domingo, dezembro 31, 2006

Sobre a Pena de Morte

Tal como relativamente à tortura, sou contra a pena de morte. Pode o agente ter praticado um crime hediondo, terrível, altamente censurável, que ainda assim, sou contra a pena de morte. Relativamente à prisão perpétua, sou a favor, para certos tipos de crime.
Baseio a minha opinião no facto de, ao estar a mandar que seja aplicada a pena de morte a alguém, o Juiz, o Chefe de Estado, ou quem quer que a ordene, está a colocar-se num plano superior ao da pessoa humana. E, nesse aspecto, caros amigos, acima do ser humano, não há nenhum outro, a não ser para aqueles que acreditem em Deus, no Universo, numa Energia, ou simplesmente... em "Algo".
Assim sendo, não faz sentido nenhum, que um ser humano se superiorize a outro, ordenando que ele não merece a vida que tem. Ninguém é Deus para decidir isso, nem mesmo os representantes do Estado. Só o dono da sua vida, quem habita naquele corpo, é que sabe se quer continuar a viver ou não. Tirando o próprio, mais ninguém pode ordenar a alguém que deixe de viver. É censurável este tipo de decisão.
Não obstante isto, punir alguém com a pena de morte é tão censurável como o homicídio praticado por alguém. E aqui, sigo o argumento de estar a punir um crime com outro. Isto, no meu entender, não é forma de se fazer justiça. É tão censurável matar uma pessoa, como alguém, apenas por ser juiz, mandar matar alguém, seja homicida ou não.
Por estes motivos, sou contra a pena de morte em qualquer parte do mundo, bem como a torturas. Ninguém tem o direito de submeter ninguém a torturas, nem mesmo um Tribunal!

2 comentários:

Jaime disse...

Não haverá um problema com o argumento: também se pode dizer que quem manda prender outra pessoa está a colocar-se acima da condição humana, pois só Deus pode privar alguém da sua liberdade. Por esta ordem de ideias, a pena de prisão também não se devia poder aplicar. (Sou contra a pena de morte.)

Jaime
www.blog.jaimegaspar.com

Joana disse...

Estou totalmente de acordo com o DJ. Sempre afirmei que o Estado não pode ter poder de decidir da vida ou morte dos seus cidadãos. É absurdo.