- As propostas para drenar os terrenos, desviar as ribeiras da OTA e de Alvarinho (recorrendo a uma barragem!!!!) e a terraplanagem da serra com 660 metros de altura a norte do enfiamento da pista principal, para garantir a funcionalidade da estrutura (a não ser que os aviões sejam como aqueles de exibição que fazem piruetas e se revirem todos para contornarem o monte mal descolam), e a possibilidade da pista de maior utilização ser aquela que corre risco de inundação, pelo facto de ser uma zona de alagamento, provam que a OTA é um projecto desequilibrado e inadequado.
- A OTA é uma zona classificada como zona de forte risco sísmico.
- As espécies de aves da zona, serão fortemente atingidas.
- Vai ser necessário desmatar 1100 hectares de terreno arborizado e remover biliões de metros cúbicos de terras, mas a primeira questão resolve-se facilmente com alguns incêndios, algo que já é tradicional em Portugal.
- Com a OTA, a TAP (!!!) vai falir. Como se sabe, o modelo de financiamento do aeroporto de Lisboa é semelhante ao modelo do actual aeroporto de Atenas. O pagamento da nova obra vai depender do valor das taxas aeroportuárias. As empresas Low Cost não querem utilizar infra-estruturas com taxas de alto custo, daí serem poucas as que operam em Lisboa e se deslocam para o Porto e para Faro, sendo a Madeira a próxima a beneficiar disso. Sendo a TAP responsável por, sensivelmente, 50% dos vôos em Lisboa (basta consultar a lista de vôos do aeroporto da Portela), em que as taxas aeroportuárias são despesas fixas e têm um peso enorme no seu orçamento, isso vai significar que se a TAP se mudar para a OTA, onde as taxas serão elevadíssimas, como acontece no aeroporto de Atenas, vai acontecer-lhe precisamente o mesmo que aconteceu à Olympic Airlines (a TAP da Grécia): declarar falência, porque era o maior cliente das infra-estruturas, foi obrigado a transferir-se para lá, e teria que suportar as elevadas taxas aeroportuárias. Em consequência de tudo isso, as Low Cost que operam em Lisboa, terão que abandonar definitivamente a cidade, por falta de capacidade financeira para suportar a herança deixada com a falência da TAP.
- A TAP já se encontra em maus lençóis. Apesar de ter gerado lucro, começa a sentir dificuldades em competir com as Low Cost, tendo já acabado os célebres "leilões da TAP", que vem justificado no website como não se justificando leilões, quando já existem promoções, como forma de competir com os preços das concorrentes mais baratas.
- Ideal, ideal, seria a realização de obras de ampliação da Portela (como sempre defendi) e a construção de um aeroporto numa zona como o Montijo ou Alcochete, com dimensões bem mais pequenas, nas quais possam funcionar as Low Cost, fazendo com que o consumidor tenha duas soluções: se exigir viagens baratas, mas menos conforto e mais tempo a chegar a Lisboa, opta pelas Low Cost e pelo aeroporto do Montijo ou Alcochete, se quiser conforto e mais facilidade no acesso a Lisboa, então opta pelo aeroporto da Portela e pelas empresas habituais, como a TAP. Esta medida já foi sugerida por diversos experts na matéria, pelo facto de toda a gente saber que para as Low Cost operarem basta um local onde funcionem as instalações, e uma ou duas pistas de aterragem.

Todos estes motivos justificam o meu NÃO à OTA! Realmente, trata-se de mais uma imbecilidade, teimosia e erro grave do Governo. Continuem a apoiá-los! A OTA é, realmente, um atentado aos cofres de qualquer Estado e à inteligência dos portugueses. Digamos que o Governo está a tentar... burlar-nos! Digamos que se todos ficarem de braços cruzados, a burla será executada com sucesso e sem que os criminosos sejam punidos! Enfim... dêem-lhes maiorias e deixem-nos continuar!

segunda-feira, março 19, 2007

ASAE

Pude observar recentemente através da imprensa televisiva e escrita, as acções levadas a cabo pela ASAE. Aliás, não são acções, são as mega-operações. Fiquei contente por ver que ainda temos algumas entidades públicas que trabalham e cumprem os fins para os quais foram criadas. Vi ontem na 2: uma entrevista ao Presidente da ASAE, António Nunes, que falou sobre a organização, as competências, sobre as operações recentes, etc.
Não obstante tudo isto, vejo alguns iluminados desta sociedade, os treinadores de bancada do costume, criticarem a notoriedade que é dada às acções da ASAE, falando em cobertura televisiva, como se de um filme de cinema se tratasse, ou de um jogo de futebol. Resumindo: trataram a cobertura das operações da ASAE como se fosse tudo show off e quase teatralizado, alegando que se estaria a dar protagonismo a esta entidade.
Na minha modesta opinião, não me choca nada que lhes dêem protagonismo. Talvez funcione como motivador para continuarem a trabalhar. Muito honestamente, se em troca de uns segundos de fama, eles continuarem a trabalhar da forma exemplar como têm feito, manifestando competência e cumprindo com os objectivos para que foram contratados e para a existência desta entidade pública então, por mim, até lhes podem dar 1 hora de exclusivo por semana. Têm feito um trabalho de excelente qualidade, têm provado que são dos poucos que ainda cumprem a sua actividade. Se são mega-operações ou operações mais pequenas, não importa. Não importa, ainda, que andem com câmaras de televisão atrás. Sempre mostram mais trabalho do que alguns que por aí andam cheios delas, e que só fazem asneira atrás de asneira em busca de protagonismo, mas sem dar trabalho feito em troca.
Já nos habituámos a ver as pessoas competentes serem crucificadas, um pouco por todo o lado. No caso da ASAE, reclamam da cobertura televisiva que é dada a gente que trabalha e trabalha bem. Paulo Macedo, ex-director-geral dos Impostos, também foi vítima do seu protagonismo. Trabalhou e muito bem, mas o ordenado que auferia era altíssimo. Um homem que ajudou o Estado a recuperar milhões, foi mandado embora porque ganhava o mesmo que Fernando Gomes na GALP, ou que Nuno Cardoso nas Águas de Portugal. A qualidade e quantidade de trabalho apresentada entre estes três é diferente, mas quem saiu foi o elo mais fraco... Paulo Macedo. Como vêem, dos poucos competentes que temos, não conseguimos segurar a maioria, e os poucos que sobram ainda levam um chuto no traseiro, porque "ganham demais", ou "têm uma câmara atrás". Pergunta: o crime compensa ou não? Resposta: nem sempre, mas na maior parte das vezes sim.

sábado, março 17, 2007

sexta-feira, março 16, 2007

Sobre o princípio da discriminação previsto na Constituição

Parece que os Angolanos não gostaram do Mantorras ter sido caçado com uma carta inválida face à lei portuguesa e decidiram carregar nos portugueses que se encontram em Angola. O que aqui está não é mais que o previsto no artigo 15.º da nossa Constituição, ou seja um princípio que permite ao Estado português discriminar os nacionais de outro Estado quando os portugueses não sejam beneficiados num país em algo que os nacionais deste país beneficiem no nosso. Ou seja, permite que só beneficiemos os estrangeiros em algo que os portugueses sejam beneficiados no país destes estrangeiros.
O que se passa na questão de Angola e das cartas de condução é semelhante. No entanto há aqui uma falha grave que os angolanos não conseguem perceber e que é a seguinte: a realidade portuguesa é completamente diferente da realidade angolana. Angola é um país sub-desenvolvido e que se pode classificar de potência emergente. Angola tem muito potencial, muito a explorar e a desenvolver, mas ainda não se encontra nessa fase. Ainda está a dar os primeiros passos rumo a esse desenvolvimento. Logo, a realidade angolana é completamente diferente da nossa. Somos um país inserido na União Europeia com índices de desenvolvimento já fixos, algo que Angola ainda vai demorar uns aninhos. A legislação e a realidade angolanas ainda têm de mudar muito, para que se possa confrontar o regime jurídico e a realidade angolana, à portuguesa. Até lá, é incomparável. Em Angola os índices de corrupção e de falsificação ainda são muito elevados, e a credibilidade de muitos dos seus documentos é baixa. Não têm a mesma tutela que os documentos emitidos por entidades portuguesas.
Assim sendo, só posso ver a mais recente sentença do Tribunal Angolano que condena 7 portugueses a penas de prisão ou a penas de multa por usarem cartas portuguesas, como uma mera vingança ao que se fez com o Mantorras e se faz com os angolanos. Eu se fosse os angolanos seria bom não começar a ir por aí, é que se os portugueses começam a fazer aos angolanos o que eles fazem aos portugueses, e a colocar os entraves e burocracia impostos aos portugueses que estão em Angola, alguém vai sair a perder, e não me parece que sejam os portugueses, dado que estes já perdem e bastante!

E agora?

Segundo noticia a imprensa diária, as mulheres funcionárias públicas, ganham mais do que os homens no mesmo ramo!

Mal posso esperar por começar a ver na televisão as famosas comissões feministas e as que defendem a igualdade da mulher, insurgirem-se contra o sistema actual e contra a sociedade. O que vão dizer agora? Que se justifica a mulher estar a ganhar mais do que o homem, porque durante décadas foi ao contrário? Paga-se um erro com outro? Estou mesmo ansioso por ouvir as declarações destas ditas comissões.

Definição de Advogado

"Para mim, um advogado é basicamente a pessoa que conhece as leis do país. Todos nós lançamos os dados, jogamos o jogo, movemos as nossas peças pelo tabuleiro mas, se surge um problema, o advogado é a única pessoa que leu as instruções da tampa da caixa"

Jerry Seinfeld

quarta-feira, março 14, 2007

Mais contas do Governo

Com a entrada em vigor do NRAU, o Governo apontou, desde logo, 20 mil actualizações de renda no espaço de um ano, num universo de 390 mil senhorios existentes em Portugal.
No final, o número de senhorios que procedeu à actualização das rendas e as comunicou foi de... 3! Não, não é 3%, são 3 senhorios.
Engraçado que a culpa, para não variar, é sempre de alguém menos de quem criou a legislação e o seu regime.
fonte: SIC

terça-feira, março 13, 2007

Afinal em que é que ficamos?

Em Portugal dá-se tudo aos privados, especialmente na área da saúde, o que eu considero gravíssimo. Não me venham com a teoria da economia de mercado global, etc, porque a saúde só deve estar em mãos de privados em último recurso.
Na Venezuela está a nacionalizar-se tudo, até mesmo aquilo que teria lógica caber aos privados prosseguirem.

E um meio termo? Não há? Será assim tão difícil?

segunda-feira, março 12, 2007

O Código Sócrates

Há aqui alguma coisa que não bate certo entre estas duas imagens! A 1.ª era um dos vários outdoors que poluíam Portugal durante as Legislativas de 2005, e a 2.ª é a capa de um diário popular do dia de hoje e cuja notícia podem seguir aqui.
Ou eu sou muito estúpido e muito burro e não consigo perceber o que estas duas imagens têm em comum (além do número 150.000), ou concluo que os portugueses que votaram PS foram ignorantes e não conseguiram traduzir as palavras de Sócrates quando ele se referiu aos 150.000 postos de trabalho, ou então anda aqui um grande mentiroso no meio de nós, foram todos embarretados e já não há nada a fazer! Devo referir que a última hipótese é a que me parece mais adequada à realidade e que a certeza de Sócrates ser mentiroso é algo que já sei desde os tempos em que era Ministro do Ambiente.

Já nesta altura se faziam contas duvidosas

sábado, março 10, 2007

Porque nós não nos esquecemos, nem deixamos que se esqueça...



... Março de 2005!

Valentim Loureiro quer ser julgado na TV

Segundo noticia o Expresso, Valentim Loureiro quer ser julgado num estúdio de televisão em directo para todo o país. Ora, que mais terá o major na lista de exigências? Que o Tribunal de juri seja composto por Joaquim Monchique, Silvia Rizzo e João Baião? Que a apresentação esteja a cargo de Júlia Pinheiro? Que nos intervalos da transmissão, enquanto são chamadas testemunhas, etc se ponha o homem do patinho da SIC a entreter os espectadores? E já agora a sentença poderá ser dada através de voto telefónico e electrónico dos espectadores com uma frase singela, que lance a votação, do género "Deve Valentim Loureiro sair da casa (prisão)?" E, se sair, teremos gente nos estúdios de televisão com pompons, confettis, galinhas, etc à espera do Major?
Calculo que a proposta de Valentim Loureiro deva andar perto disto que aqui se descreveu.

sexta-feira, março 09, 2007

FDL - 7, 8, 9 e 10 de Março de 2005


Foi há exactamente há 2 anos que se viveu um momento histórica na minha Faculdade. Depois de tantos anos oprimidos por sucessivos Conselhos Directivos que, contra tudo aquilo que era justo, sensato e até mesmo legal, os alunos da Casa da Justiça uniram-se e sem complexos protestaram contra as violações aos seus mais elementares direitos como alunos.
Não foi só o mapa de exames intolerável nem o fim da avaliação contínua para os alunos repetentes que fizeram despoletar a reacção que naqueles dias se viveram na FDL. Foi toda uma série de atitudes, que ainda hoje algumas permanecem (orais terríveis, recursos que não são vistos com a devida atenção, propinas altíssimas, aulas práticas com 50 alunos, etc), que ao longo dos tempos foram sendo executados contra os alunos.
Será sempre um marco na minha vida como estudante e certamente de todos aqueles que lá estiveram comigo, á porta da Faculdade, noite e dia, ao frio, sempre sem cessar, sempre sem vacilar.
"Somos nós, a Força da FDL somos nós; Sem Avaliação não abrimos o portão!"
PARA SEMPRE
Obrigado FDL

quinta-feira, março 08, 2007

Função Pública

Quinta-feira, 8 de Março de 2007, Grande Lisboa. Alguém se deslocou a um Instituto Público cerca das 9:20 da manhã para ir cedo e evitar grandes filas. Faltavam 12 senhas para que a pessoa fosse atendida. Vê-se só uma funcionária a atender, mas a pessoa fica crente que logo surgirão mais. 10h da manhã... 11h... 12h... já só faltam 2 senhas e continua a mesma funcionária a atender dezenas de pessoas. Perto das 12h50 chega a vez da bendita senha! Ao fim de cerca de 3h30 minutos lá passaram 12 senhas.
Essa pessoa é atendida e vai apresentar um pedido de bolsa profissional, no qual tinha que preencher um formulário e cuja entrega só poderia ser feita às 5.ªs feiras naquele mesmo Instituto Público, segundo alguém que tinha prestado essa informação 15 dias antes, mas como obteve a declaração tarde e teve outros contratempos pelo meio, não pôde ir 5.ª feira passada. Mal se senta, pergunta se está tudo bem preenchido, não fosse mais tarde aplicarem o que vem escrito na 1.ª folha do formulário de candidatura: "em caso de mau preenchimento ou de preenchimento deficiente de algum campo, o pedido será prontamente indeferido". A resposta que obtém é "aqui não confirmo nada, porque isto tem vir já bem preenchido, eu só recebo e entrego um comprovativo de entrega". Resumindo: esteve 3h30m para entregar algumas folhas de papel. Pergunta "mas se me disseram que é à 5.ª feira que se tratam destes assuntos, como é que eu sei se isto está bem preenchido e se não falta nada, dado que aqui não dá uma única instrução?". Resposta "a colega responsável não está cá hoje". Ou seja, supostamente só tratam daquelas situações uma vez por semana, conforme informação que obteve anteriormente, só existe uma pessoa no Instituto todo que sabe preencher aquele formulário e ainda por cima não está no único dia que se trata disso! Fantástico! Foi dito à pessoa em causa que se iria ver forçado a fazer uso do livro de reclamações para expor tudo o que se tinha passado até à data, pelo que prontamente lhe foi dito "só um minuto que vou falar com a minha chefe". Depois de 5 minutos de ausência (deve ter apanhado um transporte para falar com a chefe) lá surgiu com uma outra funcionária que se quer crêr que seja a chefe. Eis que esta pega nos ditos documentos, diz que está tudo bem escrito e diz que já não podem aceitar a candidatura à bolsa porque a candidatura devia ser entregue antes de iniciar o curso. É-lhe perguntado onde é que aquilo estava nas leis que a pessoa que estava na recepção havia entregue justificando ser o "regime jurídico do pedido de bolsas profissionais" e eis que lhe dizem que ali não está nada, mas que "as coisas são sempre assim". É dito que a declaração só foi emitida e entregue 2 dias antes do início do curso porque foi quando se inscreveu e quando tinha possibilidades de pagar o curso já que eles só pagam ao fim de "algum" tempo e a senhora diz "então porque é que não entregou isto antes?", ao que se responde "porque me disseram aqui que era só às 5.ªs feiras que se tratava destes assuntos e na 5.ª feira passada não pude passar neste mesmo Instituto dado que é o único que pode receber o formulário e mesmo que pudesse, o curso já se tinha iniciado um dia antes".
Quem estava na recepção a dar informações era um segurança que "filtrava" desde logo todo o tipo de pessoas, indicando para onde se deveriam dirigir. Quando chegou a vez da dita pessoa, o segurança deslocou-se ao gabinete de alguém desse instituto, trouxe consigo a legislação que se entrega a toda a gente sobre o assunto e o formulário e passou a informação das 5.ªs feiras. Era a única pessoa à qual se podia ter acesso e, se estava a dar informações a toda a gente, por algum motivo seria! Supostamente seria fiável!
A primeira coisa que a Chefe disse foi "se foi o segurança a responsabilidade não é nossa". Ao fim de uma longa troca de palavras, a pessoa lá conseguiu que a senhora visse que a responsabilidade sempre era deles, porque o segurança não ia inventar aquela informação toda e que em parte batia certo com o que elas lhe tinham explicado. Então qual foi a solução dada pela dita senhora? "Faça assim, peça aos tipos da empresa de formação que lhe passem uma declaração em como vai frequentar o próximo curso e depois traga cá isso e resolve-se o assunto". Ao que lhe é dito "não vou pedir à entidade que emita uma declaração falsa, porque eu estou a frequentar este, já comecei a ir às aulas e marco presenças neste". Conselho da senhora: "se falar com jeitinho, eles deixam-no assinar as presenças do outro curso e assim já bate certo com a declaração". Contra-resposta: "como deve entender, com ou sem jeitinho, não vou pedir a ninguém que emita declarações falsas, nem vou assinar folhas de presenças de cursos em que não participei". Ao que ela diz "pois, assim com estas coisas, lamento, mas já não posso fazer nada". Para terminar por ali o assunto, a pessoa ripostou com um "se a senhora tentar descartar a responsabilidade deste Instituto face a uma informação muito mal prestada e que me está a causar prejuízo, não só faço já reclamação no livro respectivo e conto que me tentou induzir a emitir declarações falsas e a induzir terceiros a fazê-lo, como sigo judicialmente com isto e além do curso ainda me pagam mais alguns trocos".
O assunto resolveu-se com um "venha até ali ao meu gabinete e vamos falar disso". 2 minutos depois o assunto estava resolvido.
Esta história é verídica em todo o seu conteúdo!

quarta-feira, março 07, 2007

Carolina Salgado em disco!

Ela até se ajeita com os microfones, e já lançou discos, foi capa de revistas e deu conferências e autógrafos. O que lhe falta? Lançar um disco e plantar uma árvore!
Já tem um filho e já escreveu um livro. Falta-lhe a parte de plantar uma árvore, sobretudo uma através do qual se extraia papel em quantidades suficientes para compensar aquelas que foram gastas na impressão do seu livro. Só lhe falta cantar! Acham que o seu disco ia vender tanto quanto os seus livros, dado que em Portugal tudo é possível? Diz-se que os EUA são a terra dos sonhos, mas Portugal é a terra onde os sonhos se realizam! Vou deixar uma proposta para um disco da Carolina Salgado a lançar um dia destes.

Título: Só para te ver (atrás das grades)

1- Uma casa (de alterne) portuguesa
2- Dá-me o braço (e uma nota) anda daí
3- Havemos de ir a Badajoz
4- Com que cara
5- Valentim
6- Estranha forma de vida
7- Ó Careca
8- Madrugada do Calor da Noite
9- Libertação
10- Não é desgraça ser alternadeira
11- "Malmequer" pequenino
12- Há festa no Calor da Noite
13- Cansaço
14- Ai Jorge Nuno

P.S.: Para quem não percebeu, todos estes títulos são canções de Amália Rodrigues, alguns com a devida adaptação.

Aos...

meninos e colegas de turma com os quais almocei hoje.
A "verdade verdadinha" é que eu gosto mesmo de vocês! Mesmo mesmo! ;)

Contem-me coisas novas

O que falta ao Governo
Para nossa infelicidade, o diploma que visa regular o consumo de tabaco que vamos ter, é muito, muito mais fraco do que o projecto apresentado em Abril de 2006. Já nessa altura tive oportunidade de elogiar o projecto e de lançar as minhas desconfianças quanto ao período de tempo que aquele projecto de lei se iria aguentar, no blogue ipsis verbis. Como se pode observar, não sou eu que implico com o Governo, são mesmo "eles" que não têm algo para levar as poucas ideias e projectos louváveis que têm, para a frente! Já tinha "visto" tudo mal vi uma lei restritiva e mal vi, dias depois, o Governo ceder aos empregadores porque queriam ter locais onde se fumasse. Logo se insurgiram outros quantos indivíduos e começou o castelo de cartas a desmoronar.
O Governo cedeu e muito, sobretudo porque existem interesses em causa, como o das tabaqueiras, e dos restaurantes. O ridículo é que estes governadores não têm visam das coisas e nem sequer olham para os exemplos lá de fora. Esses exemplos vão dizer-nos que cafés e restaurantes sem tabaco aumentam o número de clientela, mesmo entre aqueles que fumam, que preferem estar num local sem fumo! Não percebo porque é que eu, um licenciado em Direito, sem grande experiência de vida e com muito menos meios que o Governo para observar o mundo à minha volta, consigo ver coisas que eles não conseguem! E isto não é fantasia minha. Passa nos telejornais, aparece nos jornais, etc. Ou seja, informação disponível a todos. Muitos outros cidadãos vêem o mesmo que eu. Mas o Governo não vê, ou não quer ver. Digo que não quer ver porque existem os tais interesses acima referidos que devem ser mais protegidos do que o Direito à Saúde de 10 milhões de portugueses e 500 mil imigrantes! Mais uma vez, os custos económicos que isso poderá acarretar devem ser prioridade face à saúde.
A propósito, estou curioso por saber como é que o Governo vê o facto de ser cada vez menor o número de jovens fumadores. Lá se vai a receita do Estado.
Quando eu dava tudo para estar errado quanto à minha opinião sobre o vacilo do Governo, para o bem de todos nós. Mas o Governo cedeu (e não foi pouco) e com isso voltamos a perder todos nós e até os agentes económicos ligados aos restaurantes e cafés.
É triste mas, este Governo representa cada vez menos a opinião e a vontade da maioria. Repito, a saúde pública deveria ser um bem inviolável. Depois das maternidades, das urgências, da educação e da segurança, voltam a tocar na saúde, mas desta vez de forma geral. Sócrates quer seguir o exemplo de Zapatero com uma lei permissiva, e nós seguimos o exemplo dos milhões de pessoas que se sujeitam ao tabaco. Mas já consigo ouvir a voz dos aparelhistas, que vão defender que esta é a melhor lei de sempre e que foca e combate os principais problemas decorrentes do consumo de tabaco. O fumo é proibido em locais com menos de 100 metros quadrados, mas em espaços com tamanho superior a este perímetro (por exemplo 101 metros quadrados), já se pode reservar 30% desse espaço para fumadores. Em centros comerciais vai haver uma área específica para fumadores e o período de adaptação para os mesmos é de 1 ano. Demoram tanto tempo a adaptar-se? 30% para fumadores é demais, a não ser que se garanta que não passa um pouco de fumo que seja para a área de não fumadores. Apesar de não estar má, esta lei deixa muito a desejar, como o caso dos estabelecimentos de ensino superior, que permitem que se fume no espaço exterior, ou os postos de trabalho que criam salas de fumo próprias, e que normalmente coincidem com a sala de café. São estas pequenas coisas que fazem a diferença e que me fazem ver esta lei como fraquinha e triste. Faltou coragem para cortar por completo no mal. Esta lei é incrível e triste. Muito triste!

Sondagem

Na recente sondagem "O que deveria acontecer a quem foge aos impostos?", 24% acha que "Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão", 18% acham que devem ficar sujeitos a "trabalhos comunitários" e deveria haver um "aumento da pena".

Próxima sondagem tem como ponto central a nova lei do tabaco. Votem na coluna da direita!

terça-feira, março 06, 2007

Prison Break: brutal!

T-Bag está fantasticamente bem conseguido
Prison Break não é uma série, é uma mega-série. O enredo, a conspiração, os personagens, tudo tem a sua dose de realismo. É uma série que faz ficar constantemente a ver "o que se passa no próximo episódio". Pessoalmente, não me lembro de alguma vez ficar assim com alguma série ou filme. Há séries muito boas por aí, mas cuja "dose" de visionamento não justificam ver uns episódios atrás de outros. Com Prison Break é diferente. Fica sempre a curiosidade e a ansiedade sobre o que se vai passar a seguir. Muitos dizem que "Lost" tem o mesmo efeito, no entanto como não acompanhei de início, não me posso pronunciar.
Prison Break é uma série genial, com uma mensagem bastante directa sobre a realidade do nosso sistema e com um "plot" fantástico. Cada personagem tem características próprias e são todos muito diferentes uns dos outros. No entanto, todos têm os vícios comuns a todos os humanos, como por exemplo a ganância ou o facto de serem capazes de fazerem sacrifícios pelos outros se, com isso, também tiverem algo a ganhar. O personagem que mais vida dá à série é o do T-Bag. Fantástico e realista demais!
A quem ainda não viu, não sabe o que perde. Prison Break é mesmo... BRUTAL!

Feliz Aniversário Bar Velho Online!


No passado dia 24 de Fevereiro o Bar Velho fez 2 anos, tendo no entanto a data passado em claro pelos seus membros, talvez devido ao stress dos exames da Ordem dos Advogados. Esta foi uma ideia idealizada por alguns amigos, colgas de curso da FDL, que o tempo fez com se tornasse numa ideia bem conseguida, num espaço de pluralismo e de discussão, seja ela mais ponderada ou mais radical. Este é também um espaço dos alunos da FDL, licenciados ou ainda em formação. Um sítio onde todos são bem vindos, onde quem gosta da Faculdade pode smepre vir dar a sua opinião acerca da vida da nossa Casa.
Quanto a mim, fico feliz por passado todo este tempo e algumas zangas pelo meio, este projecto ainda sobreviva. Espero que assim seja por muito mais tempo, sempre com a mesma intensidade e prazer.
Esta será também uma semana de comemorações neste blog, pelos motivos que alguns se recordam. Ninguém, com amor á nossa FDL, se esquece da semana mais emocionante das últimas décadas na Gloriosa.

Uma possível proposta para encher os estádios

O futebol português enfrenta uma crise enorme, nomeadamente porque os clubes não praticam bom futebol, a saúde financeira está debilitada e porque apresentam estádios às moscas. Os preços dos bilhetes nem sempre ajudam, no entanto creio que se poderia dar uma nova vida aos estádios portugueses que lotavam até meados dos anos 90.
Uma possível proposta para promovera ida do público aos estádios passa por atribuir prémios aos clubes que apresentem maior percentagem de público no seu estádio ao longo da época. Normalmente a UEFA atribui uma vaga extra na Taça UEFA ao país que melhor fair-play (menos cartões) apresentar ao longo da época anterior. Creio que em Portugal se poderá fazer algo semelhante, em particular a atribuição de pontos ao clube que tiver a maior % do estádio cheio ao longo da época. Como se poderá concretizar esta ideia?
Em cada jogo dos campeonatos nacionais, são reservados alguns lugares para os adeptos da equipa visitante. Estes teriam que ficar de fora das contas da dita % sob pena de ficarem lugares vazios sobretudo em jogos entre rivais directos, só para que o adversário não pudesse beneficiar com isso. Excluíndo a % reservada aos adeptos visitantes, só contará a lotação reservada aos adeptos da casa. Por exemplo: se o Estádio da Luz leva 65 mil espectadores, num jogo contra o Porto, 2.ooo lugares não contavam. Pelo que teríamos 63 mil lugares a que correspondem 100%. Se o estádio só tiver 56.700 espectadores... isso vai dizer-nos que o Benfica teve uma lotação de 90% nesse jogo. Assim se fariam as contas para todos os jogos do campeonato. O clube que tivesse maior % de preenchimento do estádio no final da época, seria brindado com 3 pontos que poderão ser úteis na luta pelo título, nos acessos à Taça UEFA e Liga dos Campeões, ou até na fuga à despromoção.
Os adeptos teriam como motivante assistir aos jogos no Estádio, porque estariam a ajudar o próprio clube, os adeptos visitantes não influenciariam nem estragariam as contas, e os clubes teriam que baixar o preço dos bilhetes para terem os estádios cheios. Naturalmente que saiem destas contas entradas no Estádio a custo 0, ainda que nem assim muitos clubes consigam chegar a 1/3 da lotação, como se vê de vez em quando.
Esta ideia é muito embrionária e se for trabalhada talvez possa resultar daqui algo positivo para o futuro do futebol português e para voltarmos a ter estádios cheios como antigamente.

segunda-feira, março 05, 2007

Carolina Salgado volta às origens

Carolina Salgado vai pousar para a revista GQ de Março, por 7.500 euros. A foto acima é uma das várias que constarão nas páginas da revista.
Disto, concluo várias coisas:
- Carolina Salgado tornou-se uma alternadeira, não de luxo, mas fina (antigamente recebia 50 euros por dar os 3 e mais 5 por engolir, enquanto hoje só por tirar a roupa já leva 7.500 euros);
- A GQ faz um péssimo negócio, porque não ganha nada com estas fotografias. Porquê? Não vão mostrar nenhuma coisa que nunca ninguém tivesse visto. Os portugueses em geral, e os nortenhos em especial, puseram mais vezes a vista em cima da Carolina Salgado nua do que em notas de 5 euros. A revista não nos traz nada de novo, a diferença é que agora em vez de se apresentar aos clientes com roupas do Continente e da Feira do Bulhão, apresenta-se com algumas marcas minimamente de luxo. A alternadeira é a mesma e até já apresenta umas varizes.

Resumindo: já dizia o outro que novidade não é o cão morder o homem, mas o homem morder o cão.

Casa Blanca organiza espectáculos no céu!

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A empresa de lavagem de dinheiro, ops... de espectáculos, Casa Blanca, consegue ultrapassar todos os limites. Se formos ao site deles, e formos a "Próximos Espectáculos", podemos ver que vão organizar espectáculos com P. Diddy, Janet Jackson, J-Lo, Snoop Dogg e... Michael Jackson! Michael Jackson vai voltar a actuar para os seus fãs e logo em espectáculos para angolanos!
No entanto, o Casa Blanca, que já se habituou a ultrapassar todas as barreiras, desta vez vai ainda mais longe: vai organizar um espectáculo com técnicas de medium à mistura, com artistas que estão no céu! Não acreditam? Vão ao site do Casa Blanca e vejam que eles vão levar a Bruxelas para o Festival Internacional de Apoio a Angola "FestiAngola" cantores como Bonga, Alexandre Pires, Tracy Chapman, Michael Jackson, Peter Gabriel, Sting, Rolling Stones, Phil Collins (só metade destes já é bem melhor que o Rock In Rio), Luciano Pavarotti, Laura Pausini, Eros Ramazzotti e... Raul Indipwo!!!! O cantor ex-duo ouro negro, faleceu em Junho do ano passado, mas o pessoal do Casa Blanca vai conseguir trazê-lo a Bruxelas!
Bilhetes a 50 euros é pouco. Quem traz mortos a cantar, deveria cobrar bem mais pelo espectáculo! Obrigado Casa Blanca, por realizarem os nossos sonhos. Quem se seguirá nos vossos espectáculos: Frank Sinatra e James Brown?

domingo, março 04, 2007

O melhor ministro do Governo de Sócrates?

"Foram apresentadas como uma espécie de tábua de salvação para os milhares de utentes sem médico de família, mas a verdade é que, seis meses depois do lançamento, os resultados das unidades de saúde familiar ficaram muito aquém do esperado. Apenas 64 mil portugueses ganharam médico, quando o ministro tinha acenado com um número bem mais chorudo: 225 mil."

Fonte: Público

Correia de Campos tem sido apontado por muitos "intelectuais" e "críticos" como o melhor Ministro do Governo de Sócrates. Apontam como motivo o facto de ter tomado bastantes medidas e de ter mudado o panorama da saúde. No entanto, depois de se encerrarem maternidades e urgências, e depois de medidas que poderiam ser bem vistas aos olhos de todos apresentarem os resultados indicados acima, pergunto: se este é o melhor ministro e tem este tipo de medidas e de "trabalho feito" apresentado, o que dizer dos outros?

sábado, março 03, 2007

Em Portugal também se celebra o ano do porco...

Na China celebra-se o ano do porco durante o ano de 2007. No entanto, a influência dos chineses no nosso país é cada vez maior e a prova disso mesmo são as práticas de algumas entidades públicas que não deixam o "espírito do porco" que se vive este ano, morrer.