quarta-feira, setembro 20, 2006

Alunos e Propinas, o outro lado

O valor máximo das propinas deve rondar os 900€. Apesar de não ser um valor que reflecte o esforço financeiro que o Estado efectua ao proporcionar um ensino superior público, pois cada aluno custa ao Estado bem mais que estes 900€, uns cursos mais que outros, não é no entanto um valor baixo para a realidade da situação económica e social do nosso país, que tem o salário mínimo a rondar os 400€. Ora, um agregado familiar em que os Pais auferiam os dois o salário mínimo, é praticamente impossível com que os seus filhos frequentem uma Faculdade, tenham eles ou não capacidade para isso.
Queixam-se por isso os alunos há longos anos do valor e até mesmo da existência das propinas. Mas é com desagrado que muitas vezes verifico que muitos desses alunos, que tanto protestam, são os primeiros a não dar valor ao privilégio que é o de usufruirem do curso. Vejamos:
- existe uma percentagem grande de alunos, pelo menos na FDL (sítio que conheço melhor) que faltam ás aulas com frequência, para estarem no "bar ou a jogar ás cartas", ou simplesmente para não estar a fazer nada;
- existe também um número significativo de alunos que por estarem envolvidos nas actividades associativas e académicas faltam à maior parte das aulas, logo eles que deveriam estar presentes nas aulas (como saber das reais preocupações dos alunos e suas dificuldades se nem sabem o que passa dentro das salas de aula?);
- outros alunos não estudam, não se esforçam, estão ali de "passagem";
- existe ainda outra camada estudantil que para além de naõ usufruirem das aulas, ainda vão para as mesmas sem vontade nem atenção, prejudicando outro alunos ao destabilizarem o decorrer das respesctivas com barulho, comentários impertinentes, etc.
Para pedirmos responsabilidades, temos antes de mais de ser responsáveis. E muitas das vezes isso não acontece, o que faz com que a imagem do aluno estudante seja francamente má.
Soluções: a real aplicação do regime das prescrições, agravamento das propinas para os alunos repetentes e processos disciplinares par alunos que faltam sem justificação plausível.
Parece-me sensato a aplicação destas sanções, até para que haja um mínimo de respeito a quem não conseguiu entrar no Ensino Superior, mas no entanto contribui para o mesmo através dos seus impostos.

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