domingo, julho 17, 2005

Quarteto Fantástico

Este filme, que promete ser um estrondoso sucesso nas nossas salas de cinema (a exemplo do que tem sido pela Europa fora e EUA. Mais uma vez somos os últimos a receber este filme. Atrasos... enfim... a culpa é do Sócrates), conta a história de quatro viajantes de uma jornada espacial experimental, que recebem uma carga de radiação e com ela passam a ter poderes especiais. De frisar, que trata-se de uma história verídica (muito mesmo), como há muito não se via (mais ou menos desde Regresso ao Futuro, ou ET). Aliás, aquela da invisibilidade feminina, trata-se de uma sátira ao sexo feminino que, obcecado pela cuscuvilhice, tem como maior ambição ser transparente para poder ver as lojas onde a amiga compra roupas, ou com quem é que o marido lhe põe os cornos, etc. O fogo, sem sombra de dúvida que representa o MACHO! Come on baby... light my fire! Quanto à "Coisa", já é mais uma característica mista. Ora, a Coisa, é mais ou menos uma pedra, que fica duríssima, rijíssima. Qual não é o gajo que gosta de dizer à sua menina "Estou duro que nem uma pedra. Toca lá... toca lá..."? E pelo lado feminino, aquelas gajas que são duras que nem uma pedra: os homens bem tentam furar e desbravar caminho, mas elas não deixam. Começam logo a fazer-se difíceis e a dizerem "Tu? Aqui?! Estás a delirar". Depois andam eles com a máxima dos gajos que acreditam em milagres "Água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura". Eles bem tentam, por cima, por baixo, de lado... mas nada. Por fim, temos o tipo elástico, que representa a juventude, sobretudo os gajos quando são putos, que andam com a mania dos tamanhos e começam a "esticá-la" a ver se cresce mais um centímetrozinho ou dois, para depois pensarem que são do mais masculino que há (neste caso, o "putos" e "juventude" aplicam-se, forçosa e extensivamente, aos gajos que com 20, 30, 40, 50 anos padecem destas características). Então, o gajo do filme, quer esticar-se para chegar à Lua. A Lua aqui nem sequer vou dizer em que se traduz no exemplo referido, porque algumas crianças lêem isto, e depois tenho a Comissão de Pais, a Comissão de Alunos, a Comissão de Apoio à Vítima [sei que me esqueci de referir cerca de 342 Comissões e respectivos directores (mais jobs for the boys), mas ficam abrangidos nestas três], e depois começam a dizer que somos uns preversos, e não respeitamos ninguém, e de forma alguma quero colaborar para que este País se torne um verdadeiro Cabaret da Coxa (muito bom já é ser República das Bananas). É de referir, ainda, quanto a esta história edílica, veridíca e muitas mais coisas terminadas em "ica" (exclui-se hemofílica), que este quarteto é composto por 3 tipos e uma tipa, também em crítica à nossa sociedade (nossa, leia-se portuguesa, porque em grande parte da estrangeira isto não se passa. Só no 3º mundo... ou em 2º mundo eterno aspirante a 1º, como é o caso português). Perguntam vocês: mas porquê?! 3 rapazes... 1 rapariga... é a eterna história do "parecem cães atrás de uma cadela". Onde anda uma miúda gira, andam logo 3 ou 4 a querer ver se apanham alguma migalhinha que ela com algum desprezo deita para o chão, e fica feliz da vida por ver que eles não a largam, mas estranhamente (ou não), finge-se de púdica (nem sequer isto conseguem chegar a ser... é assim a bonus portuguesa familiae). Mas vendo bem deste ponto, até nem é assim tão mau, dado que se fossem 3 meninas e 1 transeunte, o gajo de certeza absoluta que surgiria com uma camisola cheia de lantejoulas, abraçado a uma barbie, e com maquilhagem, etc. Por isso, assim sempre se tenta colocar um mínimo de virilidade nos tipos (e de certa maneira, alguma burrice, trolhice, azeiteirice, e outras coisas acabadas em "ice"). Tentem aprender alguma coisa com este filme. Se tal suceder, quiçá, daqui a 50 anos não teremos um fantastic four mais "ideal" em vez destas eternas cenas em que eles são cavalheiros e têm direitos (poucos para com ela) e deveres (buéééééé para com ela), e ela tem os direitos todos deles juntos, e deveres... tá quieto! Este filme, friso, trata-se de uma perfeita crítica à nossa sociedade, onde se critica a sociedade monogâmica, bem como o comunismo com potencial ascendente de extrema direita. No final, fica uma mensagem de apreço para com os países de terceiro mundo, pedindo uma maior justiça na concorrência comercial, bem como incentivos aos donativos, para a construção de estádios na Etiópia, para que lá se realize o Mundial de 2034. Claro que a primeira coisa a ser "construída" será o relvado... onde, até 2034, aquela gente vai plantar umas couves e umas cenouras, enquanto não se dão ali uns toques na bola. Ops... já me ia esquecendo: no final, a vilã da história que é muito parecida com uma menina americana, que tem de apelido "bonita" em francês e cujo nome começa por A (acho que é Angélica), aparece a rodar os tipos todos de Bolliwood, e no fim, decide dar uma de Madre Teresa, adquirindo o passe sobre uma menina africana, para que esta no futuro lhe venha a dar lucros numa futura transferência para o "Abandonados FC".

2 comentários:

Slash disse...

Caro Dj
1- conseguiste num só texto completamente destrui uma das minhas melhores memorias de infancia em que ansiava para ver a banda desenhada do Quarteto fantastico.....se o filme diz tanta coisa é melhor não ver senão ainda fico mais traumatizado.... è a pensar que esta mitica BD era apenas mais um filme de acção piratiada da BD mas parece que tem muito mais substrato...


2- "exemplo do que tem sido pela Europa fora e EUA. Mais uma vez somos os últimos a receber este filme. Atrasos... enfim... a culpa é do Sócrates"
DELE E DE DOS ULTIMOS GOVERNANTES ONDE ESTAVA O DURÂO BARROSO OU O PSL......

DJ disse...

Ahm.... aviso à navegação... esta minha interpretação do filme, como sendo a intenção do realizador... não é a verdadeira, mas poderia muito bem ter sido... Por isso, não te desiludas, pois os sonhos que tenhas, podem continuar acesos, e dia 28 de Julho vês o filme!

Quanto ao falar do Sócrates... era 101% a gozar com mesmo... obviamente não estava a falar a sério... acho que nem ele, nem ninguém (seja que político for), tem nada a ver com os filmes que são exibidos ou não. Era mesmo SÓ a gozar com isto tudo...