domingo, março 26, 2006

Os Emigrantes no Canadá

No Canadá, na Suiça, na França, ou na China. Onde quer que esteja um português ilegal, sou a favor da sua deportação para Portugal. Tal como sou favorável à "devolução ao remetente" de todos os portugueses legalizados que pratiquem crimes num país estrangeiro, ou que não saibam ter o comportamento devido em sociedade, ainda que eles sejam nascidos no território X, e filhos ou netos de portugueses. Sou inteiramente favorável à deportação. Tal como já o era no caso dos imigrantes ilegais em Portugal (africanos, brasileiros ou asiáticos), e me apelidavam injustamente de racista, também adopto como correctíssima a mesma solução para os portugueses no estrangeiro que se encontrem na mesma situação. Meus amigos... o sol quando nasce é para todos! E temos que respeitar os outros. A diferença entre estar legalizado e não é enorme. É igual à situação de eu ter uma enorme fazenda... com terreno enorme, e alguém me pedir para morar numa ínfima parte do meu terreno e eu lhe conceder essa possibilidade e eu nesse mesmo terreno ter alguém que se infiltra e sem pedir autorização a ninguém decide morar no MEU terreno. Invasão de propriedade privada. Até pode acontecer que por mais que a pessoa peça para lá morar, eu rejeite. É propriedade privada e eu não sou culpado da situação de outra pessoa.
É triste dizer isto dos meus conterrâneos, mas é o que acho: estão ilegais, voltem. Estão a ser expulsos e bem expulsos. Aqui em Portugal, sou a favor da mesma solução face a imigrantes ilegais. Se era chamado de racista e xenófobo no caso dos imigrantes (argumento único que utilizam gratuitamente para tudo o que não seja pro-ilegalidade e pro-indignidade, sim, porque colaborar com imigrantes ilegais, com barracas e subsídios e afins, é colaborar com a ilegalidade e acima de tudo colaborar para a falta de dignidade social do ser humano.) agora, face à mesma solução para os portugueses, serei chamado de quê?
Se um país não nos aceitar lá, temos que acatar a decisão! Ninguém é obrigado a gramar connosco. E além do mais, em casos como o de Portugal, não temos condições de receber tanto imigrante, sob pena de cada vez mais deixar de existir condições dignas e humanas para que os mesmos cá possam permanecer, e correndo ainda o risco de chegarmos à situação degradante, que ocorre cada vez mais, com os países do 3º mundo. É tudo uma questão urbanística, económica, cultural, social. Temos que impor limites e números para as pessoas que recebemos. Assim fazem os países inteligentes e desenvolvidos, como o Canadá. E, para quem considerar isto um acto xenófobo por parte do Canadá, lembre-se que a Presidente Canadiana é imigrante, sendo Haitiana.

2 comentários:

MRS disse...

Em primeiro lugar, devo dizer que, em abstracto não sou contra a deportação. No entanto, os contextos em que se deporta são diferentes e há casos em que esta se justifica e outros em que não se justifica.

Se um estrangeiro comete um crime em Portugal (ou em qualquer outro país de acolhimento), penso que a deportação será uma punição justa, porque reforça a confiança no Estado e porque a tolerância de um elemento nocivo para a sociedade poderia incentivar outros criminosos. Nestes casos, acho que não há dúvidas.

Já não estou tão certo quanto à deportação de imigrantes ilegais. Há casos em que poderá fazer sentido, como quando haja prática de crimes. Nos outros casos, acho que será excessivo.

Em certa medida, concordo com o teor do teu post. Mas o Canadá e os EUA não são exemplo. Eles chegam, mesmo a deportar os chamados imigrantes de "terceira geração" em diante, que já são nacionais canadianos. Acho que isso é uma prática excessiva.

P.S.: O Canadá é uma monarquia, cujo chefe de Estado é a Rainha de Inglaterra. Esta faz-se representar, no Canadá, por um Governador-Geral, que, agora, é uma haitiana.

DJ disse...

Realmente, agradeço ao colega mrs o reparo feito. Quando me referi à Presidente do Canadá, referia-me ao cargo de Governador-Geral. Lapso meu. Corrigido desde já.

Relativamente à chamada "terceira geração de imigrantes", também acabo por concordar. Realmente é excessivo deportar-se alguém que é nacional. O verdadeiro problema estará em conceder-se a nacionalidade aos mesmos. Se a mesma não for concedida, nunca poderão ser considerados nacionais daquele Estado, e poderão ser tratados como imigrantes.