domingo, outubro 29, 2006

O Pior FDLiano de Sempre

Eu sei que são vários os candidatos a esta nomeação, mas decidi escolher o João Vale e Azevedo pela forma como envergonha o Direito, a Advocacia e sobretudo o bom nome da FDL. Para mim é mesmo o pior de todos. É uma vergonha para todos aqueles que pertenceram àquela casa, saberem que aquele espaço já foi partilhado por este indivíduo. E, ainda, foi dirigente associativo.
Sobre dirigentes associativos, também é melhor não falar, porque temos imensos candidatos a pior dirigente associativo de sempre. Exemplos recentes então... Bem, é melhor ficar-me mesmo pelo pior FDLiano de sempre. Dêem as vossas sugestões.

Pior português de sempre

Na sequência do desafio lançado pelo Inimigo Público, no sentido de se decidir quem será o pior português de sempre, venho dar a minha opinião.
Para mim, o pior português de sempre é D. Sebastião. Existirá algo pior do que ter um Rei que:
  • não se esforçou por ter descendentes;
  • era gay;
  • pensava que podia fazer mais do que realmente conseguia;
  • só pensava nele;
  • deixou Portugal à disposição dos espanhóis;
  • estoirou os cofres do Estado em luxos desmedidos e ambições utópicas;
  • fez dos portugueses, os primeiros kamikazes da História;
  • depois de fazer a porcaria toda que fez, desaparece em Alcácer Quibir, sem deixar rasto (sim, eu não acredito que ele morreu em campo. Desapareceu, mas com medo. Egoísta como era, duvido que tenha ido na frente de ataque. Não teve foi coragem de voltar mais.).

E vocês? Qual é a vossa sugestão?

sábado, outubro 28, 2006

Um Governo à Benfica

Desde o início da sua governação que vejo o actual Governo a pedir "tempo" para que os projectos e medidas do mesmo venham a surtir efeito. Uma série de medidas polémicas, trouxeram Sócrates e os seus para a berlinda. De entre essas medidas, temos os Ministros da Economia e Educação na arena, prontos a serem devorados pelas feras. Temos ainda Ministros cuja esfera de acção é tão reduzida que mal se dá conta que os mesmos existem.
No meio de tudo isto, Sócrates parece-se com Luís Filipe Vieira. Pede "tempo" para que os portugueses vejam o surtir de efeitos das suas polémicas, e trapalhonas, medidas, da mesma forma que LFV pede aos benfiquistas que tenham paciência que a equipa começará a jogar à Benfica brevemente. LFV pede que aplaudam a equipa e as medidas mesmo quando as coisas não correm bem, da mesma medida que Sócrates pede a compreensão dos portugueses, que o Estado começará a funcionar como deve ser brevemente. LFV diz ainda que não governa "com assobios e lenços brancos", em resposta à contestação feita ao treinador. Ora aí está algo que gostaria de ver o PM dizer, perante as consecutivas greves e manifestações. Só falta mesmo pronunciar estas palavras para ter o discurso semelhante ao de LFV. A diferença é que se se pronunciasse, ao contrário de LFV, assistiria ao aumento do coro de assobios e aos lenços brancos, para que ele não governasse... de vez!
Depois temos um grupo de Ministros que se assemelham a Fernando Santos. Nas campanhas eleitorais é bonito de assistir a coisas como "os impostos não aumentam", "temos condições para eliminar o deficit", 150.000 postos de trabalho, entre outras promessas. Mal tomaram posse, assistimos à frase do costume "desconhecíamos que a situação fosse tão calamitosa", "pedimos desculpa, mas as condições são diferentes das que esperávamos", etc. Depois de violarem as promessas, decidem tomar uma série de medidas que afundam mais ainda o país. Mas, para não variar, a culpa nunca é das suas medidas e inovações ridículas. A culpa é sempre de alguém ou de qualquer outra coisa. Eles são sempre competentes. Assim também é Fernando Santos. A culpa é da defesa, é do nervosismo, é do adversário ser muito poderoso, é do ataque porque falham golos, é porque há expulsões. A culpa é sempre de algo ou de alguém, mas nunca do treinador que decide o que é que a equipa deve fazer em campo. No mesmo sentido se pronunciam os ministros: "a culpa é do excesso de professores", "a culpa é da função pública", "a culpa é do Presidente Cavaco quando era PM", e a última delas (a mais deliciosa) "a culpa é dos consumidores". A culpa é de todos, menos dos próprios.
Com tudo isto, continuamos a viver de vitórias morais (o Benfica porque joga bem e o Governo porque invoca ter tomado medidas que precisavam ser tomadas e alguém teve coragem para as levar adiante), e resultados nem vê-los. E, no fim de tudo, continuamos a ver os nossos vizinhos a evoluírem, e nós eternamente à busca dos benditos golos, das almejadas vitórias e do tão desejado campeonato (tanto no Benfica, como no Estado).

quinta-feira, outubro 26, 2006

A Injustiça da Taxa de Justiça

Vejamos o seguinte cenário: estou eu descansado da minha vida, sem dever o que quer que seja a alguém, ou sem fazer nada que me impeça de ter a consciência tranquila no respeitante a deveres e direitos decorrentes de relações civis, quando de repente sou notificado num processo para, se estiver interessado, deduzir oposição ou contestar (conforme o processo que esteja em causa), sob pena de, ao fim de determinado tempo, ser dada razão à outra parte. Supondo que qualquer pessoa pode propôr as acções que quiser, contra quem quiser, a outra parte defende-se se quiser também. Ainda que as acções não tenham fundamento ou legitimidade, devemos sempre deduzir oposição ou contestar.
Surge um pormenor: após deduzir oposição ou contestar, tenho até 10 dias úteis para proceder à autoliquidação da Taxa de Justiça, sob pena de ver ser-me aplicada uma multa, ou então o desemtranhamento da contestação.
Pergunto até que ponto será justo que quem se defenda deva pagar o que quer que seja ainda antes de lhe ser dada razão a si, ou à outra parte. No meu ponto de vista, esta Taxa de Justiça (varia conforme o valor da causa, mas pode ir até 1 UC, que equivale a 89 Euros) só deveria ser paga pelo réu se este tivesse dado razão à acção, ou se visse ser-lhe aplicada uma sentença que o condenasse ao pagamento da respectiva indemnização exigida pelo autor. Assim, faria sentido, dado que aquela pessoa que perdeu a acção, seria a que havia motivado todo o processo, por qualquer motivo que seja: quer seja incumprimento de contrato, quer seja não pagamento de um montante, etc.
Agora supondo-se que o Autor não tem qualquer interesse processual na causa porque as causas que o levam à propositura da acção, decorrem de falhas suas, deverá o Réu pagar uma Taxa de Justiça que pode ter valores elevados? Conforme disse, esse pagamento deveria ocorrer apenas no final do Processo e se for dada razão ao Autor. Caso contrário, isso poderá legitimar que diversas pessoas proponham acções contra outras, que tenham poucos recursos económicos e que, desconhecendo do pagamento da Taxa de Justiça, o deixem passar, ou paguem o errado e consequentemente possa dar-se o tal desentranhamento da contestação e quem fica a ver navios será um réu que se viu numa situação de fragilidade económica e não tem como pagar as custas de um processo que se está a decorrer naquele momento foi por culpa do autor. Será esta situação justa?
Outra situação injusta com esta Taxa: a TJ deve ser autoliquidada, ou seja, deve ser o praticante do acto a ter a iniciativa de pagar a Taxa de Justiça. Ainda assim, se o réu é notificado para proceder ao pagamento da Taxa de Justiça, será que podemos exigir ao cidadão comum o conhecimento sobre o que seja, sequer, a Taxa de Justiça? Ou poderemos exigir-lhe o conhecimento do que é a "autoliquidação"? Sejamos sinceros, e admitamos que não. Das duas uma: ou deve ser o funcionário da secretaria do tribunal, a informar que o réu deve proceder ao pagamento da Taxa de Justiça no valor de X, ou então, devem as partes ser notificadas para proceder ao pagamento da Taxa de Justiça de X e de enviarem o respectivo comprovativo, sob pena de multa ou desentranhamento. A notificação deve, ainda, ser enviada através de carta registada e não deve ser feita através de notificação postal simples. Deste modo, não poderão ocorrer falhas de entrega de correspondência, correspondência extraviada, e ficará a certeza que o réu e o autor foram, efectivamente, notificados.
Acontece que não fazem a notificação por carta registada, por questões de economia dos tribunais. E graças à economia dos tribunais, temos um funcionário do tribunal que pode informar mal (como sei que aconteceu), temos um tribunal a considerar que se a carta não foi devolvida, é sinal que chegou ao destinatário (ainda que tal não tenha acontecido), etc.
Esta Taxa de Justiça é muito justa, não acham?

quarta-feira, outubro 25, 2006

Declaração

Foi com espanto que reagi a uma notícia dada por um grande amigo meu. Essa notícia consistia com o facto de alguém ter conotado a minha pessoa a um dos 3 intervenientes de um blogue bastante triste que por aí anda, com o nome Aborto e a direito. Segundo consta, esse mesmo meu grande amigo recebeu uma chamada do Stoffel, que lhe perguntou se ele sabia quem era a pessoa que escrevia nesse dito blogue. Mediante a resposta que lhe foi dada, teve como reacção que seria eu essa mesma pessoa, que desconfiavam, etc e que iriam mover queixa-crime contra desconhecidos, mas com a certeza que era eu. Fiquei chocado!
A todos os que possam eventualmente espalhar esse boato ou possam ouvi-lo por aí vindo de alguém, tenho a afirmar uma de várias coisas, que não são surpresa para ninguém: não me refugio em blogues onde as pessoas recorrem ao anonimato para passar a sua mensagem e/ou ofender terceiros; identifico-me sempre que tenho algo a dizer e toda a gente sabe que digo coisas positivas e negativas de qualquer tipo de pessoa; todos os dias desde as 8 da manhã, até às 20 da noite encontro-me fora de casa, não tendo tempo para me dedicar a blogues no local de trabalho (excepção se faça a este post, que teve mesmo que ser escrito dado a gravidade da situação); o meu tempo na FDL já terminou. Tenho vida própria, fora da FDL, raramente lá apareço, e tenho mais que fazer do que me dedicar a esse tipo de assuntos. Naturalmente dediquei um post ao assunto das listas, dado ter andado nas lides associativas 3 anos, e dei a minha opinião sobre o assunto como os meus demais amigos. Dediquei ainda um post à praxe, por ter total afinidade a esta tradição académica e porque entendi ser pertinente fazer uma crítica ao que estava bem e ao que estava mal. Tirando isso, não só não apoio quaisquer lista, como me desliguei por completo desse tipo de assuntos, porque a minha altura já passou. Essa luta académica deixou de ser minha, e passou para outras pessoas. Assim sendo, o destino que pretendo dar à minha contribuição no Bar Velho Online é dedicar-me exclusivamente a assuntos de cariz social e político, deixando definitivamente os assuntos académicos para quem os realmente vive.
Neste sentido, excluo qualquer responsabilidade de posts escritos em blogues alheios ao Bar Velho Online (onde sou co-autor) ou ao Ipsis Verbis (o meu blogue privado), dado só ter como único registo em quaisquer bloggers que sejam, o user DJ. Só tenho 2 blogues e 1 username. Logo, todos aqueles que me associam a todo e qualquer tipo de actos criminosos e de baixo nível, não passam de pessoas muito fracas e muito pobres que tentam denegrir a imagem de quem nunca cometeu qualquer tipo de infracção do género.
Apoio toda e qualquer iniciativa que qualquer um dos "desconfiados" inicie, no sentido de apurar os verdadeiros autores desse tipo de blogues e posts. Quando quero falar algo de alguém, recorro a um dos dois blogues que possuo, e digo o que tenho a dizer.
Por último, uma palavra a todos os inúteis, mentecaptos e idiotas que insistem em fazer campanha contra mim e contra todos aqueles que já deram o seu contributo, mais que positivo, à FDL. Não passam de ingratos, que recusam dar valor a quem muito fez por aquela que é, e sempre será, a minha casa.
Esta é a minha única declaração sobre este tipo de boatos que pessoas como Pardal e outros, andam a desenvolver sobre a minha pessoa e como o Stoffel tentou ontem colocar mais umas achas para a fogueira. A cobardia é tanta, que em vez de conversarem comigo sobre o tema em causa, preferem contactar terceiros e retirar as conclusões que bem entendem e fazerem questão de comentar as suas conclusões idiotas com outras pessoas. Isso, são actos cobardes, muito tristes e não sou eu que vos vou dizer qual seria a atitude mais correcta a ter neste tipo de situações.
Não faço ofensas a pessoas, não recorro ao anonimato ou a nomes ocultos, e não tenho nem tive nada a ver com outro tipo de blogues que não aqueles dois em que escrevo.
De referir que qualquer tentativa de difamação ou atentado ao meu bom nome, culminará com uma queixa-crime sobre os agentes praticantes de tal acto. Há boatos e boatos. E com certas coisas não se brinca de forma alguma.
Obrigado a todos pela atenção.
Sem mais, subscrevo-me e este assunto fica por aqui, no que toca a mim.


Alexandre Teixeira Guerreiro

segunda-feira, outubro 23, 2006

A minha visão das coisas

"As opiniões são como as vaginas:
cada um tem a sua e dá-a a quem quer"
Ruth Remédios

Frase mais brilhante, não há! Não tenho vagina física, mas tenho vagino-opinião! E vou passar a dá-la ao povo, sob pena de passar por puta barata que faz questão de se dar a tudo e todos. Era bom que todos comessem esta minha vagina. Era sinal que a minha mensagem realmente tinha influenciado muitas mentes (algumas delas fraquinhas, outras tacanhas) por este mundo fora.
Vou passar a opinar sobre um tema polémico (mesmo como eu gosto), para não variar: a AAFDL, as Listas e afins.
Sempre disse que nunca houve anjinhos nesta história (recente) do Couto querer ser Presidente da AAFDL. Admitam, o rapaz tem tanta legitimidade, como qualquer outro, para querer ser Presidente, e tem muito mais competência do que muitos desses que por aí andam que têm tanta legitimidade quanto ele, para se candidatarem ou quererem ser. Sempre me disseram que querer é poder. Aqui não é bem assim a história. Querer não está ao alcance de todos, mas de alguns. Continuo ciente que estava a ser tudo preparado para que fosse dada mais legitimidade a um candidato, do que a outro e aquele dia 27 de Março serviu como alerta. Ele bem pode ter aquelas 2 salas cheias de gente para votar nele, mas ao menos toda a gente sempre soube com o que pôde contar dele (para o bem ou para o mal). Ao menos há transparência. Independentemente de agradarem os meios ou os fins, ninguém o pode acusar de falta de transparência. Ao contrário dele, vi insurgirem-se outros naquela sala que sempre tiveram esquemas e projectos para levarem a água ao seu moinho e por entre o oculto sempre delinearam os seus esquemas, sem que ninguém desse conta deles os desenvolverem. De repente, lá surgiam certas coisas sem que muitos soubessem a sua origem. Vá lá... toda a gente sabe que o truque mais velho para se conseguir ter algo onde quer que seja é ir para os copos com as pessoas certas. Quem vai para os copos com aqueles que vão ocupar um cargo elevado, ocupam-no ou já o ocuparam, sabem que conseguem sempre qualquer coisa. Esta regra tem uma excepção: se o tipo for um idiota e mesmo tomando copos, cometer erros e obrigar os gajos a pensar "porra este gajo é um urso". Aí é burrice mesmo. Um gajo minimamente normal safa-se sempre indo para os copos com as pessoas certas e assim conquista as suas coisas.
É por isso que naquele dia 27 de Março, não vi ninguém com moral para apontar o dedo a quem quer que fosse. Em pleno dia 27 de Março vi quererem alterar a ordem de trabalhos apenas porque tomaram um susto e viram que não iam seguir com a sua vontade em frente. A sorte é que muita gente ainda tinha as mensagens. Alguém não se precaveu e isso saiu caro a muita gente. No fim, houve gente que nunca arquitectou nada, nunca esteve por trás de nada e ainda foi acusada de traição. Isso são águas passadas. Tudo se resolve. No meio de tanto esquema houve pessoas que acabaram por não ter culpa de nada, ou pelo menos não ter intenção de arquitectar nada para atingir fins diversos daqueles a que se propunham as sugestões feitas pela Lista. Uma dessas pessoas é o Pedro Ângelo. Sempre disse que o mal dele foi estar mal acompanhado e influenciado, porque ele é uma pessoa com bom fundo e cujo mal (ironia do destino) acaba ser tentar não ferir nenhuma das partes e satisfazer os interesses de todos na medida do possível. Acho que ao fim deste tempo todo já aprendeu que isso é impossível. Não só ele aprendeu, como muitos de nós já aprendemos, vamos aprendendo, ou iremos aprender.

Passando tudo isto, creio que o Couto tem tanto direito e mérito em se querer candidatar a Presidente da AAFDL. Sempre apoiei o Couto enquanto profissional e pessoa. Considero-me seu amigo, sempre me dei bem com ele, trabalhei com ele de perto, vi tudo o que ele fez, sei do que é capaz, etc. Acho-o mesmo muito competente e muito capaz de levar qualquer projecto a que se proponha, em frente. No entanto, a Lista que ele fundou (a Lista S) tem alguns handycaps. Um deles são as pessoas que o rodeiam. É pena que a Direcção não tenha 15 Coutos. Já lhe disse isto. Se assim fosse, teríamos AAFDL para dar e vender! Acontece que este cenário não é possível e assim sendo tenho que me bastar com as condições existentes. Assim sendo, não nego que exista muita vontade de trabalhar na Lista S. Pelo contrário. Acho é que não existem pessoas suficientemente capazes de levar os destinos da AAFDL a bom porto. Acredito no Couto. Tirando ele, não posso dizer que exista alguém com experiência. Falta-lhe gente com experiência e sangue novo é o que tem a mais. Deve haver uma sucessão natural das coisas, no sentido de uns irem ganhando experiência para que no ano seguinte sejam opção válida e depois dêem o seu lugar a outros, etc. Isso não acontece com a Lista S. Acredito que existam planos e projectos, mas não acredito que possa haver alguém capaz de acompanhar o Couto nessa missão e, assim sendo, é um dever meu não apoiar um projecto no qual apenas acredito numa pequena parcela do mesmo.

Temos a Lista A. Disponibilizei-me para ouvir o Stoffel, no sentido de saber quais seriam os seus planos para a AAFDL. O projecto agradou-me. Alguns dos nomes avançados por ele, idém. Creio que tem muita gente com imenso potencial. Parece-me um projecto bastante equilibrado. Por algum tempo julguei estar perante um tipo que teria pulso na Lista, saberia não ceder a pressões, e iria ter uma lista correcta e competente, com tudo para triunfar. Estava decidido e tinha-me dado como certo para apoiar a Lista A. Como nem tudo são rosas, no melhor pano cai a nódoa: o Stoffel deixou-se levar pela conversa do Pardal e pela possibilidade de perder as eleições porque o Pardal ameaçou estragar-lhe as contas, e cedeu à conversa dele, oferecendo-lhe um lugar num cargo elegível e de alguma importância. Que desilusão. Preferiram não arriscar avançar sem o Pardal e os seus poucos seguidores e, temendo perder as eleições, em vez de manterem a integridade e os seus valores, cederam e deram-lhe o que queria, julgando que ele poderia mesmo tirar alguns votos. Tenho dito: o Pardal não vale nada. O Pardal vale anti-votos. Toda a gente sabe disso. Além do mais, é um tipo que não sabe o que é o colectivo, não sabe o que são eleições, não sabe o que é conquistar votos, não sabe comportar-se como alguém que quer ser alguém grande na vida, nem tão pouco tem categoria ou nível para aquilo que ele quer: um lugar na política. Valha-me acreditar que existem pessoas com olhos na cara e que percebam que o Pardal é um inútil, que não só não acrescenta nada profissionalmente, como ainda consegue ser uma menos-valia. Como pessoa consegue ser um tipo aceitável, mas como profissional é um exemplo muito triste do funcionalismo público, da inércia, e da repulsa.
A Lista A devia manter a sua coerência e valores até ao fim: não ceder a tentações, nem ceder à iminência de poder perder as eleições por causa de um tipo que não podemos chamar de incompetente. Incompetente é aquele que não faz como deve ser aquilo que deveria fazer. O Pardal não só não faz como deve ser aquilo que deveria fazer, como não faz o errado. Ele simplesmente não faz nada. Gosta de aparecer. Nisso ele aparece. E nem em oratória tem competência. A não ser quando está com amigos. Aí a oratória não falta. A Lista A perde, e bastante, tendo lá o Pardal. Devia ser o Pardal a ceder e pensar que mais vale renunciar à sua birra e à sua vontade de ser algo para o qual ele nunca nasceu (liderar o que quer que fosse), e ver a FDL em "boas mãos", do que avançar e além de ter um resultado humilhante, ainda fazer a boa solução perder também. A Lista A infelizmente cedeu e, com isso, perdeu tudo aquilo que ainda me fazia acreditar nela: valores. Caíram na velha tentação de dar um lugar em troca de alguns votos. A partir desse momento deixei de a apoiar e, assim sendo, passo a apoiar o voto em branco, ou o voto nulo.

Até lá, vejo que a Lista S está a passar a perna à Lista A, e esta vê tudo a passar-lhe diante dos olhos, mas continua cheia de pseudo-estadistas (muitos deles já vinham dos tempos da Lista R): todos querem mandar, todos querem opinar, mas falta alguém para fazer, para agir no terreno. No fim, mandam todos, opinam todos, e vêem a S galgar terreno e rumar a passos largos para a mais que provável (se tudo continuar assim) vitória nas eleições. Pois é... desta vez falta lá a malta que antigamente trabalhava na Lista R. Aquela gente que trazia centenas de votos e que só a sua cara já trazia resmas de pessoas a votarem naquelas caras. Querem que vos recorde alguns nomes? Acho que todos vocês sabem quem falta. É pena que a Lista A esteja a cair neste esquema. Tinham tudo para ser melhor lista do que a R (de longe), mas além de verem o barco a passar, ainda cedem nos valores.

Só tenho a dizer-vos isto: já não estou lá e esta luta já não é minha. Já cheguei a oferecer a minha mão-de-obra e, invariavelmente, não iria receber nada em troca. Ia apenas ajudar. Fora da FDL nada teria mesmo a ganhar (como nunca quis e nunca fiz para). Aos sobreviventes, deixo o recado: definhem-se e boa sorte para as duas listas. Que ganhe o melhor! Alea Jacta Est! Ganhará aquele que mais fizer por isso.

sábado, outubro 21, 2006

Que Caminho Pretendes Trilhar?

“O comportamento é um espelho no qual todos mostramos o que somos” Alfred Montapert


Foi com grande pesar que vi a Lista R morrer.
Quando embarquei no projecto R, as linhas orientadoras eram claras, válidas e transparentes.
A geração de pessoas que fundou esta lista era movida não por interesses pessoais mas sim porque acreditavam que era possível marcar a diferença a favor dos alunos, que era possível inverter a lógica do poder pelo poder. Eram humildes mas também conscientes de que os valores que os moviam como a integridade, a transparência e a honestidade iriam levar este barco a bom porto.

Foi a possibilidade de fazer algo pelos meus pares que me seduziu e me fez querer fazer parte deste movimento.
Não fui um dos fundadores deste projecto mas, pelo singelo contributo que prestei nos últimos dois anos, não posso deixar de encará-lo um pouco como meu também.

A instrumentalização de membros desta lista feita em nome de vinganças pessoais e da sede de poder, que ocorreu no passado dia 27 de Março, ultrapassou claramente o limite dos valores que tenho para mim como essenciais. Assim, não poderia mais comungar de um projecto cujos alicerces tinham sido postos em causa.
A Lista R morreu porque nela não vive mais um projecto saudável, íntegro, estruturado, com ideias e ideais.

Uma geração de pessoas que lutou apaixonadamente por causas em que acreditavam foi substituída lentamente por pessoas para quem esta lista não passa de um trampolim para outros voos.
Bem sei que, para algumas destas pessoas, os meios não são ilegítimos quando o fim a que se proposuram é alcançado.
A essas pessoas, dirijo uma citação de Montalpert novamente:

“Somos totalmente responsáveis pela qualidade da nossa vida e pelo efeito exercido sobre os outros, construtivo ou destrutivo, quer pelo exemplo quer pela influência directa”.

São estas mesmas pessoas que a feriram de morte que agora vêm reclamar o seu espaço na nossa casa e invocar o nome da Lista R para ganhar os votos de quem sempre se habituou a admirar esta lista e não sabe realmente o que se ocorreu nestes últimos meses.

Não se deixem iludir por promessas vãs nem favores inusitados de quem vos acaba de conhecer. Informem-se, contestem o que vos dizem, comparem e vejam as diferenças!

Dentro das minhas naturais limitações, irei apoiar a Lista A, pois nela vejo um projecto que honra a memória dos grandes homens que lutaram pelo nome da Academia, pelos interesses dos alunos, pelo constante preocupação em fazer mais e melhor por todos nós, pela FDL.

Um projecto estruturado, com princípios, ideiais, ideias e que não visa satisfazer qualquer capricho ou objectivo menos claro mas sim defender intransigentemente os interesses de todos aqueles que habitam a FDL. Todos. Mesmo os que não votam, mesmo os que não dão votos.

Por fim uma mensagem aos meus companheiros de causas, de luta e de esforço, aos que aprendi a admirar, aos que me ensinaram a ser um melhor ser humano, o meu muito obrigado. Estarei convosco para sempre.

Cada um de nós trilha o caminho que escolher para si.

Eu já escolhi.

sexta-feira, outubro 20, 2006

O Fim da Lista R: visão pessoal


Recebi no dia 25 de Março de 2006 (Sabádo) um sms com o seguinte conteúdo: ""2f, dia 27 de Março, 18h, reunião da Lista R com a seguinte ordem de trabalhos: eleição do Secretário-Geral da lista; preparação da RGA sobre a revisão dos estatutos da AAFDL."
No dia marcado, às 18h, marquei presença numa das salas da FDL onde se faria a reunião. A sala estava particularmente cheia, como não costuma ser habitual a meio do ano em reniões de lista, com muitas caras novas e desconhecidas, inclusivé jogadoras da equipa feminina de futsal, preparadas para o seu treino que ocorreria perto da hora da reunião. Estranho, no mínimo, mas de salutar o interesse demonstrado pelos elementos da lista.
Quando o Presidente de lista, o colega Pedro Ângelo, anuncia a ordem de trabalhos, que começaria pela discussão acerca da revisão dos estatutos, eis que em alto e bom som alguns colegas se manifestaram contra! Na linha da frente estava André Couto e Inês Ramalho, argumentando os dois que "não era essa a ordem de trabalhos enviada por sms". Exigiam então que se começasse pela eleição do Secretário-Geral, embora de facto fosse bem mais importante a revisão dos estatutos da AAFDL, devido a todas as implicações que isso teria na vida futura da Associação de estudantes.
Fez-se uma votação para se decidir por onde começar. Ganhou claramente a opção de eleição do Secretário-Geral.
Apresenta-se o único candidato pré-anunciado ao cargo, o colega David Areias, membro fundador da Lista R, antigo Vice-Presidente da AAFDL, membro do Conselho Directivo há 2 anos, portador de uma história imensa na defesa dos alunos desde o 1º momento em que entrou na FDL. Uma escolha para o cargo a roçar a perfeição.
Apresentou o seu programa. Com muita qualidade, na minha opinião.
Eis que então surge do nada uma colega a afirmar que não apoia David Areias, afirmando que a sua candidata seria Inês Ramalho. Foi esta questionada acerca da sua disponibilidade para avançar, ao que a mesma disse que não tinha pensado muito nisso, mas que decide candidatar-se, entregando de seguida fotocópias de um programa de candidatura (rapidez incrível entre o momento da decisão de avançar e a elaboração de um programa!).
Seguiu-se o debate. Pouco esclarecedor, mais parecia um lavar de roupa suja entre grande parte da Direcção da AAFDL, acusada de um sem número de coisas por André Couto e Inês Ramalho.
O que aconteceu de seguida todos já sabem. Inês Ramalho ganhou a votação. E a lista R morreu nesse momento.
O que me pareceu que aconteceu nesse dia é muito simples: André Couto tem uma obcessão doentia em ser Presidente da AAFDL. De tudo fez para lá chegar através da Lista R: desapareceu durante 3 meses com o dossier da Lista R, tendo feito uma cópia da mesma, que continha todos os contactos dos membros da mesma (cerca de 200); durante o período de escolha dos membros do Directório da Lista R fez de tudo para integrar o mesmo; como Vice da AAFDL teve sempre posições isoladas e geralmente era a única voz discordante no seio da Direcção (estariam todos os outros errados?); satisfez todos os desejos da secção de desporto da AAFDL, pondo mesmo em causa o pagamento dos salários dos funcionários; acordou com a Comissão de Finalistas 2001-2006 que a banda de fim de curso seria paga integralmente pela AAFDL, sem ter consultado os outros membros de Direcção; e, em minha opinião, utilizou-se da colega Inês Ramalho (que no fundo foi apenas um seu instrumento) para causar a divisão no seio da Lista R, de forma a fazer com que o caminho para a Presidência desta ficasse livre para si. Nesse dia, André Couto fez com que um projecto de gente séria, que não cacicava ninguém para ir votar em reuniões de lista, ruisse de forma a satisfazer as suas ambições pessoais. E ironicamente, soube no outro dia que afastou a colega Inês Ramalho da Lista S, porque a mesma não era bem vista por muita gente que queria entrar nessa lsita, devido ao episódio de 27 de Março... como a vida dá tantas voltas...
Afirma agora a Lista S que é a descendente da defunta Lista R. Eu pergunto-me: pode alguma lista ser herdeira de outra, se só existe um membro da Lista S com mais de 4 meses de Lista R? Ainda para mais quando o grosso da antiga Lista R está presente na Lista A? Creio que existe aqui um claro deturpar da realidade...
Foi com tristeza que presenciei ao fim da Lista que me fez acreditar na força dos alunos desde o 1º ano. Nunca votei em nenhuma outra lista além da R. Mas é como vos digo, meus amigos da Lista A: tudo não passa de uma simples letra. Saibam vocês manter o espírito R neste novo projecto, que o final formal da Lista R não terá passado disso mesmo, uma questão de letras...

quinta-feira, outubro 19, 2006

Apelo


Caros colegas da Lista A:
São duros e perigosos os tempos que se aproximam da nossa FDL. Duros porque a luta contra os abusos que chegam todos os dias dos professores e assistentes será sempre interminável e cabe a uma AAFDL forte, séria e determinada a defesa do initeresse dos alunos. Duros, porque se aproxima para breve a decisão sobre o novo plano de curso para a nossa Faculdade. Duros, porque a número dos alunos mais carenciados a nível económico, que com grandes dificuldades conseguem pagar o seu curso, aumenta de ano para ano. Duros, porque a união que reinou até há bem pouco tempo entre os alunos da FDL cedo acabou e a habitual indiferença nos corredores da FDL voltou.
São também perigosos, porque dependentes da AAFDL vivem cerca de 8 trabalhadores, se não me engano. Perigosos, poque a AAFDL ainda não tem capacidade para se dar ao luxo de esbanjar dinheiro, devido aos compromissos financeiros que tem para com terceiros, herdados de dívidas anteriores. Perigosos, porque gente de mau carácter pode por em causa todo o esforço, dedicação, altruísmo e desinteresse pessoal que muitos alunos, ao longo de 3 anos, empregaram à Associação de Estudantes.
Venho por isso fazer-vos um apelo. Um sentido apelo. Lutem até à exaustão para que o órgão que mais defende os alunos continue com esse espírito de missão que o caracteriza desde a vitória da Lista R em 2003. Lutem para que a AAFDL não cai nas mãos de gente que olha apenas para si e depois, muito depois, para os outros. Gente que se servirá da AAFDL e não o contrário.
Esta próxima eleição para os orgãos associativos, apenas no final de Janeiro de 2007, será a mais importante dos últimos anos. E é um DEVER ganhá-la. Não a qualquer custo, não em prejuízo de valores que muitos não respeitam. Mas com um sentimento de obrigação para com os alunos anónimos que acreditam que se alguma coisa correr mal, estará presente uma Associação de Estudantes que os vai defender intrasigentemente até ao fim, como aconteceu em Março de 2005 e mais recentemente em Setembro último, com a possibilidade concedida aos alunos trabalhadores estudantes de usufruirem da época de Dezembro. São apenas exemplos, exemplos que devem servir para que saibam o rumo que deve continuar a ser trilhado.
Se eu puder (sou aluno em Pós-Graduação), voto em vocês. Eu acredito. Acredito nas pessoas que a integram. Acredito nos valores que seguem. Acredito na vosso sentido de responsabilidade. Acredito na vossa honestidade, no vosso espiríto altruísta. Façam que todos os outros colegas acreditem, com que todos os outros colegas tenham esperança.
Boa sorte.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Como perder tempo sem fazer nada de útil

A ONU promoveu um movimento de luta contra a pobreza. Não, não se tratou de donativos financeiros ou alimentares, ou sequer de quaisquer medidas para tentar dinamizar mais as actividades dos mais pobres, tendo em vista o desenvolvimento económico e a diminuição da pobreza.
O que a ONU promoveu e entendeu ser uma "medida útil" na luta contra a pobreza, foi a iniciativa "Levanta-te contra a pobreza", através da qual foi pedido à população mundial que ficasse de pé pelo menos 30 segundos de modo a, com isso, lembrar os líderes mundiais das suas promessas de eliminar a pobreza extrema até 2015. O que acontece é que no fim de tudo isto, questiono-me de que é que adianta colocar 23 milhões e meio de pessoas em pé durante 30 segundos. Toda a gente sabe que estas medidas não passam de bonitas coreografias que nada mais fazem do que bater records do Guiness, acabando por ser o que ficou para a posteridade, conforme referiu uma coordenadora do evento. É bonito pertencer ao Guiness e é giro por esta gente toda de pé, mas... tudo não passou de uma perda de tempo para todos, e sobretudo para a ONU, que se deveria dedicar mais aos mesmos objectivos de lutar contra a pobreza, mas com medidas mais úteis.
Toda a gente sabe que ninguém quer saber se estão 23 milhões ou 2 biliões de pessoas em pé. Who cares? Acham mesmo que os países ricos querem saber disso? Aplaudem e acham bonito, mas nunca vão ceder. Quem cede são os idiotas, como é o caso de Portugal. O deficit continua a aumentar e as nossas fontes de receita a diminuir. Porquê? Além da péssima gestão dos recursos disponíveis, há ainda lugar a perdões de dívidas externas. Quem vê isto, até deve pensar que nadamos em dinheiro. Mas não. Nadamos no lodo.

terça-feira, outubro 17, 2006

O Maior FDLiano de Sempre

Lanço aqui o desafio! Votem aqui no "Maior representante da FDL de Sempre", ou "Maior FDLiano de Sempre". Seria injusto lançar o desafio só para "Maior Aluno da FDL de Sempre", dado cada um votar em nomes mais contemporâneos. Assim, a votação fica aberta na generalidade. Utilizem os critérios que entenderem.
Eu inclino-me entre Inocêncio Galvão Telles e Isabel Magalhães Collaço. Opto pela segunda, dada a proeza de ter sido a primeira mulher a doutorar-se, abrindo caminho para a emancipação feminina, pioneira no ramo do Direito Internacional Privado, e brilhante. Não há ninguém que não conheça Isabel Magalhães Collaço. E, ao contrário de muitos outros nomes, conhecem-na nomes do Direito e de muitos outros ramos.
Façam as vossas escolhas.

Obrigado

Foi com agrado que recebi a notícia sobre o ressuscitamento da Tuna Masculina da Faculdade onde estudei e que considero a minha segunda casa. Sempre foi com alguma pena que a vi desaparecer. Era um símbolo da nossa Faculdade (a par de outras instituições que a representavam também). O esforço no seu ressuscitamento deve-se ao trabalho de um rapaz que sempre achei ter muito valor: Paulo Pinheiro. Pertenceu à antiga Tuna, desenvolveu trabalhos a nível associativo. É um rapaz com muita credibilidade, empenhado, dos poucos sem interesses por trás do que faz e tem muito potencial. Espero que seja bem aproveitado por quem quer que o chame a integrar um projecto associativo ou mesmo nos órgãos da Faculdade (se for essa a opção). Ele merece.
Aqui fica um abraço para ele e um obrigado pelo seu empenho (mais uma vez) em reavivar aquilo que sempre foi um marco da Faculdade mas andou morto durante 2 anos.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Hoje foi dia de...

DR.ª JOANA NOGUEIRA
E
DR.ª ANINHAS CRUZ

domingo, outubro 15, 2006

Piada/Frase/Crença do Mês

"ESTE ANO vou ser um professor ausente"

Autor: Marcelo Rebelo de Sousa, aos seus alunos do 2.º ano de Direito Administrativo.


Precisa de comentários? Já agora, alguém tem uma fotografia do Marcelo Professor? É que é chato estar sempre a inserir fotos dele com microfones.

terça-feira, outubro 10, 2006

Parabéns AAFDL

Apesar de já nada me servir esta medida, não posso deixar de louvar que a AAFDL tenha resgatado a época de Dezembro para os trabalhadores-estudantes, quando uma alteração legislativa parecia deitar tudo a perder. É bom ver o esforço de uma associação que representa os estudantes e se esforça por lutar pelos direitos dos "ainda" alunos. A época de Dezembro é bastante importante e costuma ser decisiva para muitos, funcionando como uma luzinha ao fundo do túnel para os que a ela recorrem.
Enquanto não aluno, mas enquanto trabalhador, mostro a solidariedade para com os meus eternos colegas que se iriam ver privados desta época, mas que ainda poderão usufruir da mesma, graças a uma rápida, diligente e árdua intervenção da AAFDL junto do Directivo. A AAFDL sempre funcionou, e sempre existiu. Nunca tive dúvidas disso. Acontece que nem tudo justifica a sua intervenção, e muitas coisas têm o seu timing exacto. Mais uma vez mostraram que quando é preciso, age-se! Continuaram a honrar o espírito da Lista R e os princípios que sempre a nortearam.

Praxe: a fraude!

Eu até gostaria de recordar o dia de ontem como um dia que deu para matar saudades, ou como um dia em que fiquei contente porque ainda há gente a cumprir a tradição. No entanto, tornou-se impossível elogiar a praxe de 2006/07 porque a Tertúlia e alguns veteranos simplesmente trataram de estragá-la.
Chego eu à Faculdade e vejo toda a gente a morrer (não sei como foi da parte da manhã, mas ouvi dizer que não esteve nada por aí além). Os caloiros a caírem para o lado, e ninguém pronto a pô-los activos ou a animá-los! Sim, a praxe é suposto agradar também aos caloiros e não só aos veteranos. A praxe é vista como "integração", ou "recepção ao caloiro". Se é assim vista, também tem de agradar aos mesmos.
Não obstante ter visto toda a gente ali a enfrentar um frete e sem saber bem o que fazer, conclui várias coisas: falta espírito académico e imaginação para porem aquela gente toda a mexer, a divertir-se e a divertir. Onde estão essas qualidades que marcam um verdadeiro veterano?
Mais grave do que isto tudo é ver a inércia da Tertúlia. Juntam-se 3 tipos numa mesa em frente ao anfiteatro, onde se querem tornar o centro das atenções à força. Para tal, simulam uma sessão de autógrafos, onde obrigam os caloiros a passarem por eles e a pedir a sua assinatura num diploma. Não seria mais fácil assinar logo os diplomas e entregarem caloiro a caloiro, com o respectivo nome, quando entrassem no anfiteatro? Haverá necessidade de ficarem ali mais de 3 horas a queimarem tempo que poderia ser utilizado de outra forma? À Tertulia, que chama a si a organização da praxe, faltam ideias para inovar, para mudar, para tornarem este dia num dia melhor.
Dentro do Anfiteatro, vejo o eterno Dinis no Anfiteatro. Finalmente alguém que torna o dia da praxe num dia positivo. O Dinis é um orador de primeira categoria, com muita classe, e tudo o que diz faz sentido. É sempre um prazer ouvi-lo. Sem dúvida é uma mais valia para este dia. Espero que não passe na cabeça de ninguém algum dia excluir o Dinis da praxe.
Para continuar a eterna crítica a um grupo desorganizado como é a Tertúlia, e também culpando os veteranos, vejo dezenas de caloiros a praxar. A Tertúlia preocupa-se muito mais com a sessão de autógrafos, onde poderão dar protagonismo e fama a 3 dos seus membros (que ficarão mais conhecidos por terem assinado um diploma e cortado um bocado de cabelo, do que outra coisa qualquer), do que em organizar uma praxe como deve ser, em que só praxe quem tenha condições. Foi preciso recorrerem a "velhas glórias" do passado, como a antiga Dux que já acabou o curso, para se repor um pouco de ordem onde ela faltava! Meus amigos tertulianos e veteranos: deixarem caloiros praxarem? Que vergonha! Qualquer um que fosse lá praxar e apadrinhar, deveria ser mais praxado do que qualquer outro que entrasse este ano! Que desilusão! Como é possível deixarem que caloiros violassem a tradição académica? Já não há respeito? Caloiro a praxar caloiro? É preciso dizer mais? Para onde continuará a caminhar esta faculdade? E as suas pessoas? Ninguém impõe regras, ordem e a tradição académica! Depois digam que sou que critico tudo e todos. Criticavam o Guerreiro porque tinha 10 afilhadas por ano, sem interesses partidários. Mas só porque tinha "as melhores" todos apontavam o dedo. Ajudei-as todas, sem pensar noutra coisa que fosse. Ontem vejo gente com 20, 30 e 40 e sabem muito bem qual é o fim que lhes querem dar e já ninguém fala nada. Pior do que isso é ver os caloiros a praxarem e a apadrinharem. Depois de ver estas vergonhas... fico sem comentários mais a fazer e é com pesar e lamento que vejo a FDL, as suas instituições (?) e as suas pessoas deixarem que a mesma casa que eu e os meus colegas e amigos frequentámos, se torne um verdadeiro Cabaret da Coxa. É triste, mas infelizmente os valores, a tradição e o respeito continuam a perder-se.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Dia de Praxe


Amanhã é dia de praxe na minha FDL. Centena de caloiros iniciam a sua viagem na Gloriosa, com a ilusão no olhar, com os sonhos a fervilhar todos os minutos e com muita esperança nos (pelos menos) 5 anos que a Faculdade terá nas suas vidas. A todos os caloiros desejo sorte, força de vontade e alegria, que vivam intensamente todos os momentos da vida académica e que se lembrem sempre que a esta passagem, para ter algum sentido, é bem mais que livros, aulas e apontamentos... Que a faculdade seja uma escola de vida, antes de ser uma escola de Direito.
Quanto a mim, faz agora 5 anos que entrei pela sua porta e fui praxado, com muita alegria, sem complexos, porque a sensação de estar na FDL superou qualquer praxe ridícula, qualquer pintura horrível, qulaquer perfume pestilento... a Faculdade valeu tudo isso e muito mais...
Agora que me retiro das praxes, com muita saudade, pois era um dos melhores dias do ano, desejo a quem vai receber as "bestas" que os tratem com humanidade, respeito e com atenção, pois a praxe é isso mesmo: uma forma engraçada e diferente de se receber novos elementos numa comunidade. Sejam divertidos, acima de tudo isso, façam com que os caloiros se divertiam e se lembrei deste dia pelo resto das suas vidas, embora á custa das suas posições rídiculas..
Um obrigado também muito sentido aos meus companheiros de viagem da FDL, que sempre me acompanharam e nos dia das praxes eram uma presença constante. Mais uma vez, sem eles nada teria tido o gosto que teve e com eles, momentos memoráveis ficarão para sempre guardados no albúm das BOAS memórias...
Bem Haja a todos!

domingo, outubro 08, 2006

Mudança na tradição

Amanhã é dia de recepção aos alunos do primeiro ano, na FDL. O primeiro de vários dias, onde os caloiros serão submetidos a vários rituais. A Tertulia Libertas, como organizadora do evento, decidiu alterar o programa deste ano. Eu tive acesso a esta informação altamente confidencial e decidi desbocar-me para que o mundo possa saber como vai ser o dia de amanhã. O dia começará às 8:30 da manhã, onde cada caloiro que entre verá ser-lhe feito um golpe com a navalha que pertenceu ao primeiro Dux da Tertulia e que serviu para que ele cortasse a fruta e caçasse as suas presas, quando ficou 40 dias num retiro, pensando sobre qual seria a sua missão à frente da TL. O corte será leve, deverá ter 10cm de comprimento e fazer o formato de uma cruz. Tem que fazer sangue. Esse sangue será utilizado posteriormente no diploma e servirá para terminar o pacto de sangue que os alunos devem fazer com a TL, no sentido de nunca a agredirem verbal ou fisicamente e de prometerem adquirir o Berro sempre que saia.
Seguidamente, os novos alunos deverão entrar no Anfiteatro 1 onde, pelas 9h00 em ponto, dará entrada no mesmo todo o corpo docente da Faculdade de Direito de Lisboa. Os Professores Doutorados estarão a vestir os novos modelos Fátima Lopes 2006/07 que foram criados para os trajes de Catedráticos. O Presidente do Conselho Directivo, Prof. Doutor Miguel Teixeira de Sousa, fará o discurso de boas-vindas aos novos alunos e seguir-se-á a apresentação formal de todos os restantes docentes da casa, iniciando-se a apresentação por ordem de antiguidade e por ordem alfabética. O discurso do Prof. Teixeira de Sousa foi feito pelo seu assessor Luís Waldyr, e terá como pontos de ordem a necessidade de pagar propinas, o destino das propinas, a situação financeira da Faculdade, o corte orçamental do Estado e a reforma do Processo Civil e a sua importância no curso de Direito.
Seguidamente, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa apresentará os livros a utilizar nas respectivas cadeiras, para a temporada 2006/07 e dará a sua opinião sobre cada um deles. O Prof. Jorge Miranda falará sobre as médias de entrada e como isso prejudica o Direito ao ensino e aprendizagem, enquanto direito fundamental. O Prof. Vasco Pereira da Silva terá oportunidade de falar aos novos alunos sobre a nova lei das contra-ordenações ambientais e, para finalizar, o Prof. Eduardo Vera Cruz fará uma breve referência ao desenvolvimento histórico (a par do Prof. Menezes Cordeiro) da Faculdade, desde o século XIII até aos dias de hoje.
Depois do discurso, prevê-se que os caloiros saiam do anfiteatro pelas 12h00 e que passem ao corredor da morte. Este ano, os caloiros terão que passar pelo corredor de olhos vendados, os veteranos poderão fazer rasteiras e dar calduços aos rapazes, e atirar cerveja para as raparigas, fazendo a Miss Wet Shirt. Terão à sua disposição vinagre, tinta acrílica, fermento, chocolate líquido e leite em pó para todos aqueles que acertem ou falhem as perguntas.
No passo seguinte, os caloiros deverão provar a sopa da avó que a TL preparou na sua gruta. Sabe-se que este ano tiraram as asas de morcego e vão inserir cabelos da Prof. Ana Maria Martins e unhas do Dr. Marchante. O pãozinho deste ano, vai deixar de ser carcaça, para passar a ser broa. Passam o diploma aos caloiros com o pacto de sangue celebrado.
Por fim, já no anfiteatro 1 novamente, a Tertúlia dará início à cerimónia das velas. Para isso, tiveram o cuidado de recrutar no tomatado de 2005/06 um elemento que soubesse cuspir fogo. Depois de todos terem acendido a sua velinha em memória do Regime que Portugal tinha até ao 25 de Abril de 1974, surge do meio do público, com o xaile em volta dos ombros, qual super herói, o tertuliano que começará a usar a sua vela para cuspir fogo, enquanto outros dois tertulianos começarão a fazer malabarismos com argolas. Durante alguns minutos farão um espectáculo memorável e os caloiros deverão bater palmas ao mesmo. No final, o Dux fará um truque de magia, fazendo sair um sem número de Berros por baixo do seu xaile sem que ninguém descubra como, e os restantes dois elementos da mesa farão um número de "Palhaço rico, palhaço pobre". Isto deverá divertir os caloiros.
À saída e para terminar este dia, a Comissão de Finalistas passará com sacolas pelo Anfiteatro a pedir "ofertas" para a sua viagem, e na saída da Faculdade estará a AAFDL a requisitar os 10% da mesada de cada caloiro, para poderem organizar uma festa na Quinzena.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Nem o Tal & Qual...

Desculpem, mas não resisti! Esta é mesmo a notícia da semana. Esta notícia é simplesmente brutal e genial. Nem o Tal & Qual, o 24 Horas, o Diabo e o Crime (todos juntos) conseguiam chegar a algo tão genial como esta notícia. Mantorras e Filipa Gonçalves duas coisas em comum: terem algo a ver com o futebol do Benfica (Mantorras é jogador e o pai de Filipa é o ex-jogador do Benfica Tamagnini Nené), e o sexo. Tirando estas duas afinidades... é impressionante como é que alguém se lembrou de juntar este par. Quando vi isto parei 15 minutos a rir, só de imaginar o Mantorras a passear de mão dada com a Filipa Gonçalves, ou mesmo aquele perninhas de alicate a fazer sexo com um transexual com mais "caparro" que ele.
Esta notícia bate tudo o que os grandes génios da creatividade alguma vez fizeram e declaro esta a Notícia da semana, do mês... do ano! Simplesmente genial!

quinta-feira, outubro 05, 2006

A Lista Negra


Brevemente saírão as listas concorrentes aos órgãos da AAFDL. Sinto-me tentado a lançar a minha própria lista, a Lista Negra. Uma tentativa de imitar uma iniciativa do Governo que há algum tempo louvei: a publicação da lista negra de devedores ao Estado. Neste caso, a Lista Negra que publicaria não seria de devedores, mas seria de interesseiros que se encontram prestes a concorrer à AAFDL. Juntá-los todos numa mesma lista. O que dizem? Aí seria mesmo caso para que dissessem "são todos farinha do mesmo saco" porque realmente seria todos do mesmo saco (lista)! A Lista seguiria os mesmos moldes da Lista Negra de devedores: seria organizada por nível de interesse, sendo os muito interesseiros os que encabeçariam a Lista (já viram? É como nas listas para a política... seriam os cabeças de Lista), e conforme a diminuição de interesse ficariam mais discretamente inseridos nela. Sendo publicados os nomes e os níveis de interesse, poderia ser dado ainda um fundamento sobre as futuras aspirações dos mesmos.

Como não sou um tipo de confusões, não o vou fazer. As pessoas são suficientemente crescidinhas para saber quem são os oportunistas, quem procura o seu lugar ao sol e quem faz as falsas promessas (que a esta hora já devem ser imensas dentro das próprias listas concorrentes, dado que vale prometer tudo para o presente e para o futuro, para se ter gente que traga votos).

Admitam, com este tipo de Lista, só votaria neles quem quisesse e não existiria perdão posterior para quem dissesse "não fizeram nada e só procuraram o seu tacho". Isto é como aquelas burlas que vemos por aí, muito mal feitas, e que passamos a vida a dizer "só cai quem quer". Aqui diz-se "Só votará neles quem quiser". As ofertas vão ser muitas (para os integrantes das Listas), as promessas mais ainda (alguns nem isso vão ter capacidade de fazer, mas há quem nunca resista a dois dedos de conversa). Cabe a vocês decidirem. Alguns tipos são óbvios, outros nem tanto. Tenham inteligência, analisem os programas eleitorais e comparem o que tem cabeça, tronco e membros e depois façam as vossas escolhas. Todas as listas têm pessoas boas e pessoas más. Mas há sempre alguma que consegue ter mais pessoas boas do que más, maior liderança e um projecto melhor. Há sempre uma que se safa.. e que se torna uma escolha válida!

Há coisa na vida que nunca mudam...

Já dizia uma pessoa muito próxima a mim, que está a residir em Angola: "Há coisas que, por mais que se tente, nunca mudam. Queres um exemplo? Um cão é, e vai ser, sempre um cão. Um preto é um preto, e um branco é um branco".
Realmente, por mais que tentemos alterar hábitos, formas de estar, de ser, as coisas correm o risco de nunca mudarem por causa da sua natureza, ou por causa da natureza que lhes é atribuída. Essa não-alteração-da-natureza pode dever-se a: as pessoas realmente nunca conseguirem mudar a sua forma tacanha de ser, pensar e agir, por impossibilidade ou incapacidade; ou, porque quem está à sua volta impede que tal alteração alguma vez suceda. Exemplo da primeira situação, foi a pessoa que citei e com a qual concordo em tudo. Essa de pretos quererem ser brancos e de brancos quererem ser pretos (não me venham com a teoria que chamar preto a alguém é racismo, porque para isso também me devo sentir vítima de racismo quando me chamam branco), não me entra na cabeça. E, na maioria das vezes, a mistura dá maus resultados.
Exemplo da segunda situação que referi, é o caso dos caloiros na Faculdade. Por mais que se tente mudar as mentes com o típico "somos todos colegas", a esmagadora maioria da veterania vai sempre ver os caloiros como a "carneirada", "maçaricos", "burros", "vermes". Independentemente dos nomes que até podem ser carinhosos, há gente que olha para os novos alunos desta forma e sente mesmo estas palavras que diz. Prova disso é o clássico olhar de enjôo sempre que um aluno do primeiro ano aborda um veterano. Parece que a memória é curta para os lados destes que já não se lembram que um dia também não sentiram muita satisfação com tratamentos de "bestas" por parte de veteranos. Os papeis andam invertidos. Os vermes e as bestas são os que têm atitudes desprezíveis para com quem acabou de chegar. Porém, nem tudo são espinhos. Há sempre aqueles que conseguem apenas usar estes termos na brincadeira, e há quem nem sequer os use e os acolha. Eu, por exemplo, nunca tratei de forma diferente um aluno primeiro-anista. Podia sentir-me recalcado com o tratamento que tive no meu primeiro ano, mas acho que fazer aos outros o que não gostei que me tivessem feito, era a típica atitude vingativa, de recalcamento, sei lá. Optei pela via do acolhimento, do bem receber, da igualdade e da boa recepção.
Outro exemplo da segunda situação, é o exemplo do advogado-estagiário. Podem dizer o que quiserem, que os estagiários serão sempre vistos como "inúteis", "temporários", "ignorantes", "escravos", entre outras coisas. Isso vê-se até no olhar de um qualquer advogado ao olhar para o estagiário. Recusa considerá-lo um "colega". E esquece-se que um dia também já o foi. Então surgem os olhares de desprezo, as faltas de educação (e posso assegurar-vos que o que mais há por aí são advogados com formação jurídica elevada, e formação cívica nula), e tentativas de fazer dos caloiros os pequenos submissos que tudo fazem. Cabe a cada um saber marcar a sua posição e dar-se ao respeito. Um dia quando chegar a sénior, espero também não tratar os outros da mesma forma como já tentaram tratar colegas meus (e como felizmente ainda não me tentaram tratar). E, em caso de tentativa de abuso ou de exploração, não duvidem que marcarei a minha posição como sempre marquei. E quem me conhece sabe que digo o que tenho a dizer a quem quer que seja. Há quem diga que seja excesso de transparência. Há quem diga que seja inocência. Eu prefiro entender que é uma questão de carácter muito firme. Nesta vida, se não pudermos ser nós mesmos, será que sentiremos prazer nela com o fingimento ou com a actuação de algo que não somos? Não me parece. Um estagiário é sempre um estagiário e um caloiro é sempre um caloiro, mas apenas porque as pessoas que se encontram com mais tempo numa determinada posição assim o entendem. Uns e outros dão-se à mesma dignidade e são capazes de conviver como colegas que são. Basta terem um mínimo de inteligência, carácter e maturidade.
Discordo com a forma com a segunda situação, mas concordo totalmente com a primeira. Sejamos sinceros: há coisas, pessoas e situações, que por mais que se tente mudar, não vale a pena... um preto será sempre um perto, e um branco será sempre um branco. Um pau será sempre um pau, e uma pedra será sempre uma pedra. É a lei da vida e sempre será assim! Nunca aquilo que é diferente poderá ou deverá ser tratado como igual e vice-versa.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Façam uma pergunta a Heloísa Helena

Estando na calha uma entrevista com a 1.ª Mulher a candidatar-se à presidência do Brasil, e que estragou as contas ao Lula, façam a vossa questão à Senadora Heloísa Helena. Para tal, enviem-na para barvelho@gmail.com e aguardem pela publicação da mesma.

Presidenciais no Brasil

Realizaram-se as eleições presidenciais no Brasil, que vão precisar de uma 2.ª volta para que se saiba quem será o futuro Presidente do Brasil. Lula caiu e vacilou, quando muitos davam a sua vitória como certa, e alguns dizem que tudo se deve graças à Senadora Heloísa Helena que obteve mais de 6% dos votos. Será que Lula vai resistir na 2.ª volta e vencer as eleições? Ou será que Geraldo Alckmin vai dar a reviravolta completa no dia 29 de Outubro?
Se as coisas em Portugal são como são, no Brasil muitas coisas conseguem causar uma surpresa ainda maior. Exemplo disso é a eleição do antigo Presidente do Brasil, Collor de Mello, como Senador pelo Estado de Alagoas. Como é possível que os brasileiros se tenham esquecido dos escândalos de corrupção e da desgraça total que este homem causou ao país? Como é possível que tenha obtido mais que um voto (o seu)?

domingo, outubro 01, 2006

Está de parabéns

Marcelo Rebelo de Sousa teve uma atitude louvável aquando da semana de inscrição dos caloiros na Faculdade de Direito de Lisboa. Num dos dias dessa semana, ao passar pelo átrio e ver os novos alunos sentados no banco sem nada que fazer, reuniu-os e foi apresentar-lhes as instalações da casa. Fez isso com mais outro grupo de alunos. Uma iniciativa, sem dúvida, louvável e que faz os novos alunos sentirem-se bem chegados com uma recepção assim. Não é todos os dias (nem todos os anos) que um docente da casa faça isto pelos alunos da FDL. E Marcelo, quer se queira, quer não, é um nome sonante para toda a gente, sobretudo para quem chega a este novo mundo que é a Universidade. Parabéns pelo gesto.