quarta-feira, fevereiro 28, 2007

A festa continua...

"Mais de dois mil imigrantes inscreveram-se nas provas que, sábado, lhes poderão abrir as portas da nacionalidade portuguesa. É um dos requisitos da nova lei da nacionalidade, em vigor desde Dezembro passado: estrangeiro que queira ser português tem de demonstrar que conhece "suficientemente a língua" lusa. A primeira ronda de testes realizou-se a 20 de Janeiro. Inscreveram-se 952 estrangeiros, compareceram 597. Destes, 511 tiveram nota positiva. Para a segunda volta, que decorrerá a 3 de Março, o número de candidatos quase triplicou: 2680, segundo apurou ontem o PÚBLICO junto do Ministério da Educação. As inscrições fecharam no domingo passado. Em 2005 - o último ano referido nas estatísticas oficiais - deram entrada 3802 pedidos de naturalização. Destes, 1655 tiveram resposta positiva."

fonte: Público

Atribuir nacionalidade portuguesa faz-me lembrar aquele tipo de festas em que se querem encher os recintos e então começa-se a distribuir convites e free passes a qualquer um. No fim a festa não rende dinheiro nenhum e quem lá esteve conseguiu divertir-se tanto quanto se tivesse pago.
Não percebo, juro que não percebo, o que é que passa pela cabeça dos nossos governantes em permitirem que mais imigrantes continuem a entrar no nosso país (possivelmente temos poucos) e, não obstante a sua entrada, a atribuição de mais nacionalidade portuguesa. Qualquer dia os portugueses genuínos serão cada vez menos, e vamos passar a ter luso-ucranianos, luso-brasileiros, luso-africanos no Parlamento. Com um bocadinho de sorte, no meio de tanta gente, talvez haja uma vaga para assessor de um Ministro para um português.
Repito: não sou xenófobo, nem sou racista, mas tem que haver limites na imigração e na concessão de nacionalidade portuguesa. Tem que haver políticas de imigração mais restritivas.
É impressionante como o Estado português não impõe limites, nem mete mão nisto. Impressionante...

3 comentários:

postquesequer disse...

O fenómeno imigratório para a UE não cessará, nem pode, enquanto os europeus não voltarem a ter indíces de natalidade positivos.
Parto do princípio que esta premissa fundamental não é tida em conta quando observas e comentas, muitas vezes com razão, os problemas resultantes da imigração.

Pedro Sá disse...

O requisito da língua é uma medida do mais elementar bom senso !

RICARDO PITA disse...

"não sou xenófobo, nem sou racista". perante tudo que tenho lido neste blog não tenho duvidas que não és xenofobo nem racista lol